Muito criativo eu diria, mas isso já era de se esperar por se tratar de um filme dos estúdios Pixar - Disney. Mas o enredo em si é muito fraco, mas vale a pena assistir e ver ilustre presença de personagens do mundo dos games que a gente conhece, ouvir algumas piadinhas que só quem joga irá entender. Detona Ralph é criativo mas de enredo muito superficial.
Detona Ralph se esforça bastante para realizar uma missão complicada: agradar diferentes faixas etárias. Para minha surpresa, ele consegue ser muito bem sucedido. É claro que um filme que ambicione agradar crianças, adolescentes e adultos que vivenciaram o mundo dos games, provavelmente não será considerado uma obra de arte por qualquer destes grupos. No entanto como o objetivo do filme não é este, mas sim oferecer entretenimento de qualidade e arrecadar milhares de dólares, não resta dúvida de que o tiro foi certeiro. Com animação gráfica de altíssima qualidade, personagens carismáticos e senso de humor aguçado, Detona Ralph aborda em seu enredo, talvez, a maior ferida da humanidade: a infelicidade das pessoas com a vida que levam. Vale o ingresso.
Um filme bacana, mas seria mais legal se tivessem explorado ainda mais as personagens de jogos de videogame famosos, poderiam ter demonstrados muitos personagens famosos, trazendo uma nostalgia maior ainda para quem gosta de games. Achei muito pífia a participação dos personagens famosos de jogos, o Sonic, por exemplo aparece na divulgação de cartazes do Detona Ralph, mas nem aparece no filme, a não ser em um holograma. Mas vale a pena conferir o filme.
Nem é preciso ser um fanático por games pra encontrar referências em “Detona Ralph”. Estão lá “Bowser” de Super Mario, “Sub-Zero” de Mortal Kombat, “Zangief” de Street Fighter, “Dr Eggman” de Sonic e é claro, o fantasminha de Pac Man. Inesquecível por sinal! A animação tem detalhes interessantes e as diferenças são bem apontadas nos games, como os gráficos desatualizados em “Conserta Felix”, o ritmo alucinante e explosivo de “Hero’s Duty” e o excesso de cor em "Sugar Rush" com seus personagens fofinhos e amassadinhos, características orientais. A palavra de ordem da animação é saudosismo, especialmente para nós adultos que vivemos a evolução dos games. Há uma identificação conforme vão aparecendo os personagens, logo há um envolvimento, um sentimento de pertencimento que é bem forte. Muito embora siga a linha de "Toy Story" dando vida aos “brinquedos”, a “Disney” precisa comer muito arroz com feijão pra chegar lá. Mas já é um grande passo, considerando que aqui ela consegue sair de seus padrões e inovar.
O filme tem uma história que com certeza cativará as crianças. Há algumas cenas "bobas" colocadas de propósito para fazer as crianças e suas mães legais rirem. Acho as pessoas um pouco mais velhas que foram assistir Detona Ralph esperavam doses brutais de nostalgia, o que não aconteceu. Há algumas referências interessantes e alguns personagens clássicos, mas com aparições um tanto que irrelevantes. Sonic em uma campanha publicitária?
Assistam, mas sem expectativa. Esperem um filme comum para crianças. E lembrem-se: NÃO É PIXAR. Se fosse Pixar, o resultado poderia ter sido diferente, e sinceramente, seria diferente.
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