Elysium
Média
4,0
3447 notas

204 Críticas do usuário

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Vanessa Pipi P.
Vanessa Pipi P.

4 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de setembro de 2013
para quem gosta de distopias é um prato cheio hihih .......... .. A.
Ivan Manoel T.
Ivan Manoel T.

9 seguidores 4 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de setembro de 2013
Filme perfeito, brilhante interpretação de Wagner e Alice, o enredo do filme é perfeito ação e emoção do início ao fim, o filme segue a linha do já consagrado Distrito 9, para quem achou que seria diferente talvez tenha se decepcionado agora para eu que queria ver uma continuação de Distrito 9 foi perfeito o contexto político e as criticas que o filme faz a sociedade já valem cada centavo do ingresso, vá prestigie esse grande filme no cinema e te garanto que não irá se arrepender...
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 4 de outubro de 2013
Fui ver o filme sem maiores expectativas, mas surpreendeu. Vale a distração!
Alexandre S.
Alexandre S.

153 seguidores 116 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de setembro de 2013
Bom, acho "Distrito 9" um grande filme e fiquei com essa expectativa pra "Elysium". Ela se confirmou em partes. A ambientação, efeitos e atuações (por mais que muito forçada por Kruger) conseguem segurar e convencer muito bem. A estória é muito bem estruturada mas no final do filme, assim como "Distrito 9", o caldo entorna. Faltou um pouco mais de cuidado. Wagner Moura e Alice Braga, estupendos no filme, pois não são participações, são atuações! Recomendo uma visita ao cinema.
Fabio D.
Fabio D.

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 21 de setembro de 2013
Elysiun ou a imbecilização do Paraíso

Por Fábio de O. Ribeiro 21/09/2013 às 08:56

"Mais um filme gringo que não vale nem meia-entrada."

Esta anti-utopia pós-futurista padece dos mesmos males que afligem quase todos os filmes norte-americanos recentes. O primeiro e mais evidente é a sugestão existente no roteiro de que somente a classe dominante tem direito ou capacidade para agir de maneira coesa e organizada. A classe subalterna (compota de operários, subempregados e desempregados) não pode fazer isto ou é incapaz de resistir à opressão social coletivamente, precisando sempre ser redimida por um líder nato. Via de regra, o redentor procura satisfazer seus interesses egoístas e acaba se sacrificando em prol da comunidade ou da humanidade.

No fundo, como outros filmes de vários gêneros, Elysiun cumpre uma função perversa. Ele desvia a atenção do publico de soluções políticas e possíveis para o problema real que requer a atuação do protagonista (no caso de Elysiun a desigualdade social e a falta de assistência médica de qualidade para todos) alimentando o sonho de redenção miraculosa produzida pela ação solitária e desesperada de um herói. No final do filme a jornada dele é coroada de exito por causa de uma atitude exemplar de auto-sacrifício.

O crescimento do fundamentalismo cristão nos EUA parece ter provocado um fenômeno estético interessante. A fim de garantir público e obter lucro naquele país, a indústria do cinema passou a introduzir elementos cristianizantes nos roteiros dos filmes. É por isto que quase todos os heróis dos filmes norte-americanos produzidos nos últimos tempos são versões modernas de Jesus Cristo (mas sem a eloqüência e benevolência do personagem cristão). O protagonista de Elysiun não foge à regra. Como todos os neo-Cristos cinematográficos ele sabe brigar, atirar e matar. Sabe também morrer por uma causa nobre exatamente como aqueles que carregaram o "fardo do homem branco" * durante o século XIX.

As boas cenas de ação, computação gráfica de primeira e os notórios exageros conceituais não conseguem disfarçar as diversas idéias copiadas de outros filmes. De "Eu, Robô" (2004), Elysiun aproveitou o conceito de robôs perversos que se tornam bons após a reprogramação do sistema. As "máquinas de diagnostico e tratamento" são semelhantes a que existe em Prometheus (2012). A sociedade dividida entre opulência exagerada e miséria aviltante é uma síntese dos fenômenos que ocorrem em "O preço do amanhã" (2011) e no episódio "The Cloud Minders" da série Star Trek (1969). Um herói que se torna mais forte em razão de próteses mecânicas é um clichê presente em centenas de filmes anteriores e posteriores a série "The Six Million Dollar Man" (1974/1978). O armazenamento de dados no cérebro humano através de uma interface computadorizada presente em Elysiun é uma cópia evidente do péssimo filme "Johnny Mnemonic" (1995).

