Não recomendado para menos de 16 anos
Recife, Pernambuco. Dirceu (Vinícius Zinn) tem 30 anos e vem de uma família aristocrata do sertão nordestino. Ele trabalha em uma empresa de demolição, ajudando nas diversas transformações que a cidade tem passado nos últimos anos. Ao encontrar Maria (Christiana Ubach), uma estudante de música com alma de artista, ele passa a sentir a urgência por mudanças em sua própria vida.
4,0
Muito bom
Boa Sorte, Meu Amor
Enigma em preto e branco
por Francisco Russo
Por mais que Rio de Janeiro e São Paulo sigam como os maiores produtores do país, vem de Pernambuco o cinema mais instigante produzido no Brasil já há alguns anos. Enquanto os estados do sudeste optaram por apostar em filmes claramente comerciais, alguns até interessantes mas quase sempre seguindo uma fórmula facilmente percebida, os cineastas pernambucanos têm ousado no tema, na narrativa e até mesmo na estética. É o caso de Boa Sorte, Meu Amor, filme de estreia do diretor Daniel Aragão, que se destaca justamente ao provocar no público uma estranheza saudável diante do que é visto em cena.
Inteiramente em preto e branco, o longa-metragem traz ao espectador uma história que, a bem da verdade, não é tão importante assim. O fio condutor é o romance entre o arquiteto Dirceu (Vinicius Zinn, apenas correto) e a estudante Maria (Christiana Ubach, muito bem) ao longo de três partes claramente i
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Pretensioso, com aspirações a épico e desejando abordar todas as questões sociais em debate (eterno) em Recife, Boa Sorte tem um roteiro estranho e desarticulado, excelente fotografia, direção aleatória e atores inexpressivos (exceto pelas belas expressões da atriz principal). Cansativo e imaturo, em certos momentos desperta até um riso afetuoso pela tentativa de ser grandioso na temática e na condução das cenas.
Ideia nasceu em um enterro
Daniel Aragão teve a ideia de Boa Sorte, Meu Amor no enterro da própria avó. Foi ao reencontrar várias pessoas de seu passado, com as quais já não tinha mais contato, que percebeu que fazia parte da última geração de jovens metropolitanos que tiveram algum contato com suas origens sertanejas.
Primeira vez
Estreia de Daniel Aragão como diretor de longa-metragens. É também o primeiro trabalho de Christiana Ubach no cinema.
Novo nome
A atriz Christiana Ubach usava o nome artístico de Cristina Peres na época em que atuava na novela Malhação, exibida pela Rede Globo.
Nacionalidade
Brasil
Distribuidor
-
Ano de produção
2012
Tipo de filme
longa-metragem
Curiosidades
3 curiosidades
Orçamento
-
Idiomas
Português
Formato de produção
-
Cor
Preto & Branco
Formato de áudio
-
Formato de projeção
-
Número Visa
-
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