O plano de resgatar americanos levados à força para Israel é conduzido com extrema habilidade por Ben Afleck. Dessa vez, ele prova, definitivamente, seu talento como diretor. A premissa do filme parece complicada; muitos pesonagens, politicagem americana, sub-tramas e, ainda, tem que mexer com os “inimigos” dos americanos. Felizmente, Ben Afleck mexe nisso tudo de forma exemplar. O filme explora as personagem sem deixa-lás rasas, mas não chega à desviar o foco do filme. Ele mexe na política americana tentando mostrar os fatos sem enaltecer ou desmerecer, apontando os defeitos e qualidades daquele sistema e mostrando que o personagem central, Tony Mendez (Ben Afleck), é o herói da história. Ele pode até se encaixar no padrão do “herói americano”, mas ele mesmo não enaltece seu país e sabe de seus defeitos, mas busca a ajuda no sistema, do qual faz parte, e, assim, consegue os aliados necessários. E, em relação aos mulçumanos, eles aparecem de forma mais sóbria possível. O roteiro adaptado, também, é digno de elogios. Custurando tudo de forma competente, o roteiro explora o drama das personagens sem exagerar, costrói os momentos investigativos sem caricaturas e sabe quando dar os alívios cômicos. As referências à indústria Holywood também pontuam diálogos inspirados. Para dar o acabamento impecável, o diretor dá força ao elenco, fortalecendo a união dos atores, sem evidenciar um ou outro. Afinal, a grande atenção está focada na história, que ganha tom de trilher, graças à direção que sustenta o clima de tensão em diversos momentos empolgantes.