Média
4,2
6483 notas
5
106 críticas
4
78 críticas
3
59 críticas
2
36 críticas
1
11 críticas
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Eu adorei o filme realmente ele foi bem adaptado do livro para o cinema, existem partes de realmente tirar o folego.
Pra quem não leu o livro e quer sair bem entretido do cinema, divergente é uma ótima pedida. Ao contrário do que alguns vem falando, todos os pontos vem bem esclarecidos no filme, acho que quem falou que ficaram lacunas na história não prestou atenção no filme!
Divergente é um dos muitos filmes voltados para o público juvenil, mas tem seu diferencial. Ele trás um equilíbrio entre romance e ação que combina muito bem e agrada tanto os meninos quanto às meninas.
O roteiro reúne alguns elementos da história mundial como parte da trama, no caso, o modo como os nazistas alemães matavam os judeus: ajoelhados e atiravam na cabeça, o que trouxe um ar de obra de arte muito maior. Porém, nessa história há muitas referencias da série Jogos Vorazes (as facções parecem ser os distritos, os regimes políticos dos dois filmes são parecidos, e outras), no qual perde a originalidade de Divergente. O elenco também deixa um pouco a desejar, já que muitos quase não tinham experiências com o cinema e talvez, não conseguiram adaptar-se a obra rapidamente, exceto, Shailene Woodley, muito boa como Tris, consegue passar todas as emoções da personagem de forma clara, e Kate Winslet, no papel de uma vilã um tanto diferente. Em relação ao ambiente e o figurino, esse merecem destaque, pois passam a realidade que a autora quis transmitir. A trilha sonora possui boas músicas, mas não foram exploradas adequadamente durante a trama, no entanto não atrapalha no desenrolar da obra.
Sem sombra de dúvidas, Divergente é um bom filme, com características divergentes do outros filmes juvenis, sem foco para o romance (geralmente acaba se tornando meloso) e mais foco para a ação, ideal para quem gosta de cenas impactantes e inesperadas.
O roteiro reúne alguns elementos da história mundial como parte da trama, no caso, o modo como os nazistas alemães matavam os judeus: ajoelhados e atiravam na cabeça, o que trouxe um ar de obra de arte muito maior. Porém, nessa história há muitas referencias da série Jogos Vorazes (as facções parecem ser os distritos, os regimes políticos dos dois filmes são parecidos, e outras), no qual perde a originalidade de Divergente. O elenco também deixa um pouco a desejar, já que muitos quase não tinham experiências com o cinema e talvez, não conseguiram adaptar-se a obra rapidamente, exceto, Shailene Woodley, muito boa como Tris, consegue passar todas as emoções da personagem de forma clara, e Kate Winslet, no papel de uma vilã um tanto diferente. Em relação ao ambiente e o figurino, esse merecem destaque, pois passam a realidade que a autora quis transmitir. A trilha sonora possui boas músicas, mas não foram exploradas adequadamente durante a trama, no entanto não atrapalha no desenrolar da obra.
Sem sombra de dúvidas, Divergente é um bom filme, com características divergentes do outros filmes juvenis, sem foco para o romance (geralmente acaba se tornando meloso) e mais foco para a ação, ideal para quem gosta de cenas impactantes e inesperadas.
Divergente é o filme que tem a cara de ser o próximo saga campeã de bilheteria contando com mais filmes pela frente, sua história, seus detalhes tem uma filmagem incrível.
O que fica a desejar é o fato de ser um filme baseado em um livro e que alguns detalhes ficam a desejar que estão no livro e que acabamos esperando algo a mais.
spoiler: Tris (Shailene Woodley) tem uma escolha importante a fazer decidir qual será seu futuro e assim que ela escolhe sua facção considerada a mais difícil para os Divergentes sobreviverem, ela terá que se manter firme diante de seus segredos e escolhas.
Neil Burger está de parabéns com o elenco e a produção.
Acho que spoiler não é uma coisa legal, então vou deixar esse pingo de curiosidade em vocês para que leiam o livro e assistam o filme e identifiquem quais os detalhes que faltaram no filme e que foram adicionado.
Creio que seja uma saga que tenha muito em comum com Crepúsculo e Jogos Vorazes pelo público alo ter sido em uma grande parte por adolescentes, mais é uma saga que tem muito potencial para chegar no auge como Crepúsculo chegou.
