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Rafaela Kethelen
1 crítica
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4,5
Enviada em 15 de fevereiro de 2020
O jogo da imitação é um ótimo filme para quem gosta de historia. A atuação de Benedict Cumberbatch é excelente. Para quem gosta de filmes de suspense baseado em fatos reais, O jogo da imitação é um bom filme. Recomendo.
Com um roteiro detalhista, que introduz flashbacks esporadicamente ao longo da trama, de forma incrivelmente leve e às vezes até com uma boa dose de humor contemplado pela boa dinâmica do elenco, O Jogo da Imitação é um drama de época visualmente primoroso, e tematicamente sólido. Palmas para Graham Moore, o que me incomoda um pouco na narrativa é a forma como a História é abordada. Aparentemente um drama de gerra, O Jogo da Imitação em alguns momentos lembra outras cinebiografias bem mais burocráticas que esta do ponto de vista ideológico(Ray, Jobs) e ao mesmo tempo que não subestima nossa inteligência se transformando em mais um dramalhão gay, é revoltante a covardia artística da obra em não se interessar em aprofundar os claros conflitos internos do personagem. Deviam ter explorado mais o aspecto da perseguição que Turing foi vítima pelo fato de ser gay, não para ser melodramático, e sim para ilustrar de forma verdadeira o preconceito que estes sofriam na época. Mas ainda sim o filme acerta em demostrar Turing como o que realmente foi, um gênio brilhante. Consegue fugir das convenções habituais de Hollywood. É mais que um drama "Oscar bait". Vale bastante apena.
Esse é daqueles filmes que além de entreter carrega história viva, com revelações interessantes no decorrer do filme. além.dr excelentes atuações o filme tem uma trama bem envolvente, contada de uma maneira que não chega a ser lenta, mas não eh rápida. 8/10
O filme é uma biografia de uma grande história, então não tem como ser ruim. Gostei muito mesmo, as atuações estavam boas, tudo estava bom! Apenas acho que o filme deveria explicar mais como ocorreu a decifração matemática e enigmática das mensagens, nisso o filme é muito superficial, e fiquei extremamente desapontado com isto, já que eu, amante de matemática, procurei o filme justamente pensando que teria uma aprofundação nisto, mas de resto tudo certo!
O longa é uma cinebiografia adaptada do livro "Alan Turing: The Enigma", escrito por Andrew Hodges e dirigido por Morten Tyldum (Passageiros / 2016). O filme é baseado na história real de Alan Turing, o inglês que é considerado por muitos como "o pai da computação".
Benedict Cumberbatch dá vida ao lendário criptoanalista inglês de uma forma totalmente magnífica. Ele brilha ao desenvolver uma atuação grandiosa e nos proporciona a dimensão atingida por essa importante figura da história no período da segunda guerra mundial (concordo plenamente com sua indicação ao Oscar). Um jovem matemático que foi instigado a criar uma máquina que possivelmente viesse a quebrar o "Enigma" (o famoso código que os alemães usavam para enviar mensagens aos submarinos).
É muito interessante e animador acompanhar o desenrolar de cada história, de cada detalhe, de cada flashback, de uma forma muito bem desenvolvida e muito bem trabalhada. O longa faz questão de trabalhar cada fase da vida de Alan Turing de uma maneira que fique de fácil entendimento para quem acompanhe a sua história. É interessante notar todo desenvolvimento das pesquisas e descobertas de Alan (sozinho ou junto com sua equipe), ou até mesmo a forma intransigente e ríspida que ele tenta lidar com sua equipe e a própria Joan Clarke (Keira Knightley).
Gostei muito do roteiro, apesar de achar que o início do filme te prende mais do que as partes finais. Talvez por inicialmente o longa nos passar toda motivação de Alan na busca incansável pelo seu projeto, e nas partes finais se focar mais em torno do seu homosexualismo e das suas consequências. Também fico com uma grande dúvida sobre os desfechos finais da verdadeira história de Alan Turing: Será que o filme retratou bem essa parte? Ou será que o foco em sua homosexualidade foi maior do que em sua verdadeira história e descobertas, e os bens que isso trouxe para a nação na época? Ao final o filme nos relata que a invenção de Alan Turing diminuiu 2 anos da guerra e salvou cerca de 14 milhões de vidas. Eu não conheço bem a verdadeira história de Alan Turing, mas é muito interessante.
O longa ainda nos encanta com mais um ótimo trabalho do belíssimo compositor Alexandre Desplat. Uma trilha sonora sensacional, que lhe rendeu duas indicações em uma mesma edição do Oscar (ele levou a estatueta por O Grande Hotel Budapeste). Destaques também para o ótimo trabalho de fotografia e direção de arte, que foi muito bem notado em cada detalhe dos belos cenários.
Keira Knightley está a altura do personagem de Benedict Cumberbatch. Na minha opinião, ela dá o tom certo e completa muito bem com sua ótima atuação (Keira também foi indicada ao Oscar 2015). Não posso deixar de destacar o grande ator Charles Dance (que eu adorava na franquia Anjos Da Noite, e no icônico Alien 3) como o severo e impetuoso Comandante Denniston, responsável por grandes confrontos de ideias com Alan.
O JOGO DA IMITAÇÃO integrou a lista dos indicados ao Oscar 2015 em 8 categorias, entre elas: Melhor diretor, Melhor ator, Melhor atriz coadjuvante e, Melhor Filme. Levando apenas uma estatueta de Melhor Roteiro Adaptado.
Ótimo filme, mais uma bela cinebiografia! [30/04/2018]
O Filme mostra um matemático na segunda guerra mundial, que junto com um grupo de pessoas, começa a trabalhar para o governo britânico tentando decifrar mensagens nazistas. A direção não se arrisca muito, o roteiro é bom, mas o que realmente chama atenção é a atuação de Benedict Cumberbatch, que está em sua melhor atuação na carreira. Ele interpreta o protagonista Alan Turing, matemático que é considerado arrogante pelas outras pessoas, spoiler: o filme no começo sugere que ele seja gay, o que foi confirmado depois. . Prepare seus lenços, o fim é emocionante.
Um filme maravilhoso, mistura os detalhes de uma guerra, com conflitos pessoais, relação e preconceitos que hoje é um assunto bem atual, porém era crime anos atrás, um filme para se pensar e refletir sobre o valor de um ser humano, independente de suas escolhas.
O nome do filme "o jogo da imitação" diz respeito à alegoria proposta por Turing para provar se as máquinas poderiam pensar, o chamado "Teste Turing". Nesse "jogo" uma máquina deveria fingir ser um humano para enganar um júri humano, caso a máquina tivesse êxito estaria "provado" que ela pensa tal qual um homem. Ou seja, a natureza deste jogo é a enganação, atuação, é proteger seu segredo à todo custo afim de ser incorporado pela sociedade. Este é o jogo da vida, principalmente a vida de Alan Turing. Homossexual numa era extremamente intolerante, só restava a ele a imitação como camuflagem. "Mais difícil de que descobrir um segredo é mante-lo" diz uma fala no longa. Mestre em descobrir o segredo dos outros, o personagem principal é um prisioneiro de seu próprio disfarce, incapaz de se aproximar dos demais, pois quanto mais próximo, mais vulnerável ele estava. A analogia entre a criptografia, a computação e o preconceito é algo não menos do que genial. O defeito da narrativa se dá quando esta analogia é exacerbada a pontos extremos demais, como a doentia relação de Turing com seu computador, nomeado tal qual seu ex-namorado. Quando o filme foca na "loucura" do protagonista ele perde verossimilhança, destoando do resto da narrativa.Fora isso, é perfeito.
Excelente filme pra se assistir e além de se entreter você aprende um pouco de historia e descobre a bela história de Alan Turing, muito bem interpretada muito bem dirigira e muito bem adaptada. Realmente mereceu os Oscars que ganhou. Vale muito apena assistir e ver tudo que Alan teve que passar, dentre preconceitos etc...
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