Círculo de Fogo
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Roberto O.
Roberto O.

26 seguidores 59 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de agosto de 2013
Apenas outro filme de monstros e robôs, mas feito por quem entende do assunto

Quando Godzilla surgiu nos cinemas do Japão, em 1954, o país sentia a necessidade de espantar os traumas provocados pelos dramas sofridos durante a 2ª Guerra Mundial. O monstro gigante, portanto, criado pelo mago dos efeitos especiais Eiji Tsuburaya, era a metáfora perfeita do terror causado pelas explosões das bombas atômicas de Hiroshima e Nagazaki. A identificação imediata do público nipônico pelo entretenimento escapista fez surgir um subgênero que se disseminou além do cinema, e se espalhou pelos incontáveis animes e seriados japoneses, introduzindo também a cultura de se criar robôs gigantes para combater as tais ameaças. Essas influências da Terra do Sol Nascente atravessaram o Pacífico e chegaram à Hollywood. Em 1998 foi produzida uma versão ocidental do famoso monstro japonês, mas sem o êxito esperado. Em 2008, o criador da série Lost, J. J. Abrams, produziu o longa Cloverfield – Monstro, em que o tema da destruição de uma metrópole provocada por um monstro gigante foi abordado de forma quase documental, despertando um interesse maior por parte do público. Então vieram os Transformers de Michal Bay, que trouxeram uma nova ótica ao tema, adaptada à era digital. O que faltava ao gênero? A visão de um cineasta ‘autoral’.
- “Tenho interesse por monstros!”, sempre declara o diretor mexicano Guillermo del Toro em suas entrevistas. Sua filmografia não nega. Em Blade II, ele nos deu uma visão ainda mais sombria do Caçador de Vampiros, em seguida ele nos surpreendeu com O Labirinto do Fauno, e ainda nos fez conhecer o improvável herói Hellboy em dois filmes até agora, pois cogita-se o terceiro. Apesar da ideia não ter sido dele, é difícil imaginar cineasta mais adequado para levar às telas este projeto idealizado pelo roteirista Travis Beacham. Del Toro, entusiasmado com o conceito que estava sendo entregue em suas mãos, colaborou para a versão final do roteiro, e o resultado está ao nosso alcance, em Círculo de Fogo, que acaba de chegar aos cinemas.
O longa nos apresenta um planeta Terra em um futuro próximo vivendo em constante angústia diante de um drama com o qual não conseguem lidar (ecos das guerras da vida real?). No Pacífico Sul, em algum ponto da área conhecida como Círculo de Fogo, que tem esse nome devido à uma grande incidência de terremotos e vulcões, uma fenda dimensional foi aberta, por onde atravessa, de tempos em tempos, um monstro gigante que avança, provocando devastações em grande escala em diversas metrópoles à beira-mar por onde passa. Com muito esforço militarista, a ameaça era vencida, mas meses depois outra criatura surgia, e o terror continuava. “- Aquilo não ia parar.”, a narração em off nos alerta ainda no início da projeção. Diante do drama constante, as nações do mundo se unem num esforço inédito e criam, em igual escala de tamanho, robôs gigantes, os “Jaegers” (“caçador” em alemão), para combater os “Kaiju” (“monstro” em japonês).
Seria mais uma história absurda e banal não fosse a personalidade do diretor, que impõe o seu estilo, e consegue adicionar peso dramático à trama, peso esse que faltou em algumas produções acimas citadas. Somos então apresentados à enorme plataforma que abriga os Jaegers, onde o Marechal Stacker Pentecost (Idris Elba), comanda toda a operação, o piloto Raleigh Becket (Charlie Hunnam), e Mako Mori (Rinko Kikuchi, com seus expressivos olhos nipônicos e que foi vista no filme “Babel”, do também mexicano Alejandro González Iñárritu), que poderá vir a ser a parceira de Raleigh no comando de um dos Jaeggers, se conseguir superar um trauma de infância, que envolve um Kaiju. Os Jaegers são sempre operados por dois pilotos, e o processo de condução envolve uma conexão neural entre eles, através da qual ambos podem compartilhar pensamentos, emoções e lembranças um do outro. E as lembranças de Mako nos presenteiam com uma das melhores cenas do filme. Ao vermos o referido flash-back, é difícil não vir à tona à nossa mente aquela foto histórica da menina vietnamita correndo nua pelas ruas querendo desesperadamente fugir das consequências da guerra que estavam por toda parte. Um detalhe chama a atenção, a cor dos sapatinhos da menina, vermelho, em contraste com todo o cinza da destruição ao redor. Recurso semelhante foi utilizado por Steven Spielberg no oscarizado A Lista de Schindler, filmado todo em preto-e-branco, exceto por uma menininha usando um casaco vermelho, representando a inocência, andando desoladamente por entre os campos de concentração nazista.
Mas falando assim, parece até que estamos analisando outro drama de guerra, e não podemos nos esquecer que Círculo de Fogo, antes de mais nada, é entretenimento. Este, portanto, é um bom momento para falar dos alívios cômicos da produção. Charlie Day e Burn Gorman são dois cientistas exageradamente caricatos, (um deles é a cara de J. J. Abrams, coincidência?). Contudo, apesar de eles terem certa relevância na história, é constrangedor ver as tentativas nem sempre bem-sucedidas de se fazer humor diante do clima ácido que o próprio filme insiste em impor, mesmo em se tratando de um ‘blockbuster’. Mas o Hellboy em pessoa, Ron Perlman, em sua quarta colaboração com o diretor, na pele de um mercador de órgãos de Kaijus, surge para descontrair em tom um pouco mais sóbrio e talvez mais apropriado ao filme.
A estética visual de del Toro sempre foi muito apurada. É fácil perceber sua predileção por tons amarelados e esverdeados que permeiam toda a sua obra, e aqui não é diferente. Seja nos cenários subterrâneos, nas redomas de vidro que preservam órgãos dos monstros, nos riscos detalhadamente desenhados em suas carcaças ou na gosma brilhante que sai de seus interiores, seja no metal desgastado dos robôs causado por suas inúmeras batalhas, ou ainda o clima predominantemente escuro, chuvoso e sombrio que envolve toda a projeção, além do fato de grande parte dos combates acontecerem no mar envolto por ondas violentas, não há dúvidas de que estamos assistindo a um filme de Guillermo Del Toro. E nas duas únicas vezes que vemos o dia ensolarado, o contraste provocado por essa mudança de cores evidencia claramente o novo rumo que a trama passou a ter a partir daquele exato momento, comprovando o uso inteligente da fotografia.
Finalmente, as batalhas são compatíveis com o que se esperaria de criaturas e máquinas tão grandiosas, com movimentos lentos, de forma que sentimos o peso físico dos combates, e eles são de encher os olhos. Clichês? Sim, eles também estão no filme, principalmente a partir do terceiro ato. O discurso militarista, a contagem regressiva de uma bomba prestes a ser detonada, o suposto sacrifício de um determinado personagem, a frase: “- Não morra!” dita em um momento em que sabemos que isso NÃO vai acontecer. No entanto, esses elementos são pequenos demais para comprometer a sensação de satisfação que temos quando saímos da sala de projeção após ter presenciado esta epopeia visual e sonora.
Círculo de Fogo é um filme escapista, como foi o Godzilla de 1954. Quase sessenta anos e um oceano de avanços tecnológicos separam um do outro, mas a essência do subgênero ‘filme de monstros’, permanece irretocável. Mesmo nós, ocidentais, continuamos com a necessidade de espantar nossos medos. A diferença é que desta vez tivemos do nosso lado um arquiteto que sabe como ninguém lidar com essas situações. Afinal, em se tratando de monstros, Guillermo del Toro entende.

ROBERTO OLIVEIRA
Yasmin A.
Yasmin A.

8 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 10 de agosto de 2013
É interessante o que um trailler pode fazer sobre um filme. É a partir dele que nos interessamos ou não para assistí-lo, foi assim com Círculo de fogo, fiquei curiosa com a temática do filme, principalmente pelos efeitos especiais mostrados.
Mas o que é interessante perceber é que filmes nos surpreendem, seja positiva ou negativamente. Confesso que esperava um filme cheio de efeitos e cenas com alto poder de tecnologia, sim, o filme tem isso, mas o que mexe com nossas emoções no filme é o seu conteúdo, que não só nos fala de alienígenas destruindo o mundo. Mostra o poder do ser humano em se superar, da união de dois seres em prol do bem maior - a humanidade.
Bem mais que um filme sensacionalista sobre seres humanos/alienígenas, vi crianças (e eu também) saírem empolgadas com os movimentos dos "Jiegers", que, unindo força e coragem, lutam a vencer o mal,falam sobre relacionamento entre pai/filho, a recuperação de um trauma, e, sobretudo, vencer desafios que estão postos em nossas memórias.
Pedro V.
Pedro V.

2 seguidores 4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de agosto de 2013
Filme muito bom, com ótimos efeitos. O melhor filme de efeitos que eu já vi. Não é a toa que o Deltoro é chamado de o mestre dos efeitos.
André Guilherme M.
André Guilherme M.

9 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 10 de agosto de 2013
Filme ótimo, muita ação e sem enrolação. Fora os efeitos que ficaram bons de mais.

Obs.: Gustavo S. Vai assistir os smurfs seu troxa, bosta é a educação que seus pais te deram.
Tiago T.
Tiago T.

7 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de agosto de 2013
o melhor filme desse ano pra quem adora ficção e muita ação ,eh lógico totalmente nostálgico para jaspion se vc assistia vai adorar este filme se não vai ser mais um filme porém com lutas e efeitos extraordinários com um suspense que nunca se sabe quem vai ficar em pé no final do combate e a verdade por trás dos kaiju que não são apenas monstros atrás de comida e sim seres com conciência coletiva que querem colonizar planetas dá uma emoção muito grande ao decorrer da historia em não saber se vai dar certo ou tempo de parar o portal antes deles invadirem a terra ,enfim começa muito bem mas vai ficando melhor e muito mais emocionante a cada parte
Guilherme M.
Guilherme M.

26 seguidores 11 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de agosto de 2013
Para quem cresceu na década de 80, Círculo de Fogo atende de maneira expantosa toda a carência enraizada por uma geração que conviveu com os clássicos seriados japoneses. Jiraya, Changeman e até mesmo os longevos Power Rangers. Robôs e monstros gigantes dão o tom preciso em uma aventura simples, mas ao mesmo tempo desmedida, buscando sem pretensão (no alvo) satisfazer os adultos de hoje, transformando-os em crianças durante 131 minutos de filme.

Tais necessidades são atendidas desde o início da produção – a trilha sonora dos embates épicos, as texturas e detalhes dos imensos monstros (Godzilla ficaria com inveja) e é claro, todos os estigmas sacramentados nos Jaegers, apresentando o melhor estilo heróico e salvador da humanidade de ser. Os pilotos que os comandam são como os próprios espectadores das salas de cinemas e não era difícil encontrar quem não reproduzisse os movimentos das máquinas ou mesmo vibrasse na poltrona nas cenas colossais. Esta pura satisfação infantil é o grande mérito de Guillermo Del Toro, comprovando toda a admiração e leva fiel de fãs que conquistou o mundo com O Labirinto do Fauno até alcançar o icônico Hellboy.

O cineasta mexicano que conseguiu vencer em uma Hollywood tão restrita e refém dos conceitos estabelecidos, já declarou mais de uma vez ser apaixonado por monstros e personagens de grandes escalas, principalmente do circuito B e mesmo que o longa pareça algo surreal se levado em conta os caminhos atuais do cinema mundial – adaptações de quadrinhos ou melodramas filosóficos de mensagens morais, simplesmente ganhou sinal verde na Warner Bros. Com um grande orçamento e uma bilheteria não tão expressiva ao redor do mundo, ainda assim o filme conseguiu estabelecer uma mistura caricata, saudosista e de puro entretenimento para quem assiste.

Talvez estes fatores não sejam determinantes para sucesso ou qualidade aos olhos dos grandes especialistas, mas é sem dúvida um agrado muito bem-vindo na contramão dos grandes blockbusters recentes. Estes, pautados através de tramas superdetalhistas e explicações de mais de 5 minutos sobre os planos do grande vilão que deixam o público suspenso no puro conforto de estar apenas “assistindo”, e não interagindo com a obra.

Existe mercado para o entretenimento rápido e simplista. O poder da síntese é algo que cabe tanto para nerds e não nerds, mas a terra do Tio Sam parece entender que para ousar, faz-se necessário agradar um de cada vez, e o pior, de tempos em tempos.
Gustavo S.
Gustavo S.

8 seguidores 2 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 12 de agosto de 2013
Achei o filme horrível,atores péssimos e uma história que dá sono.A maior bosta que eu já assisti na minha vida.
Marcos A.
Marcos A.

95 seguidores 123 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de agosto de 2013
Diversão garantida para quem gosta de brigas de robôs e monstros gigantes, sacrifícios, japonesa linda, planeta todo detonado, nerds doidos de pedra ajudando a salvar o mundo e muita, muita ação. Filmaço.
ElPoke
ElPoke

16 seguidores 10 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de agosto de 2013
Há mais de 10 anos, quando passei pela porta do cinema e vi o cartaz de Matrix, a única coisa que eu sabia era que o filme era relacionado às mortes em Columbine. Nada me chamava a atenção naquele tipo de filme. Isso até assistir o bendito filme e ele passar direto para um dos filmes mais queridos da minha coleção. O filme conseguiu reescrever a história da ficção científica e dos efeitos especiais, carregando atrás de si uma enxurrada de títulos que exploravam a mesma temática, mas sem muito sucesso.
Pos bem, hoje eu confesso que tive a mesma sensação ao assistir Círculo de Fogo. Me senti como uma criança que assiste seu primeiro filme de aventura, mordendo os lábios nas partes mais tensas, rindo com os alívios cômicos e quase chorando no final.
Quando uma fenda no pacífico começa a servir de portal para vários seres interdimensionais chamados de Kaijus terem livre acesso à Terra, os governos criam os Jaegers, robôs que funcionam com dois pilotos que têm suas memórias sincronizadas uma à outra para ajudar na navegação dos gigantes. Só que, devido a uma falha, o projeto Jaeger é tido como obsoleto e com data para terminação. Aí que entra Striker, que tentará a todo custo dar uma solução final ao problema Kaiju usando os últimos Jaegers existentes.
O que Guillermo Del Toro fez foi entregar um filme com um visual tão ricamente elaborado, tão magnífico, grandioso, que por vezes eu pensei estar sonhando. Ver Gypsy Danger correndo pela cidade, ou Cherno Alpha batendo os punhos antes de esmurrar um Kaiju no mar me deixou em estado de graça.
O filme também garante a diversão não somente pelo visual e pelos efeitos, mas também pelo roteiro. Não há nada muito gritante que não seja explicado (e muito bem) na história. O que ajuda muito na explicação era a “Neurossincronização”, que, quando ocorre, muitos flashes de memória são expostos, servindo de “deixa” para explicar as coisas sem as tradicionais cenas de “senta que lá vem história”.
Também tem todas as referências. Para quem é fanático por animes e filmes de ficção, temos um prato cheio. Temos Detonator Orgun, Zeorymer, Neo Genesis Evangelion. Na parte dos filmes, temos Transformers, Matrix, um pouco de Hellboy. Ou seja, mais um motivo para qualquer me ver na sala do cinema sem nem respirar com medo de perder qualquer detalhe desse filme.
Sem dúvida, Círculo de Fogo é um filme que MERECE VEEMENTEMENTE que seja visto no cinema. O sistema 3D ficou perfeito, muitas vezes eu pensava que seria atingido por um braço ou uma perna, um carro, um avião.
Perfeito. Eu vou assistir de novo. E de novo…
Gustavo B.
Gustavo B.

3 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de agosto de 2013
Menos do mesmo

Godzilla, seres extraterrestres, robôs, exército e armagedon. Seria possível incluir todos esses elementos em um filme sem recheá-lo de clichês e repetições? O diretor Del Toro prova que sim. Monstros, até então desconhecidos, surgem do Oceano Pacífico atacando a humanidade que, por sua vez, se une para a criação de robôs gigantescos para combater sua maior ameaça.

Pra quem espera por efeitos o filme não deixa nada a desejar, as cenas de luta são muito empolgantes até mesmo por conta do modo como o robô é controlado e também pelos seres denominados “Kaiju” que dão um show de imagens durante os combates.

Além de abordar a luta humana pela sua proteção, o filme retrata o lado psicológico das principais personagens que têm suas fortes emoções do passado reviradas, de uma maneira muito interessante, por meio dos Jaegers, que são os robôs gigantes.

Algo que fiquei muito incomodado foi a trilha usada para todas as lutas, elas deixam um clima de “combate vencido” que tira muito do suspense da cena enfim, falar mais que isso é usar spoilers e estragar possíveis surpresas.
Portanto, acredito que o filme traz uma história com uma base já conhecida, porém em um formato que surpreende o telespectador por diferir em muitos elementos das histórias parecidas já existentes.
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