O que fica a desejar é o fato de ser um filme baseado em um livro e que alguns detalhes ficam a desejar que estão no livro e que acabamos esperando algo a mais.
spoiler: Tris (Shailene Woodley) tem uma escolha importante a fazer decidir qual será seu futuro e assim que ela escolhe sua facção considerada a mais difícil para os Divergentes sobreviverem, ela terá que se manter firme diante de seus segredos e escolhas.
Neil Burger está de parabéns com o elenco e a produção.
Acho que spoiler não é uma coisa legal, então vou deixar esse pingo de curiosidade em vocês para que leiam o livro e assistam o filme e identifiquem quais os detalhes que faltaram no filme e que foram adicionado.
Creio que seja uma saga que tenha muito em comum com Crepúsculo e Jogos Vorazes pelo público alo ter sido em uma grande parte por adolescentes, mais é uma saga que tem muito potencial para chegar no auge como Crepúsculo chegou.
Logo no começo, Beatrice Prior (Shailene Woodley) explica o sistema de facções, criado em uma Chicago futurista, onde os moradores vivem de acordo com suas qualidades. Cada pessoa deve escolher a sua facção aos dezesseis anos, após seu teste de aptidão, onde uma simulação revela a qual facção o iniciando se encaixa melhor. Ao todo são cinco facções: Abnegação (os altruístas), Audácia (os corajosos), Amizade (os cordiais), Erudição (os inteligentes) e Franqueza (os sinceros).
Tris tem a opção de continuar em sua facção de origem ou abandonar a família. O problema é que seu teste de aptidão é inconclusivo, o que a torna uma divergente e não aguentando mais viver com os conceitos dos abnegados, ela acaba escolhendo a Audácia e é por meio dessa escolha que tudo muda. Contudo, não basta escolher uma facção, os iniciandos precisam passar por testes para serem aceitos na Audácia, os que falharem se tornam sem-facção, o que seria semelhante a um mendigo nos dias de hoje.
Minha expectativa estava na atuação de Shailene, que interpreta Tris, pois no livro a personagem passa por fortes emoções, que vai da alegria à raiva, da raiva à tristeza e da tristeza ao desespero em questão de segundos. O que nem todo ator consegue alcançar com o mínimo de perfeição, mas Shailene consegue interpretar a personagem de maneira convincente. Quanto ao Theo James, ator que interpreta Quatro, não há muito do que reclamar. Theo conseguiu interpretar com perfeição a personalidade, a sensualidade, a coragem, o olhar, as emoções e tudo que se esperava de Quatro.
Outra atriz que está com nota 10 é Kate Winslet, que interpreta a vilã Jeanine, e eu não esperava menos dela. Sou fã! Kate nos convenceu da frieza e inteligência da personagem, sendo praticamente uma Hitler feminina. Contudo, como toda adaptação, senti falta da luz de outros personagens tão importantes quanto os protagonistas, Christina, Al, Will, Molly, Peter, entre outros.
Fiquei extremamente contente com as cenas de Tris e Quatro juntos, seja durante os treinamentos, no quarto ou nas cenas finais. Sem dúvidas, o ponto alto do filme é o romance, que sofreu algumas alterações se comparadas ao livro, mas a essência é a mesma, pois o foco da relação continua sendo a parceria. Afinal, a química entre Theo e Shailene é incontestável.
Como um todo, a adaptação dirigida por Neil Burger foi bem feita. E as cenas de ação? Cielos, estavam maravilhosas (lembrando que tiveram que ser adaptadas por causa da classificação indicativa, caso contrário nós teríamos muito mais sangue e violência), assim como os cenários, estavam exatamente iguais ou até melhores do que imaginei durante a leitura.
#ficaadica: se você não leu o livro, talvez não consiga compreender algumas coisas, pois é uma história grande e cheia de reviravoltas. Fica claro durante o filme que algumas cenas razoavelmente importantes perderam um pouco da tensão que possuem no livro para que coubesse toda a história em pouco mais de duas horas, mas garanto que, mesmo sem a leitura, a essência da história continua mesma e é compreensível.
E não, o filme não é melhor que o livro, mas vale a pena assistir!!!
