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    O Som ao Redor
    Média
    3,8
    406 notas e 71 críticas
    distribuição de 71 críticas por nota
    13 críticas
    18 críticas
    8 críticas
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    71 críticas do leitor

    Thalita Uba
    Thalita Uba

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    4,0
    Enviada em 12 de janeiro de 2014
    Um argumento simples com muitas possibilidades de abordagem. Essa é a base da trama de Kleber Mendonça Filho. E é isso mesmo que ele faz: cria diversos contextos e diversos personagens, trabalhando suas realidades e explorando as relações entre eles e as tão conhecidas diferenças sociais, tão visíveis em nosso país. Com uma trama baseada no cotidiano, em acontecimentos pequenos e desimportantes, e em coisinhas do dia-a-dia, ele retrata a classe média de maneira muito justa, mostrando sua indiferença para com os problemas sociais e econômicos do país, e os condomínios fechados como verdadeiros presídios onde as pessoas se encarceram por opção própria.

    Tudo isso renderia uma bela novela, né? Chama lá o Jayme Monjardim e vamos colocar no ar às 21h depois que acabar a da vez. Aí é que entra o grande trunfo de Kleber e sua equipe: a linguagem utilizada por eles, bem mais experimental e cinematográfica, é que faz de O som ao redor um baita filme. Com bons planos-seqüência, atores desconhecidos mas extremamente talentosos, e uma trilha sonora sensacional – que, definitivamente, justifica o título –, eles conseguiram fazer o que há muito andava difícil de a gente ver: um bom filme. Não uma mininovela, uma quase minissérie ou um clipe estendido. Um filme. Com produção, roteiro e direção de filme. Com cara de cinema. E de cinema de primeira. Uma belezura.
    Alipio F.
    Alipio F.

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    0,5
    Enviada em 7 de janeiro de 2014
    Um dos queridos da imprensa brasileira este ano. Filme indicado pelo Brasil pra tentar uma indicação ao Oscar. Não é favela movie. Não tem o apoio da Globo Filmes. Era muita coisa e muito elogio pra cima deste e por isso, fui com muita coragem assisti-lo. Puf! Que porcaria!

    O filme acompanha a rotina de moradores de uma rua em Recife. E aí há todo tipo de gente na vizinhança: os que se incomodam com o latido de cachorro, a ex e a atual que moram na mesma rua, o bandidinho, venda de maconha e, pra movimentar história, os espertos que oferecem segurança privada.

    E o filme vai acompanhando alguns desses personagens passivamente, esperando que algo aconteça. Não é engraçado, não é dramático, não é nada. É apenas como se você ficasse debruçado na janela, olhando seus vizinhos irem pra lá e para cá.

    O problema é que tudo isso é muito chato e no final das contas, fiquei apenas sem entender o motivo de tantos elogios e tanto favorecimento.
    Eduardo P.
    Eduardo P.

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    4,5
    Enviada em 20 de janeiro de 2013
    Com um dos roteiros mais realistas e coerentes da história do cinema, "O Som Ao Redor" é um daqueles raros filmes aparentemente simples, mas com tantas subjetividades que impressiona. Retratando as contradições, realidades da classe média brasileira atual (fazendo claras assimilações com o passado brasileiro) o filme constrói um grande olhar sobre a sociedade; sem julgamentos, apenas observa, aponta as contradições e mostrando toda a realidade. Parece que estamos vendo nossos vizinhos, conhecidos, porém, como entramos dentro das residências, dentro do quarto, recebemos o estranhamento, como se agente estivesse invadindo a privacidade deles. Para quem gosta de filme de arte é um prato cheio, mas para quem estar acostumado com o comida mastigada de Holywood não irá se envolver, afinal, não há efeitos epeciais, melodrama açucarado, suspense alà James Bond, romantismo de novela das oito e nem nada banal. Tudo é real, ou melhor, assustadoramente real. O Brasil inteiro estar lá. Basta você tem mente aberta para perceber. O NY Times não ia elogiar um filme brasileiro, sem atores famosos ou diretor "do clubinho" atoa. Vale destacar os sons que o diretor capta: o telefone tocando, o som do elevador, o latido do cão, a construção do prédio... E ainda brinca com a trilha sonora. Pode ser loucura minha, mas tive a impressão que é uma "zoação" com Holywood, quando o casal estar na antiga casa, uma música de suspense toca, como se algo fosse acontecer - típico do cinema comercial norte americano. Mas é tudo... Assista e verá.
    daniedson
    daniedson

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    0,5
    Enviada em 31 de maio de 2014
    Sinceramente não consigo pensar em outra possibilidade senão que a produção desse filme tenha comprado a crítica positiva do Adoro Cinema para este filme.

