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Phelipe A.
64 seguidores
135 críticas
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2,0
Enviada em 11 de novembro de 2016
O que esperar de uma continuação que demorou 13 anos para ser feita, mas que não deveria ter sido lançada?
Essa é a pergunta que todos devem fazer ao assistir Procurando Dory, com um roteiro confuso, repetitivo e piadas muito fracas mostra que a Pixar não consegue trazer a mesma genialidade para as continuações de seus clássicos.
".....Dory, Dory Guaraná Dory, Dory Guaraná é Antártica....."(.....tudo errado, nada a ver mas, não sai da cabeça......). Senhoras e senhores, ladies and gentlimen, mine damer og herrer (em norueguês), eis que sai uma continuação do belíssimo PROCURANDO NEMO de 2003 (bom, É e NÃO é uma continuação) e depois de treze anos, (por mais que na história se passou um) quem brilha é a personagem queridíssima Dory (.....Dory Guaraná Dory.....), ela que foi um dos escapes cômicos de Nemo (neste que tratava do drama de se ter seu filho deficiente raptado e o pai protetor fazendo de tudo para resgatá-lo). Se em Nemo tínhamos cores diversas e o humor para falar sobre um assunto mais adulto, em Dory temos a apresentação de um mundo mais frio para as crianças. Por mais que tenha os mesmos elementos do primeiro, nesta aventura já começa com o problema de Dory de esquecer as coisas já desde pequena e da preocupação dos pais dela sobre isso, e digo, não é nada divertido e sim triste. Além disso, outros temas estão presentes de forma explícita como a morte, o lixo nos oceanos e como o envolvimento do homem pode deixar o colorido mundo animal, ficar mais cinzento (calma Mr. Gray, guarde o chicote.....). E mesmo que seja mais sombrio, quem realizou foi a PIXAR e PIXAR é PIXAR, então temos um belo enredo de superação e aceitação (deficiências e personalidades) e por mais que o diretor e roteirista Andrew Stanton (o mesmo de Nemo) quis ser um pouco mais sério, é quase impossível não gostar desta película. Inferior ao seu antecessor, mas garante a atenção do espectador (por mais que achei meio forçado demais o desfecho, este que faz uma ligação bem especial com o primeiro filme). Então, Dory (.....Dory, Guaraná Dory.....) apresenta seus problemas mais profundamente, lida com eles e tenta superá-los (conseguindo ou não) e traz um bom entretenimento para a família, alertando a todos que nem tudo é mil maravilhas nos sete mares e com o que vive nele...
Não achei o filme de todo ruim, mas esperava muito mais! No Procurando Nemo eu dou risada praticamente o filme todo, já nesse achei pouquíssimas cenas engraçadas, pois muitas das piadas vieram do primeiro filme e se tornaram desgastadas; a história também acabou ficando meio monótona e com um final que não empolgou.
No geral é uma boa continuação para Nemo, que é totalmente independente da história do mesmo. Um filme que a criançada vai adorar, mas que aqueles que assistiram Nemo nos cinemas vão sentir falta de um algo mais. Um bom filme, mas pelo tempo que levou para ser produzido poderia ser melhor.
Procurando Dory não chega a estar no topo das animações da Pixar, mas entrega o principal que nós queremos ver, uma boa história e diversão. O roteiro sabe contar bem a parte da sua perda de memória, inclusive os flashbacks dela pequena e quando se perde dos seus pais são de chorar, bem tristes mesmo, mas sua execução acaba por ser familiar demais por lembrar muito o roteiro do próprio Procurando Nemo, então originalidade não é o grande forte daqui. Porém, os personagens ainda conseguem carregar a história de uma forma agradável, o polvo (não me lembro o nome dele) é disparado o melhor personagem do filme, e ele e a Dory formam uma dupla muito engraçada. Além deles, todos os outros personagens também mostram a que vieram. A narrativa é agradável, e todo o desenrolar da história se faz de uma forma inteligente e bem feito, apesar de previsível. E a qualidade da animação em si impressiona, é bem desenhada, bem iluminada, bem renderizada, é um trabalho espetacular nesse quesito. Não é um filme perfeito, mas vale cada segundo do seu tempo gasto para assistí-lo.
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