Ilha do Medo
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4,6
5500 notas

344 Críticas do usuário

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Everton Tiburtino
Everton Tiburtino

1 seguidor 10 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
O medo é uma coisa que nos nos mantém sempre alerta. Só temos medo daquilo que possa nos ferir fisicamente ou mentalmente (através da nossa própria imaginação). Quando assistimos a um filme de terror e acontecem coisas pavorosas, logo ele nos pega, deixando a gente assustado junto com os personagens em evidência desse sentimento tão hostil. Outras pessoas tem prazer em sentir medo e se dispõem facilmente à toda adrenalina que ele causa, mostrando-se adeptas ao autoflagelo, à ambivalência. Sim, por que o medo confude e trás uma série de exageros e consequencias. Este é o estado do detetive Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio), rumo à uma investigação num tenebroso hospital localizado na tal ilha. A entrada de Teddy e seu parceiro Chuck Aule (Mark Ruffalo) entre a escura neblima à total imersão da ilha sob um clima espantoso, é muito bem montada. Sem contar a trilha sonora envolta de surrealismo, perfeitamente programada para a cena em destaque. Quando estes elementos são trazidos a tona, fica claro que estamos diante de um filme do mestre da sétima-arte contemporânea, mais precisamente Martin Scorsese, que trabalha minuciosamente para compilar esta trama recheada de surpresas. Embora o roteiro seja pretensioso, fica claro que Martin fez analogia à vários clássicos do suspense como Pássaros e O Iluminado. Também é notável a semelhança com Amigo Oculto e Os Outros - filmes que tem o mesmo desfecho surpreendente de Ilha do Medo. Leonardo DiCaprio faz do detetive um homem profundamente sentimental em relação à perda da mulher num incêndio, ele acredita piamente tratar-se de um crime cujo mentor está na ilha, mantido preso sob segurança máxima. Ele tem sonhos pertubadores com a ex-mulher e flashes de seu passado invadem nossa consciência, trasportando-nos para o envólucro de traumas do personagem. Nutrido pela compulsão de encontrar o assassino, ele persegue a ideia de que o hospital faz testes ilegais com os pacientes depois de encontrar com a mulher misteriosa, Rachel Solando (Emily Mortimer), escondida em uma gruta. Ela revela ser médica e conta as experiências macabras pela qual Teddy passará se não fugir daquele lugar. Mas como sair da ilha? Logo acreditamos no destino insólito do detetive, mas aos poucos a trama vai tomando outro rumo e percebemos então o estado de loucura que se encontra o personagem de DiCaprio, logo depois do diálogo (super clichê) com o dr. John Crawley (Ben Kingsley) que me lembrou muito o Sigmund Freud. Na verdade, Freud foi quem começou com tudo isso. Enfim, o filme é uma homenagem ás produções de terror e suspense e abrange muito bem o foco central que é o estado da loucura e da razão. Até onde podemos controlar nossa sanidade e o que nos faz agir insanamente? A frase final de Teddy é bem emblemática, mas levanta uma questão até que relevante, principlamente nos dias de hoje onde ser louco é normal. E se o filme dá medo? A resposta está na Ilha ...
Diego Sparrow
Diego Sparrow

4 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
ótimo suspense, um dos grandes filmes de Scorsese.
e um final que não deixa a desejar, preenchendo todas as lacunas.
É louvavel ressaltar também a bela atuação de Mark Ruffalo, com um pequeno papel, mas dando show como coadjuvante.
Valdeci C de Souza
Valdeci C de Souza