    Eu acreditei na crítica do Adoro Cinema e peguei o filme para assistir e foi um dos piores filmes que eu já vi na minha vida. Um filme parado, sem sal nem açucar, que não se desenrola, só se arrasta do começo ao fim.

    Tanto eu quanto minha esposa achamos esse filme péssimo.
    Phelipe V.
    Phelipe V.

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    4,5
    Enviada em 4 de março de 2013
    Engraçado como no início do filme eu tava bem incomodado com algo que eu nem sabia o que era. Sei lá. Talvez falta de identificação com aqueles personagens, talvez o sotaque... Mas o filme vai crescendo de forma absurda, tal que quando terminou eu só consegui pensar em "obra-prima, obra-prima, obra-prima".
    Tem umas coisas que me incomodam na história (a forma como o término do relacionamento do protagonista com Sofia nos é apresentada, por exemplo), mas Kleber Mendonça Filho é tão bom diretor que nos distrai o tempo todo com truques de filmagem e mudança de foco, tal que, quando acontecem essas coisas estamos completamente imersos na história, esperando a próxima sequencia (apesar de algumas, como aquela em que João e Sofia vão até a casa do avô, me soarem um tanto quanto desnecessárias).

    Que fotografia! Que direção de arte! Que histórias! Que mise-en-scene! Kleber Mendonça Filho é um mestre. A única coisa que, tecnicamente me incomodou foi a atuação de alguns atores. Gustavo Jahn não é bom ator, não sei pq Kleber foi escolher esse cara. Ele não parece à vontade com o personagem, nem a garota que faz a Sofia (cosplay de Maria Flor). É perceptível que Mendonça está o tempo todo segurando a atuação nas rédeas curtas, mas simplesmente falta talento. Fiquei o tempo todo imaginando o personagem sendo interpretado por um ator no nível de Gustavo Machado, por exemplo. Por outro lado, Maeve Jinkings é uma coisa MARAVILHOSA. Que atriz, meu Deus!!!!! Ela consegue brilhar - e roubar o filme pra ela - até com cenas de pouca expressão.

    O Som Ao Redor é um filme de imagens. De imagens sobre um cotidiano que talvez crie uma menor identificação em habitantes de fora de Recife, ou talvez uma difícil interação com pessoas que vivem mais a sul do país, mas ainda bem que isso não impede na apreciação de uma obra tão bem feita e tão fundamental no Cinema brasileiro. E é lindo que um filme tão bom como esse esteja rodando o mundo e conquistando prêmios por aí.

    O Cinema Nacional precisa de mais diretores como Kleber Mendonça Filho
    KikiCruz
    KikiCruz

    Segui-los 8 seguidores Ler as 6 críticas deles

    2,0
    Enviada em 2 de fevereiro de 2013
    Até agora eu estou me perguntando: afinal, qual o propósito do filme?
    Esse longa nada mais é que o recorte de várias situações cotidianas que foram colocados umas atrás das outras sem construírem nexo entre si.
    Sinto que perdi mais de 2h da minha vida para nada.
    UNISOL2000
    UNISOL2000

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    0,5
    Enviada em 24 de maio de 2013
    Impossível de assistir até o final. Do início ao ponto em que adormeci dá para definir o filme com uma palavra: Tédio.
    Fernando M.
    Fernando M.

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    4,0
    Enviada em 19 de abril de 2015
    Em tempos que os filmes brasileiros se resumem a globochanchadas, é preciso que uma película venha lá de Recife, feita por um diretor estreante, para nos mostrar que... ainda há esperanças para o cinema nacional.

    Várias histórias paralelas que se cruzam, que se entrelaçam. Histórias com pessoas comuns, dessas que até parece que a gente conhece, mas... que também têm seus segredos cabulosos.

    Kleber Mendonça Filho dirigiu o filme com pulso firme e domínio de técnica e, ao mesmo tempo, deixou a narrativa leve, fluida, gostosa, com uma tensão arrepiante em cada movimentação de câmera, cada gesto.

    Violência é o que se respira nesse longa, crianças brincando por trás de alambrados, adolescentes namorando no canto deserto dos prédios. Uma vida medrosa se desenha por trás do concreto levantado pela corrida imobiliária, onde as pessoas moram próximas, mas pouca gente se conhece.

    Mas a câmera consegue se deter a pequenos detalhes que estalam aqui e ali como pequenas bolhas de poesia, que arejam a atmosfera sufocante que toma conta de um bairro residencial da zona metropolitana de Recife.

