O filme é um grande drama sobre os passos que vão do apogeu financeiro ao fundo do poço. A riqueza da família da protagonista é baseada em muitas práticas fraudulentas de um marido golpista, infiel e mentiroso. Ela é uma esposa omissa, pois viveu na plenitude todas os benefícios desta vida de bonança. O filme se passa em dois tempos, alternando sempre entre as fases da vida rica de Jasmine e tranquila com a sua vida atualmente atormentada e atolada num fracasso financeiro e existencial. Cate Blanchet é o grande diferencial do filme. É uma atuação de gala, realmente digna do Oscar 2014.
Woody Allen e Cate Blanchet estão de parabéns por criar essa fantástica personagem.
O aclamado diretor/escritor Woody uniu forcas com Cate Blanchet nesse excelente drama psicológico. Ao oferecer seu roteiro a uma atriz tão incrível quanto Blanchet, Woody Allen teve garantia de sucesso crítico e comercial. O filme gira em torno de Jasmine (Cate Blanchet) e mostras as dificuldades que tem de enfrentar ao ter sua vida virada de cabeça para baixo. Do dia para noite Jasmine, a socialite milionária, colecionadora de produtos da Vogue e Louis Vitton e esposa de um famosíssimo economista tem de fazer as malas e ir morar com sua irmã, em decorrência de um escândalo envolvendo o marido de Jasmine. A cena inicial é tão bem-feita, tão inteligente e denunciadora do caráter de Jasmine, de uma forma tão simples mas eficaz que rimos. Não porque achamos engraçado mas porque ficamos impressionados com a genialidade de Woody Allen. E assim segue-se o resto do filme, Allen cria cenas onde se nota (as vezes superficialmente, as vezes obviamente) a personalidade de Jasmine se desmantelando ao ter de aceitar a realidade na qual vive. Recebemos também pequenos toques, sutis, na performance de Blanchet que remete ao passado momentaneamente desconhecido da protagonista. Ao montar tal cenário, cercando Jasmine de personalidades insuportáveis mas tão comuns para as pessoas que vivem fora do circulo habitado por Jasmine, Allen claramente tem a intenção de mostrar a dualidade de dois mundos, dos ricos e dos pobres e também mostrar como o consumismo desenfreado e o estilo de vida de Jasmine roubaram-lhe sua personalidade e aos poucos, suas sanidade. A performance de Blanchet prende a atenção do espectador a todo momento e transforma Jasmine em um personagem compreensível, forte e próximo a quem esta vendo o filme. Essa verossimilhança é algo raro de ser encontrado em muitos filmes modernos mas Cate Blanchet cumpre sua tarefa como se fosse simples, em um verdadeiro show de talento. Contando com eficientes performances de todos os atores (especialmente Alec Baldwin e Cate Blanchet, lembrando que a última ganhou o Oscar de Melhor Atriz por esse filme), a direção sempre sólida, nunca extravagante ou impressionante mas também nunca desagradável ou má de Woody Allen e seu excelente roteiro, Blue Jasmine é um filme que impressiona por sua cinematografia, musica, roteiro e performances. Não recomendo para fãs de filmes de ação, mas caso queira ver um bem-feito, inteligente e tocante, veja Blue Jasmine.
Jasmine é uma mulher visivelmente perturbada...que viu sua vida de luxo e glamour ir por água abaixo e precisa se contentar com uma realidade bem mais modesta...ao lado de sua irmã. Entre o presente e alguns flashes do passado...Woody Allen aos poucos vai montando o quebra-cabeças enigmático da personagem...e o que se percebe é que a crise de Jasmine vai muito além de sua vida financeira...é uma crise pessoal...em vários sentidos. Talvez não seja um dos melhores filmes do cultuado cineasta...mas a interpretação fantástica e elegante de Cate Blanchett e uma trilha sonora que abusa de um jazz clássico delicioso...agregam leveza e fazem do filme um passatempo de qualidade.
Não é a melhor história de Woody Allen por tentar ser séria demais, mas mesmo assim é um bom filme pois Cate Blanchet consegue encarnar a mulher louca, desequilibrada e com mania de grandeza que não consegue se encaixar no "mundo real".
O filme traz a reflexão de quanto o mundo de glamour é sedutor e de como é difícil sair dele, uma vez que se entra. Mesmo sem amor e sem vínculos fundamentais, o dinheiro atrai pela beleza exterior que traz e faz parecer que as pessoas que o tem, são superiores. No entanto, o rico que perde o dinheiro e não construiu relacionamentos, perde tudo. Ao contrário, quem vive com a verdade e amor, mesmo sendo pobre, sempre é acolhido mesmo cometendo erros. Não me atentei antes de assistir, que o filme era de Woody Allen. Jamais falaria ser dele! Fluído, com grande destaque para uma única personagem e com pouco humor.
Confesso não ser um grande conhecedor do cinema de Woody Allen, mas dos filmes que já assisti, este foi o mais verossímil. Poderia acontecer com qualquer um, o que aconteceu com Jasmine, a personagem da fabulosa Cate Blanchett, que sem sombra de dúvidas pode ser a maior atriz de sua geração. A situação composta por Allen, demostra a maturidade que um diretor pode ter, com anos e anos de experiencia, e por ser considerado um verdadeiro workaholic de Hollywood (desde que começou sua carreira em 1966, do ano de 71 para frente, praticamente tinha um filme lançado por ano), seu Blue Jasmine não é um de seus melhores filmes, mas é um filme diferente da grande maioria. Claro que todos os ingredientes de qualquer filme de Woody Allen está aqui, como as longas falas, as mulheres bonitas e independentes, que tem o desejo de sair de sua realidade e ir a um lugar paradisiaco, roupas maravilhosas, melhores amigas para ter a quem se consolar, porém, o longa adiciona um ingrediente a mais: Jasmine passa por um momento de depressão, e deverá mudar sua vida de uma vez por todas. Pela primeira vez, Allen toca em um assunto tão denso e com uma personagem de tal complexidade, que Cate Blanchett arrasa na personagem. É uma obra que ficará marcada na filmografia de Allen, como o diamante mais puro de sua carreira.
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