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Saulo Alves
6 críticas
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5,0
Enviada em 11 de abril de 2019
Filme muito interessante. O roteiro é ótimo, atuações impecáveis, fotografia muito boa... Enfim, um filmaço pra quem gosta de suspense, filme policial.
Aposentados de suas funções como Rangers, os oficiais Frank Hamer (Kevin Costner) e Maney Gault (Woody Harrelson) são recrutados quando o FBI se mostra incapaz de mostrar sucesso na caçada contra os cruéis assassinos Bonnie e Clyde. Com métodos pouco ortodoxos, a dupla de agentes terá que lidar com o peso da idade e com a admiração do público que considera os criminosos ídolos da classe baixa.
Adotando uma abordagem que deixa os antagonistas com pouca exposição, já que o mérito da história paira sobre a investigação em si, ESTRADA SEM LEI se mostra um filme bem construído graças às decisões do roteiro que não se fragilizam em função da parcialidade. Bonnie e Clyde são criminosos cruéis, assassinos de policiais e responsáveis por vários roubos, mas em função de uma abordagem dada pela mídia acabam sendo idolatrados pelo público, o que cria um grande dificultador para o processo investigativo, elevando a tensão e ansiedade pelo resultado.
Sob o comando do diretor John Lee Hancock, a produção se desenrola de forma eficaz, com seriedade e humor parco mas adequado quando devido. Costner e Harrelson estão brilhantes em seus papéis principais, mostrando como a arte de interpretar pode ser eficiente quando o talento se sobressai a qualquer dificuldade. Apesar de pequenas falhas na construção narrativa e com boa abordagem dramática de alguns envolvidos, o filme mostra-se um passatempo interessante e competente naquilo que se propõe.
Ótimo filme. Na minha opinião, trailer é para preguiçoso que não se dá ao trabalho de ler uma crítica à respeito do que pretende assistir. Quer ação? Não encontrará neste filme.
Como compreender a histeria da população sobre dois criminosos terríveis, assassinos confessos? Porque a transgressão causa tanto hype, se ela é injusta? E os homens da lei, que arriscam suas vidas pela sociedade, porque seus atos valentes são esquecidos pelo povo? Enquanto a figura dos criminosos nas capas de revistas garantem sua grande tiragem e são imortalizados na cultura pop. Sob esta reflexão que o filme se desenvolve, pelo olhar dos dois protagonistas, policiais, heróis que detiveram Bonnie & Clyde, mas que sentem o passar dos anos e dividem a culpa e o arrependimento pelo seu passado sangrento.
Essa carga reflexiva pode surpreender o espectador, que vai esperar um filme com mais ação e perseguição, culpa um pouco do material promocional que transmite um ar de neo western policial. No entanto, quem se desprender dessa expectativa terá um bom material ao seu dispor, ainda mais para quem tem o filme de 67 na bagagem, pois a romantização dos crimes dos bandidos é complementar ao ponto de vista realista de The Highwaymen.
Dito isto, uma análise técnica se torna desnecessária, já que o filme não inova em nada e também não comete erros grotescos. Só me incomodei com a escolha estética, que poderia ter a fotografia e trilha sonora com os padrões de filmes Western, já que Bonnie & Clyde (67) é um representante de peso, e Costner e Harrelson são atores que caem bem em personagens do gênero.
Sendo essa minha única ressalva, a Netflix, equipe técnica e roteirista estao de parabéns pela produção, pela escolha do tom do filme e por trazer o inesperado.
O trailler engana muito bem, quem acha que vai ter um filme cheio de ação se decepciona com apenas duas cenas em mais de duas horas de filme, uma quando falta 50 minutos e a outra quando falta 15 minutos para o filme acabar. Um filme parado e com muito diálogo, mas que dá para assistir...
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