O Exterminador do Futuro: Gênesis
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4,0
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187 Críticas do usuário

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João Carlos Correia
João Carlos Correia

19 seguidores 60 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 4 de janeiro de 2018
Este é o quinto filme da franquia O Exterminador do Futuro, iniciada em 1984, e que pretende ser o início de uma nova, com mais dois filmes planejados para 2017 e 2018. Sendo esta a intenção, então, pode-se dizer que as coisas não começaram da maneira imaginada.
O Exterminador do Futuro: Gênesis começa com uma premissa conhecida: no ano de 2029, a guerra entre humanos e máquinas chega a seu momento decisivo. Porém, o supercomputador Skynet tenta uma última cartada e, por meio de uma máquina do tempo, envia um exterminador modelo T-800 para o ano de 1984 para matar Sarah Connor (a inglesa Emilia Clarke, da série de TV Game of Thrones), a mãe do líder da resistência humana, John Connor (o australiano Jason Clarke, de Planeta dos Macacos: O Confronto). Para proteger e salvar sua mãe e também a si mesmo – pois se ela morrer, ele não nascerá – John envia o sargento Kyle Reese (o também australiano Jai Courtney, de Divergente), que, na verdade, é seu pai, para a mesma época. Até aqui, o filme bate com o original, parecendo uma homenagem ao próprio, mas, é exatamente a partir daí que as coisas começam a ficarem tortas...
Ao invés de encontrar-se com uma Sarah Connor indefesa diante de um ciborgue assassino, encontra uma guerreira armada até os dentes em companhia justamente de um ciborgue (Arnold Schwarzenegger, retornando ao papel que não fazia desde O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas, de 2003) chamado de “O Guardião”, mas que Sarah chama de “Pops” (traduzido na versão legendada como “Papi”!). E a surpresa não para aí: quase ao mesmo tempo também aparece um exterminador modelo T-1000 (o sul-coreano Lee Byung-hun, de G.I Joe: A Origem de Cobra) com a missão de exterminar a todos. Um passado bem diferente ao que John Connor havia contado e que faz com que Kyle – assim como toda a plateia – fique completamente confuso.
E para aumentar a confusão, Sarah conta a Kyle que um exterminador foi enviado ao ano de 1973 para protegê-la depois da morte de seus pais e tem planos de viajar para o ano de 1997, em uma máquina do tempo construída por “Pops”, para destruir a companhia Cyberdine, que criou Skynet. Porém, Kyle diz a Sarah para, ao invés disso, irem a 2017, pois, durante sua viagem no tempo teve uma visão dele mesmo quando criança falando de um sistema chama Gênesis, que vai fazer com que Skynet controle todo o planeta. Eles vão para 2017 e lá encontram o seu filho John que trabalha em sua própria máquina do tempo na Cyberdine e que foi transformado em um exterminador, chamado de T-3000, por Skynet (o esquisito Matt Smith, da série de TV Doctor Who).
