Elysium
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4,0
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Sidnei C.
Sidnei C.

127 seguidores 101 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 23 de setembro de 2013
Tão logo foi anunciado o início da produção de Elysium, o filme criou grande expectativa junto ao público brasileiro. Além de poder conferir a primeira atuação internacional de Wagner Moura, seria um filme de grande orçamento contando com a presença de 2 atores brasileiros - pois além de Moura, havia sido confirmada a atriz Alice Braga. Embora num papel coadjuvante, Moura acabou colhendo muitos elogios no exterior por sua caracterização como Spider, uma espécie de coiote do futuro - em comparação ao trabalho daqueles que auxiliam os mexicanos a entrar ilegalmente nos Estados Unidos.
O ano é 2154, mas as semelhanças com o mundo atual pipocam a todo instante. Elysium é uma espécie de Admirável Mundo Novo. Lá as pessoas não adoecem (ou quando adoecem, são salvas por máquinas de avançada tecnologia), não envelhecem e vivem numa espécie de paraíso artificial na órbita do planeta Terra. Mas como no livro de Aldous Huxley, fora de Elyisum, aqui na superfície da Terra, os menos afortunados sofrem todo tipo de privação - miséria, doenças, desemprego, opressão e vigilância governamental. Qualquer semelhança com a desigualdade social do mundo globalizado não é mera coincidência. Não é a ficção o que mais chama a atenção no início de Elysium, mas o retrato num futuro distante de uma realidade tão presente hoje na maioria dos países hoje chamados de emergentes. Matt Damon, ou melhor, Max Da Costa, mora e transita por uma gigantesca favela que não foi criada digitalmente pelo filme, ela existe de verdade nas redondezas da Cidade do México, e é igual a tantas outras no Brasil, Índia ou África do Sul - país de origem do diretor Blomkamp.
Blomkamp já havia criado em seu filme anterior, Distrito 9, uma admirável metáfora sobre a situação do appartheid racial presente durante tantos anos na África do Sul. Em vez de negros segregados, tínhamos alienígenas que chegaram pacificamente à Terra e se encontram confinados em favelas, aguardando que o governo decida o que fazer com eles. Em Elysium a metáfora se estende para além da realidade sul-africana que o diretor conhece tão bem, para mostrar uma cruel e hiperbólica realidade inspirada na desigualdade social que existe hoje no planeta, a nível interno ou externo de diversos países. Elysium é o sonho de consumo dos pobres e excluídos de um planeta Terra do futuro na mesma medida em que hoje os Estados Unidos o são para os imigrantes mexicanos, cubanos, chineses e tantos mais. Mas basta olhar para a realidade interna de países como o próprio México e o Brasil, para encontrarmos ilhas de prosperidade social e econômica em meio a uma dura realidade vivida pela maioria.
spoiler: Pois o próprio Blomkamp, diretor de Elysium, acaba de vivenciar a experiência deste abismo que ele retrata no filme. Seu Distrito 9, excelente ficção-científica criada a partir da realidade sul-africana, foi produzido com modestos R$ 30 Mi, mas se saiu muito bem, inclusive no quesito efeitos visuais. Inesperadamente, o filme estourou no mundo todo - mas, especialmente no mercado americano - rendendo 7 vezes mais o investimento inicial. Para este Elysium, o diretor pôde contar com um orçamento de produção em torno de folgados R$ 100 Mi - mas corriqueiros para qualquer produção do gênero made in USA. Talvez aí more o problema. Blomkamp pode ter sofrido da síndrome da pressão econômica, que não experimentou quando rodou com total liberdade e pouca grana seu Distrito 9. Com um início promissor e fora dos padrões dos filmes sci-fi modernos, mostrando miséria mas ao mesmo tempo a solidariedade que existem de verdade e não têm nada de ficção científica, na parte final o filme se perde um pouco e passa a ser terrivelmente comum, parecendo-se obrigado a oferecer o que os grande estúdios acreditam que o público quer ver nos filmes desse gênero: muita ação, tiroteios, explosões e lutas. Pior que isso, o desfecho de Elysium é demasiadamente previsível e até mesmo apressado, carregando excessivamente num tom melodramático e utopicamente inverossímil. Sinceramente, é pedir demais "engolir" o que se passa com o personagem Kruger (vivido pelo ator Sharlto Copley, de Distrito 9). Afinal, acreditar que no futuro haverá tecnologia possível de eliminar doenças presentes no DNA é uma coisa, mas que sejam capazes de reconstruir e "ressuscitar" mortos já fica no nível de bizarros filmes de zumbis. Além do mais, a "volta" de Kruger só se justifica para entabular um embate final com o herói Max, que enfatiza uma evidente falta de solução para dar continuidade à história. Não há o mesmo frescor de um quase-documentário, a originalidade, criatividade e desenvoltura de seu filme anterior, em que tínhamos a impressão de nunca ter visto nada igual ou semelhante. Em Elysium o diretor parece querer retomar uma fórmula, mas acabou diluindo-a num roteiro não tão-bem trabalhado, além de passar a impressão de haver "sampleado" ideias preexistentes em obras como Admirável Mundo Novo, O Vingador do Futuro, Wall-E e o próprio Distrito 9. Elysium não é um mau filme, e está a anos-luz da maioria dos sci-fi feitos atualmente. Para isto contribuiu a humanização das personagens (e o bom desempenho dos atores principais, com destaque para Sharlto Copley), sua temática nitidamente social e um desenho de produção impecável. No entanto, Blomkamp já demonstrou em Distrito 9 que é capaz de muito mais, o que pode deixar cinéfilos como eu particularmente decepcionados.
Elias N.
Elias N.

