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Alexandre Noraes
2 críticas
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4,0
Enviada em 7 de fevereiro de 2014
As decepções pessoais de Ginger, do ponto de vista do indivíduo em si, não são nem menores, nem maiores do que o turbilhão que revirou a fútil e confortável vida rica de Jasmine. A forma com que Ginger as encara, seguindo o seu destino diante do "inferno de fogo baixo" que é a vida simplória e cheia de derrotas, comum a maioria das pessoas, contrasta com a fraqueza de Jasmine que, diante da impossibilidade de encarar a sua expulsão do "melhor dos mundos" e sem espírito para a nova vida de privações, é então levada à beira da loucura. A imbecilidade de Jasmine prevaleceu nas suas duas vidas, quanto às opções que fez ao enfrentar os seus problemas. Quantas não são as "Jasmines" que existem por aí, trancadas no passado, suicidas em vida. Belo filme...as lições Woodyalleanas não estão nos diálogos dos personagens com o espectador ou nas explicações diretas do autor, mas no texto do filme.
Como sempre filmes de Woody Allen são imprevisíveis. Excelente roteiro e belíssima atuação de Cate Blanchet. Minha torcida para ser a vencedora do Oscar Recomendo!.
Fora dos padrões de Woody Allen, salvo pela tagarelice cômica do começo, que, aliás, estava muito boa. Melhor do que o mergulho por um drama que não se aprofunda, revelação que não surpreende e pano de fundo já conhecido para quem viu o clássico Um Bonde Chamado Desejo com Marlon Brando e Vivian Leigh. Os atores estão maravilhosos, e Cate Blanchet dá show. O filme é bom, mas decepciona quem vai esperando o estilo leve e cômico de Woody Allen ou para quem quer profundidade maior para o tema "perdas da vida"...
Pecou pela falta de realidade. O excesso de "tagarelice" da protagonista tornou o longa um pouco enfadonho. Os personagens estão bem entrosados, mas alguns lances deixam a desejar, por exemplo, um servidor público que trabalha no Departamento de Estado e milionário....que por ventura descobre a verdadeira história da Jasmine e põe termo a um relacionamento que se iniciou em 03 dias, que de tão intenso, parecia que os personagens se conhecessem à 03 anos. Poderia ter acabado melhor.
O diálogo entre Jasmine (Cate Blanchett),e uma senhora que está sentada ao seu lado,no avião,você daí já descobre,como será dali pra frente o jeito da personagem papas na língua,Jasmine vive sua vida,sem se preocupar com absolutamente é se ver em uma situação,onde talvez,nem ela mesma tivesse pensado um dia...Perder todo o seu dinheiro,e tentar viver uma rotina bem diferente com sua quase irmã,em São é a história que você ira acompanhar em todo o filme.E ainda,conta com cenas cortadas,onde Woody Allen,tenta pregar uma peça a cabeça de quem assiste.E se voltar um pouco,verá que novamente Woody,preserva bem a história com um elenco bem preparado e como ele trouxe em,Para Roma com Amor e Meia-Noite em Paris.
Com o perigo de decepção pelas grandes expectativas do longa indicado ao Oscar, a junção de Woody Allen e Cate Blanchett não deixou nada a desejar. A atriz costurou o roteiro brilhante e cheio de diálogos em sua boca e alma, o que resultou em uma atuação incrível. Além disso, a verossimilhança comum nos filmes do diretor está presente, fazendo que o telespetador se infiltre de maneira única no enredo.
Um dos melhores filmes dos últimos anos. Woody Allen criou uma personagem principal extremamente detestável como pessoa, mas que é interpretada de forma excepcional por Cate Blanchett. Nunca vi uma performance tão fiel de alguém com problemas psicológicos. Todo o elenco estava excepcional e a fotografia é uma das melhores (senão a melhor) da safra atual de filmes. Não há muito o que dizer, o filme fala por si só.
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