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Thalita Uba
66 seguidores
52 críticas
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4,0
Enviada em 12 de janeiro de 2014
Um argumento simples com muitas possibilidades de abordagem. Essa é a base da trama de Kleber Mendonça Filho. E é isso mesmo que ele faz: cria diversos contextos e diversos personagens, trabalhando suas realidades e explorando as relações entre eles e as tão conhecidas diferenças sociais, tão visíveis em nosso país. Com uma trama baseada no cotidiano, em acontecimentos pequenos e desimportantes, e em coisinhas do dia-a-dia, ele retrata a classe média de maneira muito justa, mostrando sua indiferença para com os problemas sociais e econômicos do país, e os condomínios fechados como verdadeiros presídios onde as pessoas se encarceram por opção própria.
Tudo isso renderia uma bela novela, né? Chama lá o Jayme Monjardim e vamos colocar no ar às 21h depois que acabar a da vez. Aí é que entra o grande trunfo de Kleber e sua equipe: a linguagem utilizada por eles, bem mais experimental e cinematográfica, é que faz de O som ao redor um baita filme. Com bons planos-seqüência, atores desconhecidos mas extremamente talentosos, e uma trilha sonora sensacional – que, definitivamente, justifica o título –, eles conseguiram fazer o que há muito andava difícil de a gente ver: um bom filme. Não uma mininovela, uma quase minissérie ou um clipe estendido. Um filme. Com produção, roteiro e direção de filme. Com cara de cinema. E de cinema de primeira. Uma belezura.
Quando li a crítica do filme, fiquei super animado , e esse deve ter sido o problema,,,esperei demais do filme, e me decepcionei bastante. Quando vejo um filme, eu não espero dormir, e foi isso o que aconteceu comigo.. eu dormi!! Muito fraca a história e quando acho que as coisas vão melhorar o filme simplesmente acaba.
"O som ao Redor" é uma excelente crônica que envolve relações sociais e a segurança de moradores em uma rua de Recife. A estória se destrincha lentamente e algumas ações dos personagens são movidas pelos sons do dia-a-dia. O cotidiano, diga-se de passagem, é retratado de forma realista e sonoramente contagiante, fazendo com que o espectador se sinta dentro do filme. O trunfo desta produção brasileira não é apenas o curioso conteúdo narrativo, mas a maneira como tudo é exposto, o que faz do roteiro e da direção, ambos de Kleber Mendonça Filho, serem os destaques. Para quem perceber, o ritmo lento e a câmera estática que observa as ações de todos tem uma pegada Tarantinesca (não é atoa que ele ganha uma referência no longa). A conclusão, que pode parecer vaga, faz refletir não apenas pelo conexto antropológico, mas pelo som ao redor de todos.
Cara, eu nunca fiz nenhum comentário aqui, mas me dei ao trabalho de criar um perfil só de revolta desse filme. O filme é um LIXO. Você passa o filme inteiro achando que algo vai acontecer e nada acontece. Vai indo, vai indo, vai indo e nada... Caraca, duas horas da minha vida jogadas no lixo... Tou revoltado...
Este filme nacional é muito o cotidiano real e bem explicito que ocorre na nossa sociedade atual.É a historia de um condomínio de preconceitos,dogmas,vícios,rivalidade e principio o filme não tem um enredo logico definido,só o final pra que possamos ter uma certa definição de histó qualquer forma ele surpreende pela simplicidade e autenticidade.
Bem filmado, atores convincentes. Entretanto, é o filme que poderia ser e não foi. Espera-se sempre acontecer algum fato novo, porém não acontece absolutamente nada. O que há é apenas a observação da vida das pessoas.
A abertura faz referência a parte dos créditos em "Dogville" (de Lars Von Trier), mostrando fotos e p&b de pessoas pobres em cenas cotidianas. O filme é bem Robert Altman - "Short Cuts". A fraca interpretação dos atores que fazem casal João e Sofia compromete um pouco. No geral , o filme é bom...
Lembra uma Lucrecia Martel melhorada. Tem jeito de documentário, pois não há um desfecho que justifique essa história sobre o cotidiano. É para pensar, não para entreter ou rever.
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