13 seguidores 25 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de setembro de 2013
O mais incrível é como Neil Blomkamp consegue fazer uma relação perfeita entre crítica social e ficção científica e com ótimos atores o filme ficou muito bom. Que estréia de Wagner Moura no cinema internacional em?
Adalberto Elias
Adalberto Elias

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de setembro de 2013
Filme muito bom. Idéia genial. Os atores excelentes. O brasileiro Vagner Moura começou com o pé direito. Mostrou toda a sua competência. Espero que eu possa ver outros trabalhos dele em breve.
Sidney  M.
Sidney M.

29.816 seguidores 1.082 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de setembro de 2013
Tudo que foi apresentado em Elysium ja vimos em outros filmes, desigualdade social, lotação da terra, o que um pai ou uma mãe não faria pelo seu filho,etc. Entretanto, o diretor conseguiu fazer com que essas coisas soassem como originais. Gostei muito do filme, muita ação, efeitos grandiosos, e uma boa trilha. Acho que o unico problema seja o seu desfecho ou o climax, mas mesmo assim é um filme que vale muito assistir.
Stéphone d.
Stéphone d.

5 seguidores 2 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 29 de setembro de 2013
Wagner Moura da show de atuação, mas o roteiro é cheio de falhas, me decepcionou um pouco!
Bruno M.
Bruno M.

7 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de setembro de 2013
Adorei o filme!!! Ele agrega crítica social explícita e com nuances subliminares. Os atores trabalham excepcionalmente bem, valendo destaque para os sempre ótimos Wagner Moura, Matt Damon e Jodie Foster, mas todos desempenham muito bem seus papéis. A história é muito bem embasada, embora não seja nenhuma novidade, mas você consegue ver o "dedo" do diretor em inúmeros detalhes. O final é de prender a respiração, embora seja algo Hollywoodiano mesmo, mas um final americano dos bons, afinal quem pagou a conta da produção foram eles mesmo. Achei o filme absurdamente melhor que Avatar e bem melhor que o Prometheus (que gostei muito), pois ele é muito complexo e atual, mas evidentemente tem sua inspiração em clássicos de ficção científica.
Simone B.
Simone B.

14 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de setembro de 2013
O roteiro é simples mas o filme é bem bacana. O melhor mesmo, foi ver dois brasileiros arrasando e contracenando em pé de igualdade... Fiquei feliz demais de ver Wagner Moura atuando lá fora com grandes atores, e não foi um papel pequeno não heim... o cara mandou bem do inicio ao fim do filme.
Diego P.
Diego P.

8 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de setembro de 2013
Quem é f***, é f*** aqui, é f*** em qualquer lugar.

Wagner Moura e Alice Bragaa mandam bem demais nesse filme. Se você pensou "ah, mas é brasileiro, ele vai fazer o papel do faxineiro que morre antes dos cinco minutos de filme e ela a mulher que ferra todo mundo por uma burrice", errou feio.

Ao lado do protagonista (Matt Damon, outro cara do carvalho, que só manda bem), são os principais personagens do lado "bom" da trama, aparecendo o filme todo.

História muito boa, (mais) uma crítica social em forma de metáfora, usando a ficção científica para condenar a forma como nosso mundo atualmente funciona.

Não á toa, é do mesmo diretor de "District 9". E com mensagem no mesmo tom.

Se você não gosta de ficção nem de críticas sociais, que se exploda, tem o Capitão Nascimento. Vai logo pro cinema !
Vanessa S.
Vanessa S.

