França, década de 1970. Duas mulheres, Pomme (Valérie Mairesse) e Suzanne (Thérèse Liotard), veem suas vidas se entrelaçaram entre si e com o crescente movimento feminista da época. Elas se conhecem quando jovens e depois perdem contato durante dez anos, quando se encontram novamente. À essa altura do campeonato, Pomme é uma cantora excêntrica e Suzanne tem um trabalho convencional.
4,5
Ótimo
Uma Canta, a Outra Não
Pela liberdade das mulheres
por Bruno Carmelo
Como é rico poder assistir, na mesma semana em que deputados homens tentam proibir o aborto em caso de estupro no Brasil, a uma obra libertária como esta, de 1976, debatendo o direito ao aborto! A diretora Agnès Varda consegue retratar, através da figura de duas mulheres ao longo de dez anos, a autonomia feminina e as configurações possíveis de amor e de família, com uma naturalidade avançada demais para o conservadorismo político do século XXI.O título se articula através de uma oposição banal. O fato de Pomme (Valérie Mairesse) cantar, mas Suzanne (Thérèse Liotard) não, constitui apenas um detalhe da trama. No entanto, a brincadeira serve para sugerir um tom lúdico, próximo da fábula, sobre a oposição entre as amigas e a união entre as diferenças. A principal semelhança entre elas seria a experiência com o aborto e a indignação diante da autoridade masculina – Pomme contesta as ordens
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Tá no festival
O longa é um dos participantes do Festival de Toronto 2016.
Festival de Cannes
Longa exibido na mostra Cannes Classics em 2018.
Nacionalidades
França,
Bélgica
Distribuidor
-
Ano de produção
1977
Tipo de filme
longa-metragem
Curiosidades
2 curiosidades
Orçamento
-
Idiomas
Francês
Formato de produção
-
Cor
Colorido
Formato de áudio
-
Formato de projeção
-
Número Visa
-
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