Não há nenhuma grande interpretação no filme. Os atores brasileiros Wagner Moura e Alice Braga interpretam seus personagens secundários com desenvoltura e profissionalismo. Mas são apenas novos rostos latino-americanos destinados a serem triturados pela velha industria cinematográfica norte-americana. Hollywood se transformou numa linha de montagem de irrelevâncias estéticas que concentra riqueza e renda numa ponta da sociedade à custa da ilusão vendida às massas empobrecidas "ad urbe et orbe" (e que se tornarão cada vez mais simplórias se continuarem assistindo filmes gringos).

Elysiun oscila entre a banalidade sociológica (os pobres são coitados, malandros e inúteis; os ricos são egoístas e perversos) e uma crença política básica e quase utópica nos EUA neste momento (todos teriam que ter assistência médica de qualidade). Os policiais e agentes de condicional são robôs brutais e insensíveis, como se o "casuísmo jurídico" luso-hispânico fosse melhor do que a aplicação de uma regra geral abstrata a todos de maneira indistinta.

Os personagens não tem qualquer profundidade. O herói Max parece ter um sério problema cognitivo, pois ele demora a entender o conteúdo moral da história infantil lhe contada por uma menina doente que precisa ser salva. Esta mesma história infantil será a principal ferramenta de sua conversão ideológica. O personagem Spider (representado por Wagner Moura) é um hacker manquitola chefão de gangue armada. Num momento ele lucra transportando pessoas para uma morte quase certa, no outro ajuda a destruir o sistema perverso que permite a separação social entre ricos e pobres. Frey (representada por Alice Braga) é uma mãe dedicada capaz de expressões faciais ternas e convincentes, nada mais.

O principal vilão da trama não é nem o personagem de Jodie Foster (Secretária Delacourt) nem o psicopata Kruger, apesar de ambos pretenderem controlar as informações armazenadas na cabeça de Max para dar um golpe de estado e comandar o paraíso. O vilão de Elysiun é o sistema de computador que gerencia tudo e todos na estação orbital.

Alterados os parâmetros do sistema o mal é derrotado sem que os ricos sejam hostilizados ou fisicamente eliminados. Portanto, Elysiun explora a famosa ilusão de uma revolução sem vitimas, tão cara ao modo norte-americano de fazer filmes que não levam a lugar algum (porque mantém os espectadores aferrados ao individualismo e ao conformismo político e social). Se o problema dos norte-americanos é assistência médica, seria bem mais proveitoso Matt Damon estrelar um bom documentário sobre os sistemas de saúde públicos em alguns países capitalistas desenvolvidos (Alemanha, Inglaterra, etc...) esclarecendo as lutas sociais que levaram às suas criações.

Resumindo, paguei 16 reais para ver um filme de merda. Se soubesse disto teria esperado a circulação de uma copia pirata nas ruas ou na internet.
Flavia B.
Flavia B.

2 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de setembro de 2013
Gostei muito do filme, tem coisas óbvias, mas no geral, me surpreendeu positivamente. Ah, Wagner Moura e Alice Braga, não fazem participação, eles fazem o filme. Wagner Moura nota 10!
Marcos A.
Marcos A.

95 seguidores 123 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de setembro de 2013
Filme que retrata de forma bem clara as diferenças sociais e como isto implica em ter uma vida saudável e confortável (ricos, vivendo acima do planeta todo detonado) e simplesmente sobreviver (pobres e excluídos, no planeta que virou um favelão), e mesmo o filme tendo algumas quedas no ritmo, ele é muito bom, e tem uma atuação primorosa do Wagner Moura.
petitpate
petitpate

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 19 de setembro de 2013
Não achei um filme tão bom assim. Vi críticas falando super bem, mas achei um filme normal, nem tão bom, nem tão ruim. O que eu não gostei mesmo foi o fim, não tem nada de surpreendente. Se você espera que esse seja um bom filme de ficção científica, vai se arrepender!
Cinetrix
Cinetrix

20 seguidores 55 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de setembro de 2013
Mais uma vez, o diretor Neill Blomkamp nos surpreende com mais uma ficção científica de boa pegada política. O foco aqui é a desigualdade social e o sistema de saúde precário de uma Terra que virou reduto da miséria e da pobreza controlada pelos ricos que moram em uma gigantesca base espacial que se chama Elysium. O visual e o ritmo são parecidos com “Distrito 9”; o roteiro é eficiente em sua crítica e apresenta trama consistente; as cenas de ação são pontuais e repletas de ótimos efeitos visuais e interessantes câmeras lentas e a inventividade das engenhocas futurísticas ajudam a prender a atenção do espectador. “Elysium” é um excelente entretenimento com boas atuações (destaque para Wagner Moura) e que merece ser apreciado por seu conteúdo de qualidade.
Roberto O.
Roberto O.

26 seguidores 59 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 30 de setembro de 2013
Ficção científica com crítica social e tempero brasileiro

Em 2009, uma ficção científica de baixo orçamento, porém com um grande nome na produção, chamou a atenção. O longa de estreia do sul-africano Neill Blomkamp, produzido por Peter Jackson, mostrava uma nave alienígena que caía acidentalmente na capital da África do Sul, Joanesburgo, o que provocava, por parte do governo, a decisão de manter os extraterrestres sobreviventes em confinamento em uma área restrita e precária, denominada Distrito 9, desencadeando uma série de consequências nos âmbitos moral, social e político, discussão que se estende, claro, à realidade de nosso mundo. A ideia de “Distrito 9” foi desenvolvida por Blomkamp a partir de seu curta-metragem “Alive in Jorburg”, de 2005, que por sua vez remete à fatos de sua própria infância ocorridos na África do Sul em plena época do apartheid. Ou seja, seu discurso político-social é tema recorrente de sua obra, e sua voz tem ecoado forte. “Distrito 9” se mostrou uma surpresa, por ter formulado tão bem a metáfora da discriminação e do preconceito raciais, tendo sido indicado a quatro Oscars, inclusive melhor filme, uma proeza para um diretor iniciante. Quatro anos depois, e com um aumento no prestígio, ele nos entrega seu segundo longa, “Elysium”, no qual podemos observar uma nova abordagem da questão das desigualdades, desta vez mais focada nas classes sociais.
Elysyim é uma luxuosa estação orbital construída para abrigar as pessoas de maior poder aquisitivo da Terra, uma vez que o planeta não oferece mais condições saudáveis de vida, tendo se tornado um lugar extremamente sujo e empoeirado, no qual os menos favorecidos estão sujeito a todo e qualquer tipo de doença, cuja cura só seria possível com a alta tecnologia disponibilizada apenas no satélite, do qual os habitantes terrestres não têm acesso. Além da escassez de recursos, os pobres moradores do planeta vivem sob o regime ditatorial imposto pelos governantes que assistem a tudo de longe, em Elysium, de onde a diretora do satélite, Delacourt (Jodie Foster), conduz a situação com punho de ferro. Max (Matt Damon) é um operário que, após ser gravemente infectado por uma radiação que pode lhe tirar a vida em poucos dias, fará de tudo para chegar em Elysium, pois só lá há salvação para sua crítica situação. No decorrer da história ele conhece Spider (Wagner Moura), uma espécie de hacker que se dispõe não só a ajudá-lo, como também propõe um plano para que todos os habitantes excluídos da Terra também passem a ter acesso a Elysium e, com isso, possam se curar de suas doenças, o que inclui a leucemia da qual foi acometida a filha de Fray (Alice Braga). Max e Fray se conhecem desde a infância e, logo no início do filme, testemunhamos uma promessa que ele faz a ela, numa emblemática analogia dos anseios de toda classe excluída por uma vida melhor.
A habitual seriedade de Damon (vista com eficácia nos filmes da série “Bourne”) aqui ajuda a construir um personagem ciente da responsabilidade à qual se impôs, bem como da dificuldade em cumprir sua tarefa. A diretora de Elysium, por sua vez, é vivida por Jodie Foster com a frieza adequada ao papel. E preste atenção no mercenário vivido pelo também sul-africano Sharlto Copley (em sua 3ª parceria com o diretor, pois também esteve em “Distrito 9” e estrou no curta “Alive in Jorburg”), ele vai te surpreender.
“Elysium” traz um atrativo a mais aos brasileiros. Desde que Rodrigo Santoro fez uma pequena ponta em “As Panteras: Detonando”, em 2003, os olhares de Hollywood parecem ter se voltado com mais atenção para os talentos nacionais e a contribuição que eles podem dar para a indústria cinematográfica. O próprio Santoro teve um papel de destaque no filme “300” (2006) e será visto novamente na sequência que está vindo por aí. Alice Braga, sobrinha da veterana Sônia Braga, dividiu a cena com Denzel Washington no filme “Eu Sou a Lenda”, em 2007, e com Adrien Brody em “Predadores”, em 2010. Comprovando o êxito da safra brazuca na terra do Tio Sam, a já “experiente” Alice no “país das maravilhas cinematográficas” faz bonito em “Elysium”, juntamente com o “estreante” Wagner Moura, que ficou encantado com o nível de produção e com o dinheiro que se gasta para se fazer um filme nessas proporções. Suas atuações renderam elogios por parte da crítica norte-americana, feito que nos enche de orgulho, cinéfilos patriotas que somos.
Neill Blomkamp conseguiu, portanto, deixar mais uma vez o seu recado, nesta obra que também preza pela qualidade técnica, eficaz e a serviço da história. Assim como foi “Distrito 9”, “Elysium” se mostra mais uma rica fonte para discussões envolvendo classes sociais, e desta vez, com tempero brasileiro.
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