Tris tem a opção de continuar em sua facção de origem ou abandonar a família. O problema é que seu teste de aptidão é inconclusivo, o que a torna uma divergente e não aguentando mais viver com os conceitos dos abnegados, ela acaba escolhendo a Audácia e é por meio dessa escolha que tudo muda. Contudo, não basta escolher uma facção, os iniciandos precisam passar por testes para serem aceitos na Audácia, os que falharem se tornam sem-facção, o que seria semelhante a um mendigo nos dias de hoje.
Minha expectativa estava na atuação de Shailene, que interpreta Tris, pois no livro a personagem passa por fortes emoções, que vai da alegria à raiva, da raiva à tristeza e da tristeza ao desespero em questão de segundos. O que nem todo ator consegue alcançar com o mínimo de perfeição, mas Shailene consegue interpretar a personagem de maneira convincente. Quanto ao Theo James, ator que interpreta Quatro, não há muito do que reclamar. Theo conseguiu interpretar com perfeição a personalidade, a sensualidade, a coragem, o olhar, as emoções e tudo que se esperava de Quatro.
Outra atriz que está com nota 10 é Kate Winslet, que interpreta a vilã Jeanine, e eu não esperava menos dela. Sou fã! Kate nos convenceu da frieza e inteligência da personagem, sendo praticamente uma Hitler feminina. Contudo, como toda adaptação, senti falta da luz de outros personagens tão importantes quanto os protagonistas, Christina, Al, Will, Molly, Peter, entre outros.
Fiquei extremamente contente com as cenas de Tris e Quatro juntos, seja durante os treinamentos, no quarto ou nas cenas finais. Sem dúvidas, o ponto alto do filme é o romance, que sofreu algumas alterações se comparadas ao livro, mas a essência é a mesma, pois o foco da relação continua sendo a parceria. Afinal, a química entre Theo e Shailene é incontestável.
Como um todo, a adaptação dirigida por Neil Burger foi bem feita. E as cenas de ação? Cielos, estavam maravilhosas (lembrando que tiveram que ser adaptadas por causa da classificação indicativa, caso contrário nós teríamos muito mais sangue e violência), assim como os cenários, estavam exatamente iguais ou até melhores do que imaginei durante a leitura.
#ficaadica: se você não leu o livro, talvez não consiga compreender algumas coisas, pois é uma história grande e cheia de reviravoltas. Fica claro durante o filme que algumas cenas razoavelmente importantes perderam um pouco da tensão que possuem no livro para que coubesse toda a história em pouco mais de duas horas, mas garanto que, mesmo sem a leitura, a essência da história continua mesma e é compreensível.
E não, o filme não é melhor que o livro, mas vale a pena assistir!!!
Como já foi muito dito pela crítica (não só cinematográfica, mas literária também) a história de Divergente pode ser vista em outas franquias; se pegarmos as castas do Admirável Mundo Novo, as seleção feita pelo Chapéu Seletor de Harry Potter e os Estados Unidos cuja política é repaginada de Jogos Vorazes temos a combinação para criar Divergente. Para quem não leu o livro é importante saber que muitos dos erros presentes no filme também se apresentam nas páginas escritas por Veronica Roth, portanto não podemos culpar o filme de alguns aspectos se o material fonte não é satisfatório.
A história se passa muitos e muitos anos no futuro, onde a América foi palco de uma grande guerra que acabou por redefinir a maneira como é governada a sociedade em questão, foram escolhidas cinco facções para o restabelecimento, estas seriam: a Erudição, Audácia, Abnegação, Franqueza e Amizade. Beatrice Prior precisa escolher entre umas dessas facções para decidir o que vai fazer da sua vida, apesar de ter nascido na Abnegação sua grande admiração sempre foi a Audácia, facção essa que acaba por escolher, apesar dos resultados de seu teste de aptidão serem inconclusivos, tornando uma Divergente, nome dado as pessoas que não possuem apenas uma vocação para uma facção e sim para várias. Com essa nova descoberta Beatrice corre perigo, pois os Divergentes devem ser eliminados por serem considerados um risco para as demais facções.
Apesar de a premissa parecer interessante ela comete diversos erros, como as facções da Franqueza e da Amizade que não possuem nenhuma importância nem no livro e tampouco no filme. Entretanto poderia se abandonar outros elementos na história e focar-se em outros, já que em momento nenhum é explicado o que foi a tal Grande Guerra, o porquê da Audácia precisar defender a cidade... Obviamente uma sociedade dividida entre as essas sequências jamais daria certo por motivos óbvios.
