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Rômulo L
249 seguidores
261 críticas
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3,0
Enviada em 15 de fevereiro de 2016
Comédia absurda cheia de reviravolta. O inexplicável fato de o grupo alugar armas de verdade para cometer um sequestro de mentira - base de todas as reviravoltas do roteiro.
Tem tudo haver com o tema CORRUPÇÃO na esfera pública e privada, além de medidas desesperadas para consertar fiasco financeiro. Um filme legalzinho, boa comédia nacional.
“Vai que dá certo” é a típica comédia que segue a cartilha em que pessoas desajeitadas planejam um grande roubo e, inesperadamente, tudo dá errado. A premissa é clichê e as ações em torno do tal plano não convencem tanto, mas isso é o que pouco importa. O grande barato do filme é o humor besteirol e situacional que estão afiadíssimos na trama. O roteiro, apesar dos defeitos, evita piadas de mal gosto, cria divertidas reviravoltas, brinca com a cultura nerd e faz caricaturas hilárias de estereótipos da política, do crime organizado, da corrupção policial e do paulistano. O bom elenco se mostra inspirado ao protagonizar gags (algumas com cara de esquetes) que fazem jus aos Trapalhões. Destaques para Gregório Duvivier e Felipe Abib!
Antes de mais nada, as pessoas devem parar de fazer um julgamento antecipado sobre os filmes nacionais. Vai que dá certo é uma comédia divertida que com certeza irá lhe render boas risadas. Confesso que não sou muito fã dos trabalhos de Bruno Mazzeo, mas admito que ele conseguiu encontrar o tom desse personagem. O humor escrachado de Porchat unido a "inocência" de Duvivier nos rendem piadas divertidas e diretas ao mesmo tempo. É um ótimo filme e mostra que o cinema nacional tem sim seus pontos altos na comédia.
Procurando um bom lugar para dar boas risadas? As salas de cinema que estão rodando o filme Vai que dá Certo são os lugares perfeitos pra isso. Piadas inteligentes, um encontro de velhos amigos, um assalto, um amigo mala rico e policiais corruptos são os ingredientes necessários para tornar esse filme o sucesso que vem se confirmando nos cinemas.
O filme conta a história de um grupo de amigos que depois de anos de amizades viram seus sonhos naufragarem na realidade do dia a dia, eis que um belo dia um deles recebe um convite inesperado para participar de um golpe que ia mudar a vida de todos, pronto se dá o inicio das cenas hilárias deste grupo de atrapalhados amigos se metendo nas maiores confusões para ficarem ricas da forma mais fácil, infelizmente para eles essa forma fácil se mostra cada vez mais difícil no decorrer da história.
Com atuações perfeitas de revelações do humor o filme conta com referencias ao mundo dos videogames e dos quadrinhos, mas sem perder o perder o senso de humor, e sim perdendo todo o senso de responsabilidade pelos atos dos personagens do desenrolar da história. Não perca tempo vá correndo assistir este sucesso nacional.
Time Boça entra em campo para zoar o Imbecil Paulistano
Bom
Vai Que Dá Certo começa como os filmes produzidos ou dirigidos por Judd Apatow, onde não há amor mais verdadeiro para um homem do que o amor de seus amigos. Rodrigo (Danton Mello) deixa de ir ao trabalho para ficar jogando bola, e termina expulso de casa pela esposa. Assim como em Ligeiramente Grávidos ou O Virgem de 40 Anos, as mulheres são adultas e objetivas para servir de contrapeso ao bromance dos eternos adolescentes.
No aperto, Rodrigo e seus amigos falidos (vividos por Fábio Porchat, Gregório Duvivier e Felipe Abib) decidem aceitar um golpe proposto pelo personagem de Lúcio Mauro Filho: um sequestro forjado seguido de assalto a um carro-forte. A partir daí saímos das comparações com Hollywood e Vai Que Dá Certo vira uma comédia de erros à brasileira, como se o Brat Pack de Apatow fosse formado não por Seth Rogen e Paul Rudd mas pelos Trapalhões.
O inexplicável fato de o grupo alugar armas de verdade para cometer um sequestro de mentira - base de todas as reviravoltas do roteiro - é o primeiro indício de que não há lógica possível dentro de Vai Que Dá Certo. A única regra minimamente vigente aqui é a da paródia: elenco e realizadores do Rio de Janeiro imaginando uma São Paulo povoada por tipos caricatos, do nerd ao riquinho, todos falando com aquele sotaque carregado de um esquete "paulistano, mêo" de Marcelo Adnet ou do Hermes & Renato. O Time Apatow, aqui, aos poucos, se revela no fundo um Time Boça.
É como se Vai Que Dá Certo, dentro do seu objetivo de falar com os jovens (alguns diálogos sobre cultura nerd soam protocolares, forçados), renegasse outra tradição nacional, a do filme-de-malandro-carioca, para investir na oposta, a do filme-do-imbecil-paulistano. Embora seja impossível reconhecer a cidade na tela - o longa foi rodado em Paulínia, nem o quartel-general do traficante parece periferia de verdade - há no filme situações familiares do dia a dia grosseiro de São Paulo, como no enquadro da PM ou quando Porchat diz para o moleque vendedor de bala chupar as próprias balas já que está com tanta fome.spoiler:
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