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    Anjos da Noite - O Despertar
    Críticas AdoroCinema
    3,0
    Legal
    Anjos da Noite - O Despertar

    Um novo começo

    por Roberto Cunha
    Quando Anjos da Noite - Underworld estreou em 2003, o fato de ter custado 22 milhões de dólares e faturado quase 100 ao redor do mundo, garantiu uma sequência. E os dois seguintes não fizeram feio, tendo o segundo superado a marca dos US$ 100 milhões em 10% e o terceiro, Anjos da Noite - A Rebelião (2009), chegado bem perto. Anjos da Noite - O Despertar (2012) custou mais caro, mas lançado há seis semanas nos Estados Unidos, já dobrou o valor do orçamento, arrecadando US$ 140 milhões mundo afora. Por aqui é provável que não decepcione, uma vez que o público se identifica com o gênero e os filmes da franquia têm lá se valor, mesmo sem ser superproduções.

    Embora não conte com os tradicionais personagens Viktor (Bill Nighy) e Lucian (Michael Sheen), um ponto positivo para os fãs da série é que a sensual vampira Selene (Kate Beckinsale) está de volta. Outra coisa boa, essa para quem não viu patavinas, é que o filme começa resumindo os anteriores para situar "os perdidos" dentro da nova história. Nela, os humanos tomaram conhecimento da existência dos vampiros, lobisomens e trataram tudo como uma infecção que precisava ser exterminada. Doze anos se passaram e a bela chupadora de sangue acorda em um laboratório, foge e acaba descobrindo que teve uma filha com sua eterna paixão (nos outros filmes). Só que a jovem tem o poder das duas criaturas e isso desencadeia uma nova conspiração de seus eternos - e escondidos - inimigos.

    Escrito e produzido por Len Wiseman, criador e diretor de dois longas da franquia, este de agora foi dirigido pela dupla sueca Måns Mårlind e Björn Stein, desconhecida do grande público, mas que soube segurar a peteca. Os efeitos especiais continuam honestos, o 3D vai na mesma onda e a violência - parece - ficou um pouco mais acentuada, até porque parte da "briga" é com humanos, mais frágeis, coisa e tal. Existem bons tiroteios, perseguições, muita pancadaria e as sequências da heroína são bem legais. O mesmo não pode ser dito de outra no trânsito, envolvendo lobisomens, que é totalmente gratuita e forçada. Aliás, vale lembrar: quem busca veracidade, vai entrar na sala errada. Agora, se aceita licenças criativas, um furinho ou outro no roteiro, existem razões para encarar essa aventura, que não dá sono e tem diminuta dose de duelo entre gerações, além de um fiapo de dilema científico sobre criador e criaturas. No mais, estão lá aquele estiloso registro azulado da fotografia e boas coreografias nas cenas de ação. Portanto, deixe-se morder pela ideia e aproveite porque a porta para um quinto filme foi escancarada.
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