O Som ao Redor
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3,7
470 notas

78 Críticas do usuário

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Eduardo P.
Eduardo P.

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4,5
Enviada em 20 de janeiro de 2013
Com um dos roteiros mais realistas e coerentes da história do cinema, "O Som Ao Redor" é um daqueles raros filmes aparentemente simples, mas com tantas subjetividades que impressiona. Retratando as contradições, realidades da classe média brasileira atual (fazendo claras assimilações com o passado brasileiro) o filme constrói um grande olhar sobre a sociedade; sem julgamentos, apenas observa, aponta as contradições e mostrando toda a realidade. Parece que estamos vendo nossos vizinhos, conhecidos, porém, como entramos dentro das residências, dentro do quarto, recebemos o estranhamento, como se agente estivesse invadindo a privacidade deles. Para quem gosta de filme de arte é um prato cheio, mas para quem estar acostumado com o comida mastigada de Holywood não irá se envolver, afinal, não há efeitos epeciais, melodrama açucarado, suspense alà James Bond, romantismo de novela das oito e nem nada banal. Tudo é real, ou melhor, assustadoramente real. O Brasil inteiro estar lá. Basta você tem mente aberta para perceber. O NY Times não ia elogiar um filme brasileiro, sem atores famosos ou diretor "do clubinho" atoa. Vale destacar os sons que o diretor capta: o telefone tocando, o som do elevador, o latido do cão, a construção do prédio... E ainda brinca com a trilha sonora. Pode ser loucura minha, mas tive a impressão que é uma "zoação" com Holywood, quando o casal estar na antiga casa, uma música de suspense toca, como se algo fosse acontecer - típico do cinema comercial norte americano. Mas é tudo... Assista e verá.
Priscila C.
Priscila C.

6 seguidores 3 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 20 de janeiro de 2013
A proposta era mostrar o cotidiano de algumas famílias e o filme faz isso com realismo e coerência porém ele é chato. E muito. Personagens sem carisma, com exceção do chefe da segurança, e roteiro bobo. Não faz rir, não faz chorar, desperta emoção alguma. Até o casalzinho é sem graça. Passei o filme todo esperando acontecer alguma coisa que não veio. Não gostei.
Guilherme N.
Guilherme N.

7 seguidores 1 crítica Seguir usuário

1,5
Enviada em 18 de janeiro de 2013
Filme confuso, não se decide se é para fazer as pessoas rirem ou ficarem com medo, ou apenas uma critica mal colocada. Muitas coisas que não fazem nexo aparecem repentinamente, juntamente com a trilha sonora que muitas vezes da uma esperança que vá acontecer algo, e simplesmente some.
Luciana E.
Luciana E.

1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 18 de janeiro de 2013
roteiro fraco...terminou a sessão em recife e todo mundo no cinema se perguntando: " e aí??"
Fernando  Rodrigues
Fernando Rodrigues

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de janeiro de 2013
Não acho que o filme seja inovador. A sensibilização para a percepção sonora é muito criativa, mas me fez lembrar muito do livro de Saramago e do filme de Fernando Meireles, "O ensaio sobre a cegueira". Existem muitos sons que escutamos, mas não ouvimos, assim como há coisas que vimos, mas não enxergamos. "O som ao redor" nos faz ouvir e ver aquilo que só os artistas conseguem captar da realidade cotidiana, aquilo que não conseguimos perceber sozinhos, mas que eu também não sei o que é. Não consegui enxergar um novo nordeste no filme. Vi um senhor de engenho decadente e parte de sua família que pensa que ainda pode se comportar como se fosse um "coronelzinho", como no caso do personagem Dinho. Vi a maioria dos empregados domésticos de pele negra, denunciando o passado colonial escravista da região. Aliás, passado e presente são duas faces da mesma moeda que permeiam algumas cenas, como na visita do casal protagonista ao engenho de propriedade do avó do rapaz. Num passeio pelos cômodos subterrâneos da casa o casal escuta gemidos de sofrimento vindos do passado. Será que ali havia uma ala onde se castigavam os escravos? Seria ali uma senzala? Esse jogo temporal também não é novidade, isso já apareceu no filme "Quanto vale ou é por quilo", de Sergio Bianchi. O mérito de "O som ao redor" é misturar o que deu certo nesses filmes aqui citados, é retratar a permanência e ao mesmo tempo a ruptura em Pernambuco, mostrando que desde os tempos coloniais os sons ao redor se alteraram muito, mas os agentes sociais que os produziram, ainda precisam mudar.
Marcos A.
Marcos A.

95 seguidores 123 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de janeiro de 2013
Filme nacional sensacional, vindo de Pernambuco e mostrando que tem muita coisa boa sendo feita em todo país. Colocar o som como um personagem crucial na história só torna o filme mais maravilhoso, e ainda tem drama, suspense, vingança e sustos. Infelizmente, foi lançado na ultima sexta-feira somente em algumas salas do Rio, SP e Pernambuco. Um filme que merece ser visto.
Domingos M.
Domingos M.

41 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de janeiro de 2013
assisti hoje no cinema ao filme pernambucano: "o som ao seu redor", que além de muito premiado, foi elogiado pelo N.Y. times.
gostei tanto, que resolvi escrever sobre o filme.
o que mais me chamou a atenção foi o nível de realismo da obra. o "power-mega-hiper-realismo", chegou a me lembrar de alguns entre os melhores filmes iranianos. até o tempo do filme parece o tempo real.
a imprevisibilidade também se destaca. sem muitas pistas falsas, o roteiro vai construindo a história e em nenhum momento eu previ o que viria em seguida. acho que isso tem a ver com o compromisso dos criadores com a verdade. nossos olhos estão acostumados com tiros e explosões, com o glamour e os efeitos... a comida previamente mastigada.
a despretensão estética dos planos, chega a passar despercebida, tamanha a minha imersão na catarse.
sem atores famosos, primeiro longa do diretor e um orçamento de 2 milhões, (considerado baixo por alguns...) o filme mantém os sentidos aguçados, diante de situações cotidianas, que parecem caminhar com uma estranha delicadeza, para o colapso.
o filme mostra um novo olhar sobre o nordeste desenvolvido. um nordeste que passa longe da seca e da miséria. um preciso retrato social, que apresenta novos arquétipos, sem nenhum tipo de clichê.
essa tardia, porém feliz mudança de assunto, agrega um frescor muito peculiar ao filme. eu ri, me emocionei, fiquei tenso e envolvido.
nenhuma novidade tecnológica, nenhum conceito estético novo, nada... apenas uma mudança radical de assunto e de olhar, que fazem do filme, um retrato atual do povo brasileiro, sobretudo do nordestino.
recomendo muito para quem gosta de cinema brasileiro, para quem cansou dos fogos e efeitos hollywoodianos, ou que simplesmente querem comer algo com novo sabor. gosto muito de filmes que me fazem pensar ou mudam algo em mim.[spoiler]
Maria Inês A.
Maria Inês A.

20 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de janeiro de 2013
Estou impactada. Uma imagem vale mais que mil palavras, o som é muito mais que fundo. É central, tem voz, é presença marcante. Ritmo singular, roteiro sem progressões previsíveis. Tem humor, tem amor e tem a violência como linguagem corrente do ser humano e especialmente do Brasil desigual em que vivemos.
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