Deu pra entender até aqui? Talvez com alguma dificuldade. Esse é o principal problema em O Exterminador do Futuro: Gênesis, o excesso de novas informações que confundem a história a ponto de os personagens terem que ficarem explicando o tempo todo sobre viagens no tempo, realidade alternativa, etc. Essas novas informações não só bagunçaram como distorceram o roteiro e ideia originais criados pelo diretor e roteirista James Cameron (Titanic) e pela roteirista e produtora Gale Anne Hurd (The Walking Dead).
Essa bagunça toda fez com que Schwarzenegger, que supostamente deveria ser o astro do filme, se tornasse um coadjuvante. Um coadjuvante de luxo, é verdade, mas seu papel no filme acabou por tornar-se secundário. Um talento que foi desperdiçado foi o de J. K. Simmons (vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por Whiplash – Em Busca da Perfeição). Simmons faz o papel do detetive O’Brien, um policial alcoólatra que testemunhou a chegada dos viajantes do futuro. Mas, seu personagem foi mal elaborado e, apesar de toda a competência do ator, poderia muito bem ser dispensado, pois não acrescenta nem faz falta em nada na história. Transformar John Connor em vilão após quatro filmes no qual era tido como líder e salvador da humanidade foi uma péssima ideia.
Embora não esteja mal no filme, Jai Courtney não é o ator certo para o papel de Kyle Reese, pois ele em nada lembra o personagem vivido originalmente por Michael Biehn (de Aliens, o Resgate). E é com Kyle Reese que vem um dos furos do roteiro: no primeiro filme, a foto que Kyle tinha de Sarah é destruída durante um ataque de um exterminador, mas ela milagrosamente reaparece um pouco antes de sua viagem no tempo. Poderiam ter exterminado essa mancada...
Apesar de toda essa “zona”, O Exterminador do Futuro: Gênesis tem suas qualidades. Os bons efeitos especiais, que vão desde o uso de dublê de corpo para o primeiro exterminador de Schwarzenegger até a tecnologia digital; a direção correta de Alan Taylor (embora não tão boa como em seu filme anterior, Thor: O Mundo Sombrio); o humor com “Pops” tentando parecer mais humano (o riso forçado dado por Schwarzenegger é hilário); o uso das frases-clichês tais como “Venha comigo se quiser viver”, “I’ll be back”. Só faltou o “Hasta la vista, baby”. Boas cenas de ação e, principalmente, a atuação de Emilia Clarke. Além de ter uma ligeira semelhança física com Linda Hamilton, a Sarah Connor original, ela convence como a guerrilheira anti-máquinas de forte personalidade. Também é digna de nota a crítica que o filme faz à dependência que as pessoas têm da tecnologia atual com uso obsessivo de computadores, celulares, tablets, entre outros equipamentos.
O Exterminador do Futuro: Gênesis, em si, não é ruim, mas também não é melhor do que as dezenas de filmes de aventuras que Hollywood lança todos os anos nas salas de exibições ao redor do mundo. Pode ser visto como uma boa diversão no fim-de-semana, mas assistir uma segunda vez vai ser chato. Se os produtores vão mesmo continuar com a franquia, é melhor acionar a máquina do tempo de “Pops” e trazer James Cameron de volta para dar um “upgrade” nessa mesma franquia que teve uma queda de qualidade notória desde que o diretor de Avatar afastou-se para dedicar-se a outros projetos.
E, com todas essa idas e vindas pelo tempo, felizmente os roteiristas não se lembraram de trazer de volta a ciborgue T-X, pois, se o fizessem, imaginem como ficaria a história...
Berg SZ
Berg SZ

7 seguidores 22 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 5 de julho de 2015
Um filme bom maos que também não é tudo isso que falam não, gostei bastante da parte cômica da maneira como trataram para discutir pq um exterminador envelheceu enfim de 0 a 10 daria um 5,9
Bruno H.
Bruno H.

26 seguidores 36 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 6 de julho de 2015
Pessoal vi o filme no sabadão. Infelizmente foi fraco. Tio Arnold salvou as duas estrelas. A nostalgia também Fiz todo o preparativo pra ver o filme no clima. Revi toda a franquia nos dias anteriores. E acabei achando fraco. Já não tinha me animado muito com o trailer. Haja Spoilers! Então, o filme pecou muito em deixar tudo apenas pro primeiro filme. Juntaram a introdução do filme com uma linha de tempo com viagens horrível, dificultando a compreensão. Nós que somos fãs e assistimos os anteriores, ficamos um pouco confusos. Imagina quem começou a franquia agora?

Empacotaram tudo junto, realmente uma bagunça. Roteiro confuso.

spoiler: Quem é o exterminador do futuro nesse filme? O Connor? Toda a magia que foi construída foi simplesmente rechaçada nesse nova história. Não funcionou o Connor vilão.


Sobre as atuações, achei bem caricatas. Jai Courtney em péssima atuação. Basta comparar com o Michael Biehn. Kyle Reese mais parecendo um soldado bobão e modelo estilo fitness. Cadê aquela admiração. Faltou ser impactante. Infelizmente também essa nova Sarah Connor deixou a desejar. Emilia Clarke, Emilia Clarke: você não está em um seriado. Está em uma das grandes franquias do cinema. Não pode atuar da mesma forma nos dois. Jason Clarke foi razoável. O roteiro não o deixou trabalhar melhor. Só o tio Arnold mesmo. Com o carisma de sempre. E mostrando o que é trabalhar bem. Não que ele seja um ator fantástico. Más pra esse papel ele merece aplausos.

Parecia um filme de super-heróis. Haja boneco de computador. Efeitos especiais que não são impactantes. Faltou drama, faltou a linda história de amor entre Kyle e Sarah. Faltou suspense. Sangue. Sim, sangue. Não estou pedindo sadismo. Queria que fosse igual ao original. Filme que te dava medo. Com uma trilha sonora impactante.

Parabéns ao Cameron pelos dois originais. E por favor, entre no lugar desse Alan Taylor que é fraquíssimo. Ficou comprovado em Thor o mundo sombrio e agora de novo. Melhore o próximo filme.

Ah ainda ficaram furos:

spoiler: Quem enviou o Papi pro passado, lá em 1973? A resistência? Nem foi explicado. Como Connor volta no tempo se na história, a Sara não chega a ACASALAR com Reese. E se a skynet é destruída, porque o guardião não desapareceu? Já que ele foi fabricado por ela, ele também deveria sumir.


Volte Cameron! Para voltarmos a ter Exterminador do Futuro com pelo menos 4 estrelas!
Rodrigo C.
Rodrigo C.

15 seguidores 21 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 4 de julho de 2015
Em 1984, James Cameron nos apresentou o futuro de 2035, um mundo caótico, onde as máquinas subjugaram os humanos e uma guerra se iniciou. À beira da extinção, os homens se levantaram, e iniciaram uma rebelião. Liderados por John Connor, a raça humana teve uma chance. E não a desperdiçou. A Skynet, agora quase derrotada, tenta sua última ofensiva. Mas não contra o líder John Connor, e sim contra sua mãe, Sarah Connor, no passado de 1984.

O resto da história provavelmente você já sabe. Afinal, “O Exterminador do Futuro” é um clássico da ficção científica. Conseguindo até hoje ser visto sem nenhuma dificuldade apesar dos efeitos ultrapassados. Além disso, esse seria o filme que alavancaria a carreira de Arnold Schwarzenegger.

Mas a consagração de Arnold viria mesmo só em 1991, quando Cameron novamente decide contar mais um pouco da guerra entre os homens e as máquinas. Criando o melhor filme de ação/sci-fi de todos os tempos: “O Exterminador do Futuro: O Julgamento Final”.

Depois disso, a franquia teria mais dois filmes, “A Rebelião das Máquinas” em 2003, e “A Salvação” em 2009. Ambos criticados severamente por não conseguirem atingir o mesmo patamar dos clássicos.

Nesse ano de 2015, Arnold Schwarzenegger retorna como o Android T-800 em “O Exterminador do Futuro: Gênesis”, numa história completamente confusa.

Infelizmente, já era esperado que esse filme tivesse dificuldades no roteiro, como aconteceu nos filmes de 2003 e 2009. Certamente, a confiança e expectativa de que esse filme seria bom era quase inexistente.

Na verdade, o único ponto positivo prévio desse filme era a presença de Arnold Schwarzenegger. E após os créditos subirem, ele continua sendo o único.

Dentro e fora da sala escura a confusão predomina.

Primeiramente, que campanha de Marketing foi essa? Como que um trailer revela acontecimentos que deveriam ser passados para o público somente na telona? E não apenas um spoiler, mas vários. A indústria esqueceu como se vende um filme? Pois isso é algo que vem acontecendo constantemente. Como a produção permite isso? É impressionante como isso é recorrente. Aconteceu com “Os Vingadores”; com “O Exterminador” e agora também com o “Homem-Formiga”. Isso é extremamente ruim e prejudicial para o cinema, e obviamente, para o público.

