O Jogo Da Imitação
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4,5
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236 Críticas do usuário

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Andre S.
Andre S.

16 seguidores 12 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de janeiro de 2015
Bom, por onde começar..O filme é ótimo ,como a própria nota dada a ele por mim diz, porém não merece 5 estrelas. Apesar do longa-metragem contar com excelente história, elenco e atuação não fica muito claro qual é a linha do tempo, em alguns momentos me perdia no andamento da história, não sabendo se aquele acontecimento se passava antes, depois ou no presente.
No entanto, apesar dos contras, Benedict Cumberbatch (Alan Turing) me fez acreditar que seu personagem era um gênio extraordinário apesar de seus problemas pessoais, não conheço a história verdadeira mas o filme já da uma boa ideia.
Espero que o diretor, os atores e atrizes, a equipe e o próprio filme sejam reconhecidos justamente. Pois é ótimo e em nenhum momento se perde "animação" de assistir.
Pois é, quem sabe uma estatueta??
D. Fernandes
D. Fernandes

2 seguidores 10 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de janeiro de 2015
GENIAL! Uma palavra que resume "O Jogo da Imitação", com certeza, é 'GENIAL'. Sou bacharel em Ciência da Computação, consequentemente, um cientista, não da forma generalizada do termo, muito menos com os clichês conhecidos por todos os cantos do planeta - nem todo cientista é um nerd, que não tem vida social nem amigos, o que, no caso de Alan Turing, é exatamente o retrato descrito. Estudei a vida e o trabalho deste grande gênio da nossa era e pelos livros e artigos que li e seminários que apresentei, posso dizer que o longa metragem retrata e muito bem, a experiência terrena desta alma iluminada. Dotado de enorme sensibilidade (e porque não dizer genialidade idem), Benedict Cumberbatch deu mais vida a Turing do que qualquer outro ator desta geração conseguiria. Smaug (para quem viu/ouviu "O Hobbit"), Dr. Who/Sherlock Holmes (para os amantes de séries) ou Dr. Estranho (para quem o verá no Universo Marvel), dentre outros inúmeros papéis muito bem interpretados pelo ator, dão a Cumberbatch, na minha opinião, a pose de um forte candidato ao Oscar de Melhor Ator, se não na premiação deste ano, nas próximas. É impossível não se atentar aos fatores psicológicos adotados em sua atuação, desde a arrogância e sinceridade ingênua, até a audácia e liderança natural de um gênio. Quando questionado que 'para se fazer de gênio, é preciso ser um gênio', ele simplesmente responde 'eu o sou'. Mas para fazer o protagonista brilhar precisamos completá-lo, ele não atua sozinho, não é um monólogo e o diretor Morten Tyldum é o grande responsável por unir neste time que atuou com extrema eficácia, nomes como Keira Knightley, Matthew Goode, Allen Leech, Matthew Beard, Mark Strong e o sempre incrível Charles Dance completam o elenco do filme. A ambientação da Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial também é um ponto forte a ser observado, fora o intrincado sistema de segurança e espionagem utilizado pelos países envolvidos no evento catastrófico, que maculou mais uma vez a história da humanidade. Como profissional da área de produção musical, não posso deixar de dizer que Alexandre Desplat é outro nome que merece muita atenção por parte de toda a crítica, pois a trilha sonora é sutil, poderosa, marcante e pontual, todas as características necessárias para ambientar o espectador sem tirá-lo do foco na tela. Não é a toa que é o único compositor indicado na categoria MELHOR TRILHA SONORA com dois (repito, DOIS filmes) para a edição deste ano do Oscar, "O Jogo da Imitação" e o ótimo "O Grande Hotel Budapeste" (2014). Fico totalmente dividido nesta escolha, além de ter a opção de torcer também pelo ícone Hans Zimmer, que compôs sublimemente para "Interestelar" (2014). Desplat tem participado de muitos projetos interessantes, acompanho seu trabalho desde "A Bússola de Ouro" (2007) e de lá para cá outros filmes importantes tem ascendido sua carreira, como "O Curioso Caso de Benjamin Button" (2008), "O Discurso do Rei" (2010) e ambas as partes de "Harry Potter e as Relíquias da Morte" (2010 e 2011). "O Jogo da Imitação" é um filme sensível e ligeiramente complexo. Não peça a um gênio que explique o seu raciocínio, isso só irá atrasá-lo e não peça a um humano que explique seus mais intrincados segredos, isso só irá matá-lo aos poucos, por dentro, na alma. Alan Turing #partiu por conta própria e é por causa dele que hoje você lê esta singela crítica.
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