4 seguidores 24 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Tenho por hábito jamais ler comentários ou críticas especializadas sobre filmes que ainda não assisti. Até porque, não costumo frequentar mais as salas de cinema por falta de tempo e, como tenho locadora, espero o DVD chegar ao mercado para assistir aos filmes. Como isso ocorre uns quatro ou cinco meses depois que todo mundo já viu no cinema e a crítica já fez seus comentários procuro não deixar-me influenciar e também para não perder as surpresas que o filme me reserva. Gosto de assistir a um filme de mente aberta e olhos atentos e me deixar levar pelo roteiro e pela criatividade do trabalho do diretor em questão. Assim, ao começar a assistir ao filme Ilha do Medo, do grande mestre Martin Scorsesse já fiquei atento ao detalhe da trilha sonora pulsante e escandalosamente explícita do suspense que estava prestes a assistir. Quando o carro que transporta Teddy Daniels ao hospital presídio a trilha é arrebatadora e é impossível não se lembrar dos filmes de suspense e terror das velhas produções dos anos 30 e 40. Pensei com meus botões: Bem, será esta produção uma homenagem aos filmes daqueles tempos? Vários minutos depois esta impressão se confirmou com a homenagem a Alfred Hitchock, Briam di Palma e, pode ser exagero meu, mas consegui sentir a presença de David Lynch através da personalidade caótica de Teddy. A confusão deste personagem interessante e sua falta de perspectiva de perceber e diferenciar sonho e realidade, lembranças reais ou confusões mentais são muitíssimo reveladoras.
Em uma cena Teddy Daniels pergunta ao seu parceiro “É melhor viver como um monstro ou morrer como um homem bom?”. Está, como se diz popularmente, matada a charada do enigma dos minutos que faltavam para o término do filme. Não que eu tenha descoberto o final e a reviravolta que veria a seguir, mas era, sem sobra de dúvida, uma grande pista que me deixou com a pulga atrás da orelha. Confesso que fiquei com vontade de rever este filme (e o farei com certeza) tal o impacto que ele me causou. Gosto muito desta temática paranóica e aquele ambiente claustrofóbico que vive o personagem principal. Sua confusão mental e suas lembranças chegam a ser dolorosa para quem assisti. Ter praticado aquela carnificina com os soldados alemães ao libertar os prisioneiros judeus no campo de concentração foi um ato que marcou profundamente sua personalidade e Teddy Daniels deveria viver com esta angústia. Ou fugir deste pesadelo. Aquela fotografia espetacular, aqueles figurinos com suas cores sóbrias, os ângulos de câmeras fabulosos e claro a iluminação perfeita foram responsáveis para caracterizar um ambiente propício para a loucura dos personagens, bem como para transmitir ao espectador toda a pressão psicológica enfrentada por Teddy.
Para quem ainda não viu o filme Teddy Deniels (Leonardo DiCaprio) é um agente da FBI que, juntamente com seu parceiro Chuck Aule (Mark Ruffalo) seguem para Shutter Island Ashecliffe Hospital, em Boston para investigar o desaparecimento de Rachel solando (Emily Mortimer) uma paciente criminosa que teria matado, por afogamento, os próprios filhos. Ao iniciar os trabalhos investigativos no local, relata ao seu parceiro que também está procurando no hospício/presídio Andrew Leaddis (Elias Koteas) o homem que teria assassinado sua esposa. Ao ficarem isolado na ilha em razão de uma tempestade começa a desconfiar que no local devam estar havendo experiências humanas idênticas aos praticados pelos nazistas aos judeus. Lembranças de seus atos como soldado na segunda guerra interferem na sua capacidade descobrir o paradeiro de Rachel. Tais lembranças e o assassinato da esposa levam o espectador a cair em inúmeras armadilhas e a acreditar que descobriu o fim do filme. Mas Scorsese volta novamente a criar novas possibilidades e a desmoronar a certeza do entendimento final e assim, de armadilha em armadilha, vamos sendo guiados pela mão do mestre e seu roteiro muito interessante. Uma obra-prima de Martin Scorsese. Suspense na dose certa em um cenário muito bem construído para deixarmos presos nesta ilha de muitas surpresas e reviravoltas onde a verdade pode ser mais cruel que a imaginação psicótica.
Leonardo DiCaprio está perfeito como o conturbado Teddy Deniels e Mark Ruffalo desempenha seu papel de Chuck na dose certa com uma interpretação quase sutil de quem leva pela mão seu companheiro de investigação. Max Von Sydow como Dr. Reremiah é um achado e dá a esta produção um ingrediente de suspense bastante interessante. Pena que Ben Kingsley como Dr. John Crawley dá algumas pistas e parece ser o personagem mais caricato dos filmes de “cientistas malucos que fazem experiências com humanos” já vistos anteriormente em outras produções do gênero. Mas nada que comprometa.

Meu blog: http://maisde140caracteres.wordpress.com
Tati
Tati

2 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Assisti o filme pelos comