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Rafael A.
1 crítica
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4,0
Enviada em 1 de março de 2014
Imagine todas aquelas situações que ocorrem no seio da sua família: conversas, críticas, segredos confidenciados durante anos, que vêm à tona quando menos se espera. Agora, imagine esses elementos construídos em um diálogo brilhante, escancarado e áspero, superdimensionados pela imaginação de Tracy Letts e dirigidos com maestria por John Wells. O filme tem um jeito de peça teatral, nada inimaginável, já que é uma adaptação de peça teatral de Tracy, amplamente premiada. Com personagens tipos,porém altamente complexos, o elenco está impecável, notadamente Meryl Streep e Julia Roberts. O cerne do filme é a ocorrência de um evento familiar, um tanto misterioso, que reúne três irmãs que seguiram caminhos diferentes, além daquele tios, primos e afins, que aparecem de tempos em tempos, em momentos trágicos, mas sempre têm algo a acrescentar. O drama, apesar dos momentos de tensão, tem enredo leve, cômico e merece aplausos por transportar o expectador para um microssistema comum, altamente familiar, nada obstante o excesso característico dado aos personagens(do "caipirismo" do oeste norte-americano à subserviência indígena não tão mais usual naquele tempo), mas é possível se enxergar, ou ver a história daquele vizinho, do parente distante, durante as peripécias da obra. A sensação é de folhear um álbum de família e ouvir as histórias desta ou daquela foto, deste ou daquele parente. É o tipo de filme que você não quer que acabe para continuar ouvindo as histórias da família, que, pela grandeza das atuações, direção e roteiro, acaba, por alguns minutos, sendo a sua também. Digno de honrarias, não é estranho que tenha recebido tantas indicações ao Oscar 2014.
Excelentes atores. Uma historia comovente, cheia de surpresas e deixa a sensação de que todos temos um Album de Familia bem especial, com altos e baixos.
Multiplicidade de temas, mistura drama com alguns momentos de comédia. Os 130 minutos não são nem um pouco cansativos. Um elenco de primeira; Meryl Streep está insuperável, seguida de Julia Roberts. A atuação dos outros também não ficam atrás. O filme é muito bom.spoiler:
É um filme muito forte com atuações fortes. Saí do cinema refletindo e "digerindo" sobre o filme. É um retrato de basicamente todas as filhas onde em um certo ponto da vida tem que se confrontar com morte, doença dos pais, relacionamentos, etc.
Este é mais um daqueles filmes sobre dramas familiares que provocam uma reflexão profunda sobre a vida. É o reflexo de um fenômeno que ocorre em várias famílias pelo mundo, que é a destruição dos laços familiares pelo rancor, mágoa, segredos obscuros... Trilha sonora impecável, em especial a música de encerramento. Quanto ao elenco, Julia Roberts está excelente, mostrando que merece a indicação ao Oscar. Meryl Streep também está bem, mas não creio que merecesse a indicação. De qualquer forma, é um excelente filme com um grande elenco.
À primeira vista pode não parecer, mas o nome “Álbum de Família” é perfeito para descrever o filme dirigido por John Wells. Um álbum de família nada mais é do que um objeto que reúne capturas de diversos momentos da vida familiar de alguém. Momentos estes que representam como foi a criação que aquela determinada pessoa teve e as origens que ela conheceu.
É justamente isso que veremos refletido em tela durante os 121 minutos de “Álbum de Família”. Mais precisamente a partir do momento em que a matriarca Violet (Meryl Streep) reúne suas três filhas Barbara (Julia Roberts), Ivy (Julianne Nicholson, excelente) e Karen (Juliette Lewis); devidamente acompanhadas de seus genros (Ewan McGregor e Dermot Mulroney) e da neta (Abigail Breslin) na casa da família localizada no estado de Oklahoma, após a morte do patriarca Beverly (Sam Shepard).
A chave para compreender o que acontece durante a reunião familiar, em que Violet começa a destilar uma série de “verdades” sobre cada uma de suas filhas, jogando uma gama de ressentimentos em cima da mesa, machucando tudo e todos e expondo as muitas rachaduras que envolvem aquele seio familiar está na própria personagem interpretada por Meryl Streep. Como alguém que não recebeu amor e que só foi maltratada poderá encontrar um espaço em seu coração para devolver um pouco de amor aos outros? Essa é a realidade cruel de Violet e a qual ela impôs às suas próprias filhas, que continuam o legado da mãe em seus próprios relacionamentos amorosos/familiares.
Dirigido por John Wells (conhecido pelos créditos em séries de TV como “E.R.”), tendo como base a aclamada peça teatral escrita por Tracy Letts, “Álbum de Família” encontra a força de seu material dramático nas situações criadas pelo roteiro. Em alguns momentos, diga-se a verdade, o filme soa como um grande dramalhão mexicano, pois o sofrimento imposto a essa família parece não ter limites ou fim. E é justamente esse cenário “exagerado” que permite também que notemos o grande destaque dessa obra: o seu elenco, simplesmente fenomenal – com ênfase nos trabalhos sensacionais de Meryl Streep e Julia Roberts – não foi à toa que ambas foram, merecidamente, indicadas ao Globo de Ouro, ao Screen Actors Guild Awards e ao Oscar 2014.
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