Amistad foi dirigido por Steven Spielberg (dispensa apresentações) e contou como roteiro de David Franzoni. O filme recebeu diversas indicações ao oscar de 1998: melhor ator coadjuvante (Anthony Hopkins), melhor trilha sonora, melhor fotografia e melhor figurino, mas infelizmente não levou nenhuma estatueta. O filme conta a história de um navio espanhol “La Amistad” contendo muitos escravos que acabam se revoltando contra os seus captadores em alto mar. A embarcação agora sob domínio dos africanos, acaba ancorando em solo norte-americano. Agora o grande problema é sobre de quem é a propriedade e posse dos então escravos. Evidentemente que o filme tem o seu foco principal a questão racial que ainda é muito debatido nos dias de hoje. Porém, a trama faz ótimos contextos, como a questão do tratado entre os EUA e a corte espanhola, uma guerra civil americana que está prestes a estourar e uma disputa de eleição para presidente dos EUA, faz o filme ganhar contorno mais dramático. O protagonismo entre os membros africanos da rebelião fica em torno de Cinqué (Djimon Houson), além do advogado em prol ao movimento abolicionista Baldwin (Matthew McCounaughey) na qual tem suas interpretações brilhantes. Anthony Hopkins interpreta um ex-presidente dos EUA e tem uma das cenas mais brilhantes do filme, em seu terceiro ato ao evocar a constituição americana para libertar os africanos. A fotografia do filme é algo muito digno, pois mostra cenas de uma verdade nua e crua que os escravizados passaram. De fato, o filme não apresentou um grande momento para Spielberg e poucos lembram desse filme em sua filmografia, mas é dos filmes que retratam temas extremamente importante e recorrente na sociedade atual.
Amei, além de ter sido baseado em fatos reais e nos situa também na história política, também foi muuuuuito vem escrito e dirigido. Spielberg não decepciona!!! é forte, mas aconteceu isso! bom pra sabermos que nem sempre a voz do povo é a voz de Deus, tremenda barbárie assistida pela maioria como se fosse algo aceitável!
Steven Spielberg tem aqui um dos seus filmes mais subestimados da sua inda carreira, critica e público não reconhece essa como um grande, mas aqui temos um filme com uma visão social e cultural incrível e um roteiro ótimo. Grande filme.
À primeira vista o título poderia fazer pensar em algum filme espanhol sobre amizade, mas "Amistad" é o nome de um navio que navegava sob a bandeira da Espanha e era usado para o tráfico de escravos na primeira metade do século 19. Em 1839, 53 africanos rebelaram-se tomando o controle do navio e matando a tripulação inteira menos os navegadores Ruiz e Montez, para que esses pudessem pilotar o navio e levá-los de volta para Africa. O Amistad acabou atracando nas costas dos Estados Unidos e esse fato levantou uma briga internacional entre a Espanha, os Estados Unidos e os dois navegadores, cada uma das partes reivindicando a posse do navio e dos escravos. O processo envolveu também alguns advogados que lutaram para que os escravos não fossem tratados como mercadoria mas sim libertos e considerados cidadãos livres. Steven Spielberg realiza em 1997 um filme histórico que ficou entre os menos conhecidos da cinematografia dele. Com um orçamento de 40 milhões de dólares, o filme não foi um campeão de bilheteria e em geral foi ignorado por público e crítica, tanto que chegou até os nossos dias de forma bastante anônima. Mas a reconstrução do evento mencionado acima é grandiosa, mesmo com algumas imprecisões históricas e alguns artifícios para tornar o conto mais cenográfico (afinal, é de cinema que estamos falando). O filme consegue retratar de forma crua o horror da captura dos africanos por parte das tribos inimigas, as torturas e os abusos sofridos à bordo do navio, as condições deploráveis em que eram forçados a viver e o assassinato de dezenas deles (eram jogados no mar) quando os mantimentos à bordo começavam a ficar escassos. Spielberg realiza um ótimo trabalho também na caracterização dos bons: um jovem Matthew McConaughey é Baldwin, o advogado que aceita defender a causa dos escravos, Morgan Freeman é Theodore Joadson, outro defensor da causa e um Anthony Hopkins em esplêndida forma faz o papel do ex-presidente chamado para advogar na última instância na Suprema Corte. Mas quem realmente rouba a cena é Djimon Hounsou no papel do escravo Cinque, que consegue transmitir muito bem o drama da própria condição ao espectador em um show de interpretação. O roteiro, a fotografia, a preparação das cenas e o figurino são impecáveis. Apesar de "Amistad" ter recebido 4 indicações ao Oscar, não levou nenhuma estatueta, no ano em que "Titanic" foi o grande vencedor. Exemplo de grande cinema, esse é um filme que deveria ser mais conhecido e que tem tudo para tornar-se um futuro clássico.
Filmaço baseado em fatos históricos da economia escravocrata sulista dos EUA no século XIX. Um dificuldade imensa em romper como o antigo, ou seja, largar o conhecido para se arriscar no desconhecido, o qual seria uma economia não mais baseada no trabalho escravo.
A disputa política e jurídica, grande base do filme, também é algo memorável.
O que dizer sobre esse filme, simplesmente sensacional. Steven Spielberg é o cara. O Enredo, as interpretações, as oratórias jurídicas, simplesmente perfeito.
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