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Um visitante
2,0
Enviada em 20 de novembro de 2013
O filme foi elogiadíssimo e ganhou diversos prêmios, mas achei o filme chato e demorado em diversas cenas supérfluas, como as dos shows do cabaré, e que não tinham relação direta com o que é “vendido” na sinopse do filme (o romance entre um ator e um jovem militar). É por essas e outras, que eu realmente não posso me considerar um cinéfilo…
O filme Tatuagem constrói a veracidade sobre o cotidiano de artistas desconhecidos em uma das capitais do nordeste do Brasil, no ano de 1978, uma época de "caça às bruxas", que era a repressão a toda e qualquer forma de demonstração de liberdades individuais; ademais, através da "linha-dura", no Brasil, o regime militar (1964 - 1985) impedia qualquer forma de oposição. Em virtude disso, é preciso assistir a ele para apreciar as cenas que explanam a verdade nua e crua, literalmente, do que era oculto ou mascarado na sociedade pernambucana. Portanto, a medida que o filme é um autêntico "tapa na cara" contra o falso moralismo de vários tipos de corpos sociais, há a demonstração de liberdade da busca do viver em simplicidade com graça e reverência.
Mais um filme Brasileiro que me impressiona. Os produtores, diretores e atores pernambucanos estão de parabéns. Muitas produções excelentes! Super recomendo!
Pelas críticas, pensei que fosse ser um filme denso, com diálogos profundos. Mas não é. O filme é raso, embora pretenda ser diferente. Achei o texto vazio. Tem algumas cenas bonitas, sobretudo quando a camera é alterada para um "tipo retrô". Não sei como fala. A atuação dos dois personagens principais é excelente, mas a do "Fininho" é fraca. Dá para passar o tempo, mas não recomendo se tiver outras opções!!!
o filme conta, a estória da trupe chão de estrelas, ela engloba vários temas muitos importantes, e que não são tão discutíveis hoje em dia como sexo GAY( não que eu seja contra), uso de drogas e o mais importante é a discussão que ela passa e deixa para todos que se encantam e acabam participando de um jeito ou de outro com a estória. De produção muito sútil e leve que acaba retratando a beleza do recife de uma forma simples, tradicional e bem realista, o filme leva a todos a importância da livre e espontânea opinião. Enfim, o filme é ótimo, quem não assistiu busque-o na internet e vejam pois irá valer a pena.
Uma tatuagem marca o corpo de forma duradoura e não aparece do nada, pelo contrário, exige uma passagem de dor, mesmo que depois surja como efeito de prazer. Tão discutido em dias de valores e de direitos humanos, esse complexo corporal aprofunda certas cicatrizes no bom filme de Hilton Lacerda. Pode até ser clichê mostrar o nu ou inferir deboche aos valores burgueses pelo militarismo, pela religião ou pela família tradicional; o importante é perceber que a discussão não sai de "moda", ao contrário, parece mais necessária do que nunca, basta observar e ouvir as tendências conservadoras que parecem gritar do fundo de seus buracos vazios e autoritários. O sistema está aí e deixa entrever que ditaduras são sempre bem vindas. Isso me faz recorrer ao excelente "Ensaio sobre a Cegueira", quando Saramago mostra que nunca é tarde, em tempos atuais, saber que um grande olho branco paira atento sobre tudo e todos. E só ver os chamados regimes tradicionais políticos, sejam de direita ou não. O que se pode ver, enfim, na marca que se faz no corpo é o direito de pintá-lo ou exibi-lo sem a deformação inoperante do autoritarismo. Por isso, vejo "Tatuagem" como uma grande metáfora da desforra que precisa ser impressa em tempos que parecem sombrios. Todo cuidado é pouco.
Afinal o que é ser livre? Tornar-se livre? ou ser liberto pelos outros? Clécio é livre por si só, mas, é feito de monstro pela ditadura e mesmo assim, luta para não ter a sua liberdade contida. Ao encontrar-se com Airton, um soldado da ditadura que é vivente dos dois mundos e prisioneiro em ambos, eles se/e encantam em uma dança de levezas e carícias, e em um amor doce doce e docinho em tempos tão amargos.
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