Uma porcaria sem graça, apesar de tentarem forçar a parte cômica, é fracassar totalmente, a única parte boa é a nostalgia dos personagens, mas não vale o tempo perdido para ver isso, se quiser matar a nostalgia assista o desenho!!
A nova adaptação de "Mestres do Universo" tenta resgatar a grandiosidade da franquia dos anos 1980, mas acaba se revelando uma experiência exaustiva e sem alma. Em vez de abraçar a fantasia colorida e extravagante que consagrou a obra original, o filme demonstra uma clara crise de identidade e sente vergonha de sua própria essência. A narrativa opta por se esconder atrás de ironias desgastadas e piadas autodepreciativas que quebram a tensão, o que afasta novos espectadores e entrega apenas um saudosismo vazio sustentado por easter eggs para os fãs antigos.
Na cadeira de diretor, Travis Knight expõe suas limitações ao lidar com a escala épica do projeto. A direção entrega cenas de ação confusas, agravadas por uma dependência extrema de telas verdes e efeitos digitais inacabados que eliminam qualquer senso de fisicalidade e peso nos combates. A identidade visual de Eternia, que deveria ser um deslumbrante misto de ficção científica e fantasia medieval, soa barata, artificial e genérica, lembrando um cosplay amador com texturas de um videogame antigo. Para piorar a imersão, a trilha sonora excessivamente agressiva e ininterrupta sufoca a narrativa, abafando os diálogos e extinguindo os momentos de silêncio necessários para a construção do drama.
O roteiro contribui para o desastre ao sofrer de um inchaço narrativo exaustivo, especialmente no segundo ato, injetando intrigas políticas e dilemas filosóficos densos que não combinam com a premissa baseada em puro escapismo. Esse texto problemático acaba sabotando o elenco, que trabalha em uma espécie de apatia coletiva e com zero química. Nicholas Galitzine entrega um Príncipe Adam passivo e atua no piloto automático, enquanto Camila Mendes vê sua Teela ser transformada em uma figura amargurada e jogada para escanteio no clímax. Atores de peso também são desperdiçados: Idris Elba é reduzido a um figurante de luxo para explicar regras do universo, e a composição histérica de Jared Leto transforma o icônico Esqueleto em uma piada involuntária e teatral, o que destrói por completo qualquer senso de ameaça real.
No fim das contas, apesar do orçamento milionário visível na tela, "Mestres do Universo" tropeça por conta da falta de coragem em assumir sua identidade fantástica sem pedir desculpas. O resultado é um blockbuster engessado, de tom indefinido e desprovido de encanto. Contudo, como o cinema é uma experiência subjetiva, o longa pode acabar funcionando como um entretenimento nostálgico e descartável de fim de semana para quem tem apego histórico ao desenho ou simplesmente nutre a curiosidade de presenciar na tela grande o resultado dessa bagunça monumental.
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