Agora dentro do cinema a coisa piora. O filme é dirigido por Alan Taylor, o mesmo diretor de “Thor: O Mundo Sombrio”. E é impressionante como que as falhas do filme do herói nórdico da Marvel se repete em “O Exterminador”. As cenas de lutas, na sua grande maioria, são de medianas para fracas, a relação afetiva dos personagens não são nada convincentes, os diálogos são ruins, e as explicações inexistentes. A presença de “Deus Ex Machina”, assim como em “Thor: O Mundo Sombrio”, é um recurso também muito presente em “O Exterminador”. Resumidamente, é um recurso de roteiro que é utilizado quando o autor se encontra numa situação impossível de ser resolvida, e então como que por mágica algum evento improvável acontece que resolve aquela situação. Em outras palavras, o roteirista tenta amarrar as pontas soltas que ele mesmo criou sem usar a lógica que ele mesmo construiu durante toda a história. Péssimo.

Mas não para por aí. Emilia Clarke interpreta Sarah Connor, Jason Clarke é John Connor e Jai Courtney assume o papel de Kyle Reese. Esses três deveriam apresentar uma relação afetiva. Afinal, são uma família. E mesmo que separados por viagens temporais, todos se relacionaram entre si em algum momento dessa linha do tempo maluca. Nada é natural. Tudo é muito forçado para o público acreditar que nesses relacionamentos há alguma química. Na verdade, não existe, tudo é muito mal executado, e nada convincente. Isso não significa que eles atuam mal, pelo contrário, tem atuações modestas, nada de muito extraordinário, mas não é ruim.

Além disso, o roteiro nem por um segundo tenta explicar os acontecimentos ao longo do filme. Não explicam nada. É uma confusão. Você não entende se é uma linha do tempo paralela, ou se é a linha original. Na verdade, parece que nem o próprio filme sabe. Além disso, ele se confunde no próprio universo, e é completamente cheio de furos que é quase certeza que esse filme foi feito às pressas por causa dos direitos autorais. Para piorar, várias cenas só acontecem por serem convenientes com o roteiro. Muitas situações só ocorrem porque estava escrito que deveriam acontecer. Isso só mostra como o roteiro é fraco.

A trilha sonora é inexistente. Se agarra na trilha original, e segue ao longo do filme assim. Sem originalidade nenhuma.

Novamente, Arnold Schwarzenegger é a estrela do filme. Quando ele aparece, tudo parece melhorar. Seu carisma ainda é gigante, e suas cenas, talvez exatamente por isso, são as melhores. Mas infelizmente, ele sozinho não foi capaz de segurar esse filme. Irônico.

“O Exterminador do Futuro: Gênesis” é apenas um resquício de uma grande franquia que na verdade nunca mostrou todo o seu potencial, se pararmos para analisar, essa saga conta com apenas dois filmes que realmente funcionam. Não é um desastre completo. Mas é medíocre em diversos quesitos.

Infelizmente, ainda não fomos contemplados com uma boa sequência. O que resta agora é esperar que a franquia retorne, em 2019, para as mãos de seu criador James Cameron. Mas até lá, muita coisa pode acontecer. Boa e ruim. Porém o histórico recente não é nada favorável.
Roberto S.
Roberto S.

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 4 de julho de 2015
O filme nao agradou muito. Achei o filme muito parado. Não era o que o publico esperava, faltou mais açao, mais adrenalina. Infelizmente não foi aquele filme que impactou o público. Fui no dia da estreia com um amigo e o que nós vimos foram es pessoas caladas o filme todo. Totalmente diferente de outros filmes onde as pessoas chegavam a aplaudir algumas cenas. Estava com uma expectativa maior, mas...não foi dessa vez.
Julio Davila
Julio Davila

17 seguidores 64 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 3 de julho de 2015
Talvez, se você gostar de efeitos especiais e cenas de lutas (e não se importar que a história é medíocre, as atuações são ruins e o filme literalmente depende totalmente de Schwarzenegger para ser minimamente decente), você gostará desse filme.
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