O primeiro homem é um filme de drama que contou com a direção de Damien Chazelle e roteiro de Josh Singer (baseado em biografia de James R. Hansen). O filme recebeu 4 indicações ao Oscar de 2019: melhor edição de som, melhor mixagem de som, melhor direção de arte e melhores efeitos visuais, venceu apenas a última indicação mencionada. Na trama, acompanhamos o astronauta americano Neil Armstrong (Ryan Gosling) em sua jornada histórica para ser o primeiro homem a pisar na lua. Para isso, deve contar com os sacrifícios em que a missao exige; não apenas profissional, mas pessoal tbm. Confesso que resolvi reassistir esse longo diante da missão Artemis II e pude perceber que essa é uma cinebiografia diretamente das comuns, pois o longo não apenas gira em torno de Armstrong, mas não tem arcos narrativos de outros personagens e muito menos consegue mostrar tudo do seu personagem. A escolha de Gosling foi perfeita, pois o ator costuma cair bem em papéis mais introspectivo e o longa exigiu isso. Apesar de comecar mostrando Armstrong mais solto, mas devido a problemas relacionados a perda da sua filha e de alguns amigos engenheiros fez mergulhar mais para dentro de si e se tornar mais sereno ( vide a clássica cena da entrevista antes da missão em que ele se limita a responder de forma curta e objetiva). Mesmo con todo o foco narrativo em si, o restante do elenco vai bem; aqui temos Claire Foy interpretando Janet, a esposa de Armstrong, que carregou o lado mais emocional, Jason Clarke como Ed, um grande amigo do protagonista e Corey Stoll como o famoso Buzz, que acompanhou Armstrong na missão Apollo. Voltando a falar do roteiro, é interessante a lado humanizado que foi dado a missão e toda a preparação, mostrando o empenho, sacrifícios e sentimentos por perdas. O filme nao foca muito em questões políticas e sociais da época, mas percebe-se a pressão que foi, principalmente diante do cenário de uma corrida espacial com a URSS. Por outro lado, o foco emocional é deixado de nos momentos das decolagens e dos teste, aqui temos instruções técnicas, o camera focada nos rostos dos personagens e a incerteza constante. Lógico que para isso funcionar a parte técnica do filme foi eficiente, a equipe de som foi um absurdo ( principalmente no momento em que Armstrong pisa na lua). Porém, a direção acaba esticando demais cenas como a decolagem e/ou a preparação dela. Algo que poderia ser focado apenas na missao Apolo. Mas mesmo assim, teve o seu mérito de conseguir leva o peso dramático da obra.