Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
NerdCall
71 seguidores
522 críticas
Seguir usuário
3,5
Enviada em 11 de novembro de 2025
Guillermo del Toro sempre deixou claro seu desejo de adaptar Frankenstein para o cinema. Desde os primeiros anos de sua carreira, o diretor mexicano manifestava fascínio pela obra de Mary Shelley e pela dualidade entre o criador e a criatura — temas que dialogam diretamente com seu estilo visual e emocional. Ver esse projeto finalmente sair do papel é como testemunhar a realização de um sonho antigo, não apenas para ele, mas também para o público que acompanha sua filmografia repleta de sensibilidade e imaginação. E o resultado, embora irregular, reflete com honestidade a paixão do cineasta por esse universo.
Há uma beleza inegável no filme. Del Toro imprime emoção em cada gesto e cada olhar de seus personagens. Sua versão de Frankenstein não é sobre o medo do monstro, mas sobre a solidão de ser humano. O cineasta resgata a essência melancólica da obra de Shelley — a dor de existir e a busca por aceitação — e a reinterpreta com sua sensibilidade habitual. Mesmo quando a execução tropeça, a intenção artística é clara e genuína.
Em resumo, Frankenstein de Guillermo del Toro é um filme que vive entre a grandiosidade e a imperfeição. Não alcança toda a potência que promete, mas é difícil não admirar o esforço e o sentimento por trás da obra. É uma produção que, apesar das limitações técnicas e dos excessos narrativos, permanece fiel à alma do diretor: um contador de histórias apaixonado por monstros, que encontra na escuridão um espelho da condição humana. O que antes era apenas o “e se del Toro fizesse Frankenstein?” agora se torna realidade — e, mesmo com falhas, é um sonho digno de ser visto.
O filme tem muita qualidade e se concentra mais no lado humano da criatura, em detrimento do Terror, ainda que possua boas cenas nesse sentido. Elenco com boas atuações, sobretudo o Criador Victor. Sem dúvida um filme que será lembrado.
O pai de Victor tem uns 70, 80 anos, QUANDO A EXPECTATIVA ERA DE UNS 50 fora os 14,15 de Victor. Del Toro sobressai em meio AO NADA. PIOR FASE DO CINEME.
Filme riquíssimo, fala de sentimentos humanos mais profundos como amizade, aprendizagem, traição, amor, medo, perdão, soberba. Incrível como o roteirista conseguiu misturar tudo e fazer ainda sim uma ficção científica com suspense que prende a gente. Aí coloca isso tudo na mão de um diretor talentoso sai um filme de tirar o chapéu. Tem algumas pontas soltas mas é uma ficção científica de um famoso conto. Filme para ver quantas vezes desejar…
Melhor filme de Frankenstein que já vi. Enredo dividido em duas partes, mostrando o lado do criador e da criatura, ritmo muito bom, boas atuações, fotografia impecável e abordagem poética.
Filme bem produzido. Na parte técnica tem qualidade (fotografia, figurino, ambiente...) mas falha como entretenimento. Os personagens não cativam o espectador e o filme parece se arrastar por duas horas e meia. Se for assistir, recomendo balizar as expetativas apara baixo, talvez a experiência seja melhor.
Frankenstein (2025) é um filme gótico baseado no romance de Mary Shelley de 1818, embora seja ambientado entre as décadas de 1850/1860 (vide figurinos). Trata-se de uma produção estadunidense de 2025, produzido, escrito e dirigido por Guillermo del Toro, que diz que este filme era o sonho de sua vida: “A criação de Mary Shelley me acompanha ao longo da vida. Mesmo sendo a minha Bíblia, eu quis me apropriar da história, contá-la em outro tom, com outra emoção”, conta del Toro. "Eu queria fazer esse filme antes mesmo de ter uma câmera ou saber dirigir." Ao invés de um filme de horror/terror, sendo bastante fiel a Mary Shelley (cuja voz escutamos reverberar nas falas da personagem Elizabeth), o que Del Toro nos traz é pura crítica social, o retrato de uma época: a era vitoriana explicitamente jogada na nossa cara, com as ruas imundas e lamacentas, os "mercadores da morte" (capitalistas que financiam as guerras), a propagação da sífilis e as suas mazelas, bastando evidenciar a fala do personagem Harlander ("uma noite com Vênus e o resto da vida com Mercúrio! ") para entendermos a impotência e ineficácia da ciência da época em combater a doença... Uma obra de arte, com fotografia, figurinos (prestem atenção à utilização do "verde Paris", produzido a partir do cobre e do arsênico, que era o top da moda da época) e cenários belíssimos, iluminação primorosa e até citação dos pintores impressionistas (mais uma fala de Harlander, que ao comentar sobre a cor, coloca que se vemos um azul marinho ao meio dia ele se aproxima do roxo e se observarmos este mesmo azul marinho á noite ele se torna preto). Me causou profunda comoção a situação existencial do ser sem nome, um homem grande e todo "remendado", com um lindo rosto e uma alma pura como a de um recém nascido. Ele tem uma delicadeza, sabedoria de vida, sensibilidade e lirismo que estão completamente ausentes em Vítor Frankenstein, o verdadeiro monstro (como verbalizado por pelo menos três personagens: Elizabeth, que é a porta-voz de Mary Shelley, Willian, o irmão de Vítor e a própria criatura) que o criou por pura vaidade, para demonstrar poder e sabedoria, apenas para, uma vez criado, maltratá-lo, surrá-lo e até tentar acabar com ele.
Visualmente impactante e tematicamente atual, o filme combina emoção, crítica social e reflexões sobre ciência e humanidade. Um remake moderno, intenso e inteligente.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade