“Todos nós fazemos escolhas na vida. O difícil é viver com elas”. O filme “As Palavras”, dirigido e co-escrito por Brian Klugman e Lee Sternthal, nos coloca diante de um protagonista que tem que lidar, justamente, com as consequências de sua escolha.
Rory Jansen (Bradley Cooper) é um aspirante a escritor, que trabalha em uma editora. Seu sonho de ter um livro próprio publicado é alcançado quando um de seus manuscritos, chamado “The Tear Window”, é lançado. A obra se transforma num sucesso instantâneo, alçando o nome de Rory para a fama e para a glória como escritor.
Só que tem um detalhe importante: Rory não é o autor do livro. Ele encontrou o manuscrito em uma pasta adquirida numa loja de antiguidades. O seu sucesso, portanto, é consequência de uma grande mentira. Assim, “As Palavras” nos mostra como Rory lida com o seu segredo obscuro, principalmente a partir do momento em que ele é confrontado com a verdade por trás do que ele fez.
“As Palavras” é um filme que tem um recurso narrativo muito interessante, baseado na metalinguagem. A história de Rory Jansen, na realidade, é a trama de um livro escrito por Clay Hammond (Dennis Quaid). As linhas ficcionais e narrativas vão se entrecruzando, até o ponto em que não temos a plena certeza se o que assistimos realmente aconteceu. Uma pena que um recurso estilístico dessa natureza seja desperdiçado com a subtrama que coloca Clay em um flerte desnecessário com uma fã jovem (Olivia Wilde) - a qual não acrescenta em nada à história principal do filme.
É um bom filme, te faz repensar sobre escolhas no que dizer, o que fazer e em ponderar no modo de agir, porque as vezes você perder tudo, incluindo o amor de sua vida.
A história é muito interessante e muito boa, todavia, o filme é lento demais!! Levei mais de um dia para assisti-lo e ainda dei várias cochiladas. Sem dúvida um dos filmes mais lentos que vi, mas não deixa de ser um bom filme.
Um belo e denso enredo, com condução impecável do diretor e boa atuação do elenco, com destaques para Bradley Cooper e Jeremy Irons (magistral como sempre). E eu, particularmente, gosto muito de histórias superpostas. Cinco estrelas, sem hesitação!
A moral se trata de como devemos agir em diferentes contextos ao percorrer de nossas vidas baseado em nossa educação, cultura, costumes e deveres. Além disso, é como vamos tomar nossas decisões e ações. O papel da ética é os valores que extraímos da nossa vida de como nos comportamos de forma social, ou seja, é nosso modo de viver. Referente ao contexto de Rory, ele passa exatamente por esse dilema de ÉTICA X MORAL. Rory, diante do fracasso em conseguir publicar seus livros, onde as editoras não aceitavam os seus materiais por vários motivos, então no momento que surgiu uma nova oportunidade de ser um escritor reconhecido, ele não questionou a questão ética de estar entregando ao mundo um trabalho não produzido por ele. Pensou exatamente em sua moral, de como deveria proceder diante de uma oportunidade, de suas emoções, e de como naquele momento e no contexto da sua vida se tornou um dever publicar o livro em seu nome, e nesse momento os valores pessoais dele tomaram partida em sua vida para buscar seu reconhecimento. Nossas escolhas passam a ser questionadas pela ética antes de cada indivíduo agir, ou seja, QUERO? DEVO? POSSO? Podemos usar essas 3 questões para refletir o filme. Rory, queria muito publicar seus livros e ser reconhecido, porém, utilizou uma forma antiética para chegar ao seu objetivo, ele queria, mas não deveria e não poderia. Portanto, podemos refletir a seguinte questão “A ocasião faz o ladrão?”, se Rory não tivesse fracassado anteriormente em seus livros ele teria agido de tal forma? Ele haveria cometido um comportamento antiético? Qual seria a atitude de Rory frente a situação? Rory iria proceder do mesmo jeito que agiu? Rory sempre teve uma personalidade antiética ou apenas não tinha consciência do seu comportamento? Rory vai cometer novamente uma atitude antiética? A frase de Kant “Tudo o que não puder contar como fez, não faça”. Rory conquistou o seu sonho, mesmo de forma antiética, porém, havia valores pessoais e morais que foram essenciais para ele passar a se questionar sobre o seu comportamento e tentar solucionar da forma mais correta que encontrou. Outro momento que entrou em questão os valores pessoais de Rory, foi quando ele fala “Não sou quem eu pensei que era, e estou com muito medo de nunca ser”, ou seja, para Rory, a sua carreira teve início em cima do trabalho de outra pessoa, o peso na consciência interferiu nos seus relacionamentos pessoais, suas questões de ser um escritor de sucesso era questionável, enquanto de dia Rory vivia a vida de escritor que sempre idealizou, suas noites eram momento de sofrer com o seu comportamento antiético.
Eu sinceramente não consigo entender como tem pessoas que não gostaram desse filme, a historia do filme é bem simples mas muito bem contada, o filme tem uma grande lição de moral de que temos que conviver com os atos que cometemos, independente do motivo do seu ato.
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