18 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de setembro de 2013
Sensacional ! Com certeza uma das melhores atuações de um ator brasileiro num filme estrangeiro! Hoje ao ver o filme me deu orgulho de ser brasileira!
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 22 de setembro de 2013
Há 4 anos, Neil Blomkamp estreava no cinema com uma sci-fi inovadora, muito bem dirigida e que o projetou pro resto do mundo de forma instantânea: seu filme, pequeno, conseguiu inclusive uma indicação ao Oscar de Melhor Filme. De lá pra cá, ele veio trabalhando em um filme com quase quatro vezes mais orçamento do que seu filme de estreia, e uma promessa de que nesse seu primeiro filme grande, fizesse um blockbuster tão consistente quanto Distrito 9. Mas parece que os maiores recursos fizeram mal ao talento do diretor, uma vez que Elysium é bastante falho, inconstante e, muitas vezes, até meio estúpido.

[CONTÉM SPOILERS]

Até certo ponto do filme ele se sustenta com uma história bastante promissora e intrigante, que separa a Terra em praticamente dois mundos, o dos ricos, com todo tipo de recurso, e o dos pobres, nas piores condições de vida possíveis. A missão da Direção de Arte de criar esses dois mundos distintos de forma que fossem extremamente fáceis de reconhecer também foi bastante bem sucedida. O primeiro erro mora no fato do filme em momento algum nos apresentar aos habitantes de Elysium. Fora alguns figurantes aqui e ali, sabemos quem são eles de forma bastante superficial. E não dá pra ignorar a forma fácil com que os fugitivos da Terra conseguem entrar nas casas, SEMPRE vazias, sem que ninguém faça nada a respeito.

Se os problemas do filme morassem apenas nisso, estariam bom, mas este aqui é o típico filme-peneira: pra qualquer lugar que você olhe, encontrará algum furo ou alguma passagem que só existe pra dar ação ao filme. Aliás, as cenas de ação são um tanto quanto mal engendradas, rápidas demais. É como se a mão da direção tivesse ficado bastante frouxa nesses confrontos. Os personagens, aliás, são extremamente pouco desenvolvidos. Existem os bons e os maus, e nada separando-os. Em Elysium estão os vilões, liderados por uma Jodie Foster que também parece não estar nada à vontade no papel. Já na Terra, vemos o protagonista da história, Max, que faz de tudo por sua vida ao longo de todo o filme pra, no final, sacrificar-se em nome de toda a humanidade. Até o vilão interpretado por Sharlto Copley - o melhor do elenco, inclusive - é maniqueísta ao extremo, e tem algumas ações nada condizente com a sua personalidade, como a cena em que ele resolve levar mãe e filha pra nave que, convenientemente, Max entraria momentos depois, para - como ele diz no final - "salvá-las".

Em certo ponto do filme, o roteiro simplesmente se esquece das regras estabelecidas anteriormente, e passa por cima de todas elas em nome da ação. A exemplo da cena que, mesmo depois de ninguém conseguir decodificar os códigos saídos da cabeça de John Carlyle, Spider apenas olha e já descobre do que se trata. Ou, quando no meio de seu clímax, a nave de Spider simplesmente entra na atmosfera da Elysium e pousa no satélite sem consequência alguma por isso. Spider, aliás, é um caso à parte. Fiquei extremamente decepcionado ao notar o tom caricato empregado por Wagner Moura ao personagem que estava defendendo. São poucos seus momentos em que ele não descamba pro "overacting". O tom de voz escolhido por ele pro Spider também é bizarro e a inserção dos xingamentos em português em alguns momentos do filme é muito deslocada. Uma pena, porque todos nós sabemos o potencial imenso que Wagner Moura tem.

O desfecho do filme é tão mal engendrado que fica até difícil de comentar qualquer coisa. O fato é que vendo Elysium, principalmente na sua hora final, fiquei pensando bastante que estava diante do Prometheus de 2013, porque ele sofre de problemas bastante parecidos com os que o filme de Ridley Scott tem. Um projeto com uma premissa espetacular, que prometia bastante e no fim não passa de uma ficção com sérios problemas de montagem, roteiro e desenvolvimento. O filme vai passar batido, literalmente. E é uma lástima, principalmente para nós do Brasil, por termos dois atores nossos no elenco (por causa do espanhol presente no filme, diga-se de passagem, já que pra norte-americano, os latinos são todos iguais), e dois atores bastante competentes. O negócio é esperar pelo próximo filme de Bloomkamp ser mais parecido com Distrito 9 do que com esse aqui.
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