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Marcos S.
1 crítica
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4,5
Enviada em 20 de março de 2019
Muito lindo, profundo, intrigante, prende voçe até o final, o qual nos deixou na duvida, já que termina sem explicar se o professor fica ou vai embora.
Um filme com excelente roteiro, muito bem amarrado para contar uma história acontecida no passado durante uma revolução em Lisboa. Isso acaba mudando a vida bastante chata do Professor vivido pelo excelente Jeremy Irons. Um filme filosófico que vale a pena ser assistido.
Um velho Professor e seus saberes arcaicos, vive uma vida sem sabor. Depois, defronta-se com os interlúdios filosóficos vislumbrados num livro deixado por uma jovem pré-suicida, num dia chuvoso na Suiça.
... "sem mais nem menos" (será?), parte pra Lisboa, à noite, tentando compreender a visceral páixão pela vida que o jovem médico Almeida Prado parece ter experienciado. Paisagens belíssimas - interiores e da natureza - permeadas por interlúdios filosóficos, profundos, ingênuos, instigantes, tolos, provocativos ... que ressoam em nossos corações.
O jovem parece ter encarnado as figuras míticas do Guerreiro, do Amante e do Sábio - coisa que o velho Professor, anódino, nunca viveu... Uma busca ontológica pela profundeza e totalidade...
Muito bom. Vale a pena para adultos que gostam de pensar e pra todo estudante de Psicologia. Recomendo.
Processo Histórico pelo qual Portugal viveu e que os Manuais de História (livros didáticos brasileiros) gastam apenas algumas linhas este filme mostra. E por isto vale ser assistido e degustado. Foge às lereias água com açúcar dos filmes para mocinhas! Imperdível!
Não sou crítico.Não sou intelectual. Sou um homem comum, que se identificou com o filme, Isso é o que importa na hora de julgar alguma coisa. Se a mensagem te toca, te diz alguma coisa, já é o suficiente pra você achar bom ou não.O filme é comovente apesar de sua narrativa ser meio monótona.O lado humano de cada personagem é o fator que enriquece a trama. Recomendo pra todos , pois goste muito.
Trem Noturno para Lisboa é uma boa produção, com um roteiro interessante (baseado no livro de mesmo título), que vale ser assistido, a despeito das críticas recebidas. A fotografia é muito bonita, e pra quem já esteve em Lisboa é um ótimo exercício reconhecer locais, ruas e praças, a começar pela própria casa onde morava Amadeo, e mora a irmã dele, Adriana. Os diálogos, em especial os trechos lidos do livro, são bons - nem tão profundos, nem tão clichês. O contraste central do filme, entre a vida intensa (mas em última análise infeliz) de Amadeo, e aquela monótona (e também infeliz) do Professor Gregorius é um ponto muito filosófico, e onde chamo atenção para a originalidade do roteiro. Pequenas situações coadjuvantes, também interessantes, são boas lições. O filme não é fantástico, é simplesmente bom, no limite entre o cansativo e o agradável, pendendo para o agradável devido a paisagem lisboeta...
O que não dá é para esperar uma produção hollywoodiana, ou estilo americana convencional, pois o cartaz do filme "engana". Aí é decepção na certa. Para os que gostam de cinema alternativo, circuito não comercial, há chances de apreciar.
O instante final, a última cena, parece-me que revela a que veio o filme. Até então dá sim uma sensação frustrante, como algo não bem produzido. Interessante isso, principalmente se tudo partiu da intenção do autor, e tudo indica que sim. Apesar de não ter sido muito bem recebido pela crítica, acho que vale a pena assistir e tirar suas próprias conclusões.
Filme muito bom com diálogos que nos faz pensar em nossa própria vida, com a brilhante interpretação de Jeremy Irons e o enredo que se encaixa de uma maneira emocionante. Me fez apreciar ainda mais Bille August.
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