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Miguel Germano
2 críticas
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2,0
Enviada em 16 de janeiro de 2020
Dá pra resumir o filme só com a cena spoiler: em que tratam o Museu de Arte Contemporânea de Niterói como se fosse uma casa.
A interpretação é mais oscilante que um pêndulo, e alguns diálogos são tão clichê que parecem fazer uma sátira de si mesmo. Achei uma pena o resultado do filme, visto que a boa parte do elenco principal mostrou destreza na execução do que lhes foi dirigido.
Pra mim o filme é excelente. Não entendi a baixa nota que recebeu da Adoro Cinema, Quer dizer que se fosse produzido em Hollywood receberia uma nota melhor? O mundo segue um padrão americano, talvez porque seja o mais bem sucedido...
Diante a tantos filmes com a mesma temática, esse é mais um que aborda o tema de viagem no tempo. Que é algo complexo para ser abordado de forma tão simples, mas o filme consegue seguir uma linha de forma sutil, com um personagem que de certa forma sabe o que está fazendo, e isso é legal no filme. Sem se prender tanto na coerência, porque eu nunca me aprofundei em assuntos de física. Então não busquei me aprender a coerência. Mas o filme consegue ser divertido e leve, é um filme brasileiro diferente, que segue um modelo de filme americano, e conseguiu transpor o filme de uma forma bem construtiva com reflexões sutis e bem objetivas. Talvez faltou mais elementos brasileiros, para parecer um filme brasileiro, pq você não identifica muitos aspectos brasileiros no filme, a não ser a música de legião urbana que é muito foda. Mas de tantos filmes brasileiros batidos, esse conseguiu se sair muito bem, sem humor forçado e exagerado, tudo de uma forma mais sutil e leve. Conseguiu ser um Filme diferente, uma ideia que sempre é bem vinda, para inovar o cinema brasileiro.
O novo longa de Cláudio Torres (dos divertidos A Mulher do Meu Amigo e A Mulher Invisível) flerta com mais um tema que faz parte do imaginário coletivo: quem nunca desejou mudar algo que fez no passado, principalmente se isso teve implicações negativas por toda sua vida?
Acabei de assistir, e devo admitir foi uma surpresa bem agradável, lembro que na época do lançamento eu vi no Furo MTV a Dani Calabresa e o Bento Ribeiro fazendo piada sobre Wagner Moura cantando legião urbana, devo admitir que a performance é um pouco engraçada mesmo, mas acho que isso é meio que uma característica do personagem desajeitado na época da universidade, a fotografia do filme esta maravilhosa! O longa conseguiu fugir dessa coisa de todo filme nacional mostrar necessariamente pobreza, gente falando errado, a miséria nos grandes centros e o uso desenfreado de drogas, isso por si só já é algo maravilhoso pro cinema nacional, que esta finalmente a entreter e não chocar as pessoas com uma realidade brasileira que espero, muito em breve deve [e vai] acabar, espero de coração que outros filmes como esse sejam lançados, e que a miséria e pornochanchada não tenham mais tanto espaço no cinema nacional.
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