    O filme foi muito feliz em associar um suspense com um humor sutil, em ter uma fotografia belíssima, uma construção narrativa muito original e um desfecho impressionante.
    Lidiana C.
    Lidiana C.

    Segui-los 23 seguidores Ler as 10 críticas deles

    5,0
    Enviada em 12 de outubro de 2013
    Filme de 2012 dirigido e escrito por Kleber Mendonça Filho conhecido por produzir curtas como: Vinil Verde, Eletrodoméstica e Recife Frio, este é o primeiro longa de ficção do cineasta que sem sombra de dúvidas conseguiu a façanha de refazer o cinema, retratando a classe média como nunca tinha sido mostrada.
    Trata-se sim de uma crítica à sociedade. Mas não a sociedade dos morros, do tráfico de drogas, dos presídios, como estamos acostumados a ver em filmes como Carandiru, Tropa de Elite e tantos outros que expõem tão bem os problemas de um Brasil oprimido e que levianamente são criticados por quem acha que cinema nacional resume-se a: favela, palavrões, tráfico, seca do nordeste.
    O Som ao Redor mostra o cotidiano de uma rua de classe média no Recife. Aparentemente o que vemos realmente é o dia-a-dia dos personagens, nada demais. No entanto, logo no início do filme nos deparamos com fotos em preto e branco mostrando trabalhadores rurais, plantações de cana-de-açúcar, casarões antigos, e em seguida um condomínio moderno cheio de crianças brincando. É o ponto de partida da história e um belo contraste social!
    A chegada de seguranças particulares muda a rotina da vizinhança. Uma vizinhança que parece ser comandado por um coronel dos tempos antigos: Sr. Francisco (Waldemar José Solha) que é dono de vários imóveis na região e exerce grande influência entre os moradores.
    Talvez tudo que eu escreva aqui já tenha sido escrito antes. E não é para menos, eu realmente nunca tinha visto a classe média como ponto central em um filme brasileiro. Geralmente vemos o imigrante nordestino, o bandido, a polícia, o morador de rua. Não que isto seja ruim, mas retratar um outro grupo de pessoas preocupado com a sua segurança, preocupado com o recebimento intacto da Revista Veja, é algo realmente novo.
    A obra de Mendonça Filho tem essas nuances que podem passar despercebidas, mas que merecem ser discutidas.
    Um outro ponto curioso é o do menino que escala as casas. Ele é mostrado em duas cenas: a primeira é quando Bia, incomodada com os latidos do cão, perde o sono e vai para a varanda. Ela então vê um garoto escalando os telhados de uma casa.
    Na outra cena, a filha de Bia sonha com vários meninos que sobem em árvores e em casas. Ela fica apavorada!
    Há uns anos atrás no Recife de fato existiu um "menino-aranha" que roubava os apartamentos escalando-os. Tiago João da Silva foi morto a tiros com 18 anos. Kleber Mendonça Filho recria essa personalidade que ficou tão popular no Recife, transformando-a em uma figura quase fantasmagórica. É o medo da classe média que vê sua segurança abalada, ou medo da ascensão dos que sempre foram oprimidos?
    Quando o neto do Sr. Francisco vai visita-lo no antigo engenho podemos entender as fotos que são mostradas no início do filme e como Sr. Francisco conseguiu tantos imóveis. E o mais curioso, é que seu neto, o personagem mais simpático da trama é quem tem um pesadelo com a cachoeira da fazenda. Ele sabe que o patrimônio do avô e que um dia será dele, foi construído às custas de trabalhadores que deram o suor e certamente a vida pelo engenho.
    Realmente não sei se consegui escrever uma crítica a altura do filme. Depois de assisti-lo entendi porque tem sido tão falado e esta sendo cotado para representar o Brasil no Oscar 2014.
    O que posso afirmar é que se você tem aqueles velhos conceitos contra o cinema nacional, esta perdendo uma grande chance de assistir grandes obras como O Som ao Redor. Com Oscar ou sem Oscar não tenha dúvidas de que Kleber Mendonça Filho revela-se como um cineasta promissor e de que seu primogênito é uma reviravolta no nosso cinema.
    Yanko Rodrigues
    Yanko Rodrigues

    Segui-los 190 seguidores Ler as 249 críticas deles

    2,0
    Enviada em 17 de janeiro de 2020
    Que filme difícil, eu sinceramente não entendo porque tem tantos elogios. A onde um latido de cachorro é bom, se o Brasil continuar indicando esses filmes, para o Oscar nunca vai ganhar. Me segue no Adoro cinema para não perder nenhuma crítica minha.
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