Mas voltando ao filme, o longa é dirigido por Neil Burger, que não possui nenhum grande trabalho, mas que também não estraga de forma alguma o filme, porém se sua direção fosse mais ambiciosa poderia ter um resultado melhor da trama. Já o elenco é composto por Shailene Woodley como personagem principal, que tem um desempenho que merece algum reconhecimento, a jovem se esforça, entretanto a personagem dela é tão superficial que a moça não pode fazer milagres, exatamente o mesmo se diz das veteranas Kate Winslet e Ashley Judd, duas atrizes fantásticas e que são extremamente mal aproveitadas durante o filme todo, mas por mais que triste que seja a situação das mulheres até agora nada é tão sofrível quanto ser Theo James, em dez minutos em cena já é possível ver o quanto o personagem Quatro é ruim (e com o tempo se transforma em um peso morto na história) e a cara fechada do ator é irritante, há momentos no filme que imploramos para que alguém o esfaqueie para vermos se ele é capaz de ter algum tipo de expressão facial.
Voltando para trama, os diálogos não são nenhum primor de roteiro, como as cenas em que os personagens insistem em falar o óbvio. spoiler: As representação dos medos são um exemplo: um prédio alto - "Claro, medo de altura"; as porta de um local estreito de fecha e as paredes vão sendo comprimidas - "Medo de lugar fechado".
. Além disso o ritmo do filme tem sérios problemas, quase duas horas e meia de trama onde os minutos pesam muito, junte isso com cenas de luta tediosas e ensaiadas, o total desprezo pela plausibilidade spoiler: (numa cena Tris leva um tiro no braço a na cena seguinte ela luta com voracidade e sem nenhuma dificuldade)
, Woodley não nasceu para ser um atriz de ação, tanto que suas tomadas dramáticas, em especial a que ela está com a mãe de sua personagem, são capazes de arrancar um certo aperto no coração de muitos espectadores, demonstrando o talento promissor que a atriz tem para o drama, algo que já demonstrou em "Os Descendentes".
Mas é evidente que nem tudo é ruim, o melhor de tudo seria a trilha sonora inspiradora, transformando as cenas de ação em grandes tomadas intensas, desenvolvimento da protagonista também é agradável de se assistir e até tem um romance certinho para aliviar a tensão. spoiler: O mais lastimável é ver quase duas horas do filme e em seguida perceber que tudo que aconteceu até o momento não é relevante, na sequência final o filme muda completamente de foco, toma um ritmo muito acelerado e tem pressa de chegar ao fim, devido a todo o tempo perdido até o momento.
É interessante ver as referências sociais da história, como a escolha da facção que se assemelha e muito ao dilema dos jovens em escolher uma profissão, apesar da insistência dos pais. spoiler: A destruição a Abnegação é uma analogia clara do nazismo e em mostrar o quão medieval ainda é o pensamento humano em questão de poder.
Apesar de tudo Divergente é um filme com um visual interessante, efeitos visuais dentro dos padrões e um historinha interessante para os menos exigentes, ou seja, diverte, mas não agrega nenhum conhecimento aprofundado. É um pena, pois tinha um potencial para ser um trilogia marcante na literatura e no cinema.
A história se passa muitos e muitos anos no futuro, onde a América foi palco de uma grande guerra que acabou por redefinir a maneira como é governada a sociedade em questão, foram escolhidas cinco facções para o restabelecimento, estas seriam: a Erudição, Audácia, Abnegação, Franqueza e Amizade. Beatrice Prior precisa escolher entre umas dessas facções para decidir o que vai fazer da sua vida, apesar de ter nascido na Abnegação sua grande admiração sempre foi a Audácia, facção essa que acaba por escolher, apesar dos resultados de seu teste de aptidão serem inconclusivos, tornando uma Divergente, nome dado as pessoas que não possuem apenas uma vocação para uma facção e sim para várias. Com essa nova descoberta Beatrice corre perigo, pois os Divergentes devem ser eliminados por serem considerados um risco para as demais facções.
Apesar de a premissa parecer interessante ela comete diversos erros, como as facções da Franqueza e da Amizade que não possuem nenhuma importância nem no livro e tampouco no filme. Entretanto poderia se abandonar outros elementos na história e focar-se em outros, já que em momento nenhum é explicado o que foi a tal Grande Guerra, o porquê da Audácia precisar defender a cidade... Obviamente uma sociedade dividida entre as essas sequências jamais daria certo por motivos óbvios.
Mas voltando ao filme, o longa é dirigido por Neil Burger, que não possui nenhum grande trabalho, mas que também não estraga de forma alguma o filme, porém se sua direção fosse mais ambiciosa poderia ter um resultado melhor da trama. Já o elenco é composto por Shailene Woodley como personagem principal, que tem um desempenho que merece algum reconhecimento, a jovem se esforça, entretanto a personagem dela é tão superficial que a moça não pode fazer milagres, exatamente o mesmo se diz das veteranas Kate Winslet e Ashley Judd, duas atrizes fantásticas e que são extremamente mal aproveitadas durante o filme todo, mas por mais que triste que seja a situação das mulheres até agora nada é tão sofrível quanto ser Theo James, em dez minutos em cena já é possível ver o quanto o personagem Quatro é ruim (e com o tempo se transforma em um peso morto na história) e a cara fechada do ator é irritante, há momentos no filme que imploramos para que alguém o esfaqueie para vermos se ele é capaz de ter algum tipo de expressão facial.
Voltando para trama, os diálogos não são nenhum primor de roteiro, como as cenas em que os personagens insistem em falar o óbvio. spoiler: As representação dos medos são um exemplo: um prédio alto - "Claro, medo de altura"; as porta de um local estreito de fecha e as paredes vão sendo comprimidas - "Medo de lugar fechado".
. Além disso o ritmo do filme tem sérios problemas, quase duas horas e meia de trama onde os minutos pesam muito, junte isso com cenas de luta tediosas e ensaiadas, o total desprezo pela plausibilidade spoiler: (numa cena Tris leva um tiro no braço a na cena seguinte ela luta com voracidade e sem nenhuma dificuldade)
, Woodley não nasceu para ser um atriz de ação, tanto que suas tomadas dramáticas, em especial a que ela está com a mãe de sua personagem, são capazes de arrancar um certo aperto no coração de muitos espectadores, demonstrando o talento promissor que a atriz tem para o drama, algo que já demonstrou em "Os Descendentes".
Mas é evidente que nem tudo é ruim, o melhor de tudo seria a trilha sonora inspiradora, transformando as cenas de ação em grandes tomadas intensas, desenvolvimento da protagonista também é agradável de se assistir e até tem um romance certinho para aliviar a tensão. spoiler: O mais lastimável é ver quase duas horas do filme e em seguida perceber que tudo que aconteceu até o momento não é relevante, na sequência final o filme muda completamente de foco, toma um ritmo muito acelerado e tem pressa de chegar ao fim, devido a todo o tempo perdido até o momento.
É interessante ver as referências sociais da história, como a escolha da facção que se assemelha e muito ao dilema dos jovens em escolher uma profissão, apesar da insistência dos pais. spoiler: A destruição a Abnegação é uma analogia clara do nazismo e em mostrar o quão medieval ainda é o pensamento humano em questão de poder.
Apesar de tudo Divergente é um filme com um visual interessante, efeitos visuais dentro dos padrões e um historinha interessante para os menos exigentes, ou seja, diverte, mas não agrega nenhum conhecimento aprofundado. É um pena, pois tinha um potencial para ser um trilogia marcante na literatura e no cinema.
A cada vez que é anunciado que um livro ou saga literária de grande sucesso no cenário YA ("Young Adult", ou literatura juvenil) será adaptada para o cinema, os fãs dessas histórias ficam preocupadíssimos com as possíveis modificações que serão feitas no enredo, situações e personagens para que a trama caiba nas duas horas, duas horas e meia de projeção.
Essa preocupação, apesar de parecer exagerada, tem fundamento: nas últimas décadas, muitas sagas foram arruinadas nas telonas por uma série de motivos, dentre eles, escolhas ruins na hora de elaborar os roteiros adaptados. Por motivos que vão desde a grande quantidade de modificações no enredo e na própria construção da personalidade dos personagens até escolhas ruins de elenco, "O Diário da Princesa", de Meg Cabot, e "Desventuras em Série", de Lemony Snicket/Daniel Handler se destacam como exemplos máximos desse tipo de caso, já que sequer conseguiram somar mais de três filmes juntos, sendo que as duas séries literárias, somadas, possuem 23 livros.
"Percy Jackson", de Rick Riordan, quase foi pelo mesmo caminho, mas ainda conseguiu fôlego para a produção de um segundo filme, quase quatro anos depois. No entanto, ainda é alvo de frequentes críticas referentes às modificações feitas, assim como a série "Harry Potter", de J.K. Rowling (o que é até mais entendível, já que os sete livros da série possuem, em média, 465 páginas cada).
Obviamente, como a própria palavra diz, adaptação cinematográfica não é e nem pretende ser uma cópia fiel do que foi contado em palavras. Não há possibilidades narrativas e temporais de fazer com que tudo saia igual; muitas situações narradas nas páginas não funcionam bem em imagens, outras pedem modificações para serem melhor compreendidas visualmente.
No entanto, podemos notar, nos últimos anos, um grande esforço empreendido pelas produtoras hollywoodianas para se manter o mais fiel possível ao que os autores imaginaram. Para isso, eles contam com a presença de muitos dos escritores das sagas de sucesso no set das filmagens, na co-produção ou como co-roteiristas das adaptações. Esse esforço resulta em adaptações que fazem jus ao título de "adaptação"; filmes em que, quando é preciso cortar elementos presentes nos livros, recombinam outros elementos da própria história para dar sentido a trama. É o caso de "A Menina que Roubava Livros" e a saga "Jogos Vorazes", com foco no trabalho em parceiro do diretor Francis Lawrence com a autora Suzanne Collins no segundo filme da série, "Em Chamas", muito elogiado pelos fãs dos livros pela esforço da produção em se manter fiel ao conteúdo original.
Por gostar muito da saga de Veronica Roth, fico imensamente feliz em dizer que "Divergente" vai por esse mesmo caminho. De início, quando a escalação do elenco foi finalizada, a maioria dos fãs estranhou a ausência de personagens fortes, que serão importantes para o desenvolvimento da trama nos próximos volumes, nesse primeiro filme. No entanto, ao assistir ao longa, entendemos que, se já apresentados nesse primeiro momento, esses personagens ofuscariam a história inicial a ser contada; afinal, Veronica não criou uma trama de fácil entendimento e digestão, e fazer com que pessoas que não leram os livros consigam absorver todas as informações em 140 minutos é tarefa hercúlea (que o roteiro de Evan Daugherty e Vanessa Taylor conseguiu concluir com êxito, diga-se de passagem - minha mãe, que não leu os livros, não teve nenhuma dúvida ao término do filme!). Além disso, saí da sala de exibição contente em perceber que apenas os elementos incríveis criados por Roth foram mantidos, tendo sido deixados de lados todos os mimimis que se repetem pelo livro e que tornam a leitura da saga, em algumas momentos, pelo menos ao meu ver, um pouco cansativa (como alguns trechos do romance entre Tris e Tobias).
Se a nota para a adaptação da história de Tris nas telonas em relação ao que foi cortado da trama original é 10, a nota para o conteúdo que foi inserido é 11! O clímax do filme é - pasme! - melhor trabalhado na versão cinematográfica, se tornando um clímax, de fato, já que a sensação que temos, ao ler os livros, é que volume um e dois poderiam se juntar numa coisa só pela continuidade. O papel prolongado de Jeanine Matthews na trama, reforçado pela presença sempre maravilhosa Kate Winslet, traz mais empolgação à conclusão da história.
Em termos de atuação, nenhum dos membros do elenco decepciona. Shailene Woodley e Theo James, apesar de serem bem mais velhos do que seus personagens, têm química e convencem como o casal jovem que devem ser. A grande quantidade de personagens presentes na trama, no entanto, mesmo com o já citado aparecimento adiado de alguns deles, torna difícil um aprofundamento maior em suas características pessoais nesse primeiro momento. Também é mostrado muito pouco das características das outras facções, mas, calma! Haverá muito tempo para ambas as coisas nos próximos três filmes (já que foi anunciado que "Convergente", o último volume, será dividido em dois longas, como é de costume atualmente - o que não condeno e nem concordo que seja "só para dar mais dinheiro". Finais são complexos, gente!).
A direção de Neil Burger é competente, em grande parte devido ao bom roteiro, e os outros aspectos técnicos do filme não decepcionam: a trilha sonora instrumental, produzida por Hans Zimmer, intercalada com canções de Ellie Goulding, estabelece bem o clima da Chicago futurista; fotografia, design de produção e figurinos estão acertadíssimos, assim como os efeitos especiais e as ótimas coreografias de luta.
"Divergente" prova que, quando a produção se mantém perto do autor do livro - Veronica Roth inclusive atua como figurante no filme, na cena em que os membros da Audácia descem de tirolesa entre os prédios - todos saem mais felizes, tanto os fãs do livro, pela fidelidade ao material original, quanto aqueles que nunca tiveram contato com as obras literárias, que não saem do filme cheios de dúvidas na cabeça.
Essa preocupação, apesar de parecer exagerada, tem fundamento: nas últimas décadas, muitas sagas foram arruinadas nas telonas por uma série de motivos, dentre eles, escolhas ruins na hora de elaborar os roteiros adaptados. Por motivos que vão desde a grande quantidade de modificações no enredo e na própria construção da personalidade dos personagens até escolhas ruins de elenco, "O Diário da Princesa", de Meg Cabot, e "Desventuras em Série", de Lemony Snicket/Daniel Handler se destacam como exemplos máximos desse tipo de caso, já que sequer conseguiram somar mais de três filmes juntos, sendo que as duas séries literárias, somadas, possuem 23 livros.
"Percy Jackson", de Rick Riordan, quase foi pelo mesmo caminho, mas ainda conseguiu fôlego para a produção de um segundo filme, quase quatro anos depois. No entanto, ainda é alvo de frequentes críticas referentes às modificações feitas, assim como a série "Harry Potter", de J.K. Rowling (o que é até mais entendível, já que os sete livros da série possuem, em média, 465 páginas cada).
Obviamente, como a própria palavra diz, adaptação cinematográfica não é e nem pretende ser uma cópia fiel do que foi contado em palavras. Não há possibilidades narrativas e temporais de fazer com que tudo saia igual; muitas situações narradas nas páginas não funcionam bem em imagens, outras pedem modificações para serem melhor compreendidas visualmente.
No entanto, podemos notar, nos últimos anos, um grande esforço empreendido pelas produtoras hollywoodianas para se manter o mais fiel possível ao que os autores imaginaram. Para isso, eles contam com a presença de muitos dos escritores das sagas de sucesso no set das filmagens, na co-produção ou como co-roteiristas das adaptações. Esse esforço resulta em adaptações que fazem jus ao título de "adaptação"; filmes em que, quando é preciso cortar elementos presentes nos livros, recombinam outros elementos da própria história para dar sentido a trama. É o caso de "A Menina que Roubava Livros" e a saga "Jogos Vorazes", com foco no trabalho em parceiro do diretor Francis Lawrence com a autora Suzanne Collins no segundo filme da série, "Em Chamas", muito elogiado pelos fãs dos livros pela esforço da produção em se manter fiel ao conteúdo original.
Por gostar muito da saga de Veronica Roth, fico imensamente feliz em dizer que "Divergente" vai por esse mesmo caminho. De início, quando a escalação do elenco foi finalizada, a maioria dos fãs estranhou a ausência de personagens fortes, que serão importantes para o desenvolvimento da trama nos próximos volumes, nesse primeiro filme. No entanto, ao assistir ao longa, entendemos que, se já apresentados nesse primeiro momento, esses personagens ofuscariam a história inicial a ser contada; afinal, Veronica não criou uma trama de fácil entendimento e digestão, e fazer com que pessoas que não leram os livros consigam absorver todas as informações em 140 minutos é tarefa hercúlea (que o roteiro de Evan Daugherty e Vanessa Taylor conseguiu concluir com êxito, diga-se de passagem - minha mãe, que não leu os livros, não teve nenhuma dúvida ao término do filme!). Além disso, saí da sala de exibição contente em perceber que apenas os elementos incríveis criados por Roth foram mantidos, tendo sido deixados de lados todos os mimimis que se repetem pelo livro e que tornam a leitura da saga, em algumas momentos, pelo menos ao meu ver, um pouco cansativa (como alguns trechos do romance entre Tris e Tobias).
Se a nota para a adaptação da história de Tris nas telonas em relação ao que foi cortado da trama original é 10, a nota para o conteúdo que foi inserido é 11! O clímax do filme é - pasme! - melhor trabalhado na versão cinematográfica, se tornando um clímax, de fato, já que a sensação que temos, ao ler os livros, é que volume um e dois poderiam se juntar numa coisa só pela continuidade. O papel prolongado de Jeanine Matthews na trama, reforçado pela presença sempre maravilhosa Kate Winslet, traz mais empolgação à conclusão da história.
Em termos de atuação, nenhum dos membros do elenco decepciona. Shailene Woodley e Theo James, apesar de serem bem mais velhos do que seus personagens, têm química e convencem como o casal jovem que devem ser. A grande quantidade de personagens presentes na trama, no entanto, mesmo com o já citado aparecimento adiado de alguns deles, torna difícil um aprofundamento maior em suas características pessoais nesse primeiro momento. Também é mostrado muito pouco das características das outras facções, mas, calma! Haverá muito tempo para ambas as coisas nos próximos três filmes (já que foi anunciado que "Convergente", o último volume, será dividido em dois longas, como é de costume atualmente - o que não condeno e nem concordo que seja "só para dar mais dinheiro". Finais são complexos, gente!).
A direção de Neil Burger é competente, em grande parte devido ao bom roteiro, e os outros aspectos técnicos do filme não decepcionam: a trilha sonora instrumental, produzida por Hans Zimmer, intercalada com canções de Ellie Goulding, estabelece bem o clima da Chicago futurista; fotografia, design de produção e figurinos estão acertadíssimos, assim como os efeitos especiais e as ótimas coreografias de luta.
"Divergente" prova que, quando a produção se mantém perto do autor do livro - Veronica Roth inclusive atua como figurante no filme, na cena em que os membros da Audácia descem de tirolesa entre os prédios - todos saem mais felizes, tanto os fãs do livro, pela fidelidade ao material original, quanto aqueles que nunca tiveram contato com as obras literárias, que não saem do filme cheios de dúvidas na cabeça.
Foi excelente, pude aprender mais sobre a liberdade e a diversidade, que podemos ser o que somos e lutarmos por nossos ideais!
Divergente, palavra que significa algo que não combina, que é diferente.
Basta saber esta informação e logo após assistir o filme para vermos que é exatamente assim que Beatrice é considerada pelo governo das facções. O longa, além de incrível, tem tudo o que um bom filme precisa ter para encantar quem o está assistindo, tem tudo para cativar todos os públicos e se tornar um sucesso, algo que as pessoas queiram ver mais de uma vez.
Gênero para todos os gostos: Tem ação, para aqueles que gostam de aventura. Tem romance, para os apaixonados de plantão. E tem suspense, para que mal possamos imaginar como o final do filme seria.
O filme não deixa nada a desejar e causa, a cada segundo e minuto de apresentação, um frio na barriga e uma emoção no peito. Resumindo, nos leva a loucura. Filme excelente, sem margens de erro, e que somente quem é apaixonado por um bom filme, entenderia e se apaixonaria por este.
Enfim, somente aqueles que são capazes de sentir a emoção de fazer parte de algo maior, vão gostar deste filme, pois é isto que ele representa, algo maior e que somente entende quem está disposto a se apaixonar e deixar tudo de lado para começar a viver.
Basta saber esta informação e logo após assistir o filme para vermos que é exatamente assim que Beatrice é considerada pelo governo das facções. O longa, além de incrível, tem tudo o que um bom filme precisa ter para encantar quem o está assistindo, tem tudo para cativar todos os públicos e se tornar um sucesso, algo que as pessoas queiram ver mais de uma vez.
Gênero para todos os gostos: Tem ação, para aqueles que gostam de aventura. Tem romance, para os apaixonados de plantão. E tem suspense, para que mal possamos imaginar como o final do filme seria.
O filme não deixa nada a desejar e causa, a cada segundo e minuto de apresentação, um frio na barriga e uma emoção no peito. Resumindo, nos leva a loucura. Filme excelente, sem margens de erro, e que somente quem é apaixonado por um bom filme, entenderia e se apaixonaria por este.
Enfim, somente aqueles que são capazes de sentir a emoção de fazer parte de algo maior, vão gostar deste filme, pois é isto que ele representa, algo maior e que somente entende quem está disposto a se apaixonar e deixar tudo de lado para começar a viver.
boa diversao. Mais uma critica à estratificaçao e ao Status Quo. E como disse uma ganhadora de Oscar esse ano, bom ter filmes onde a personagem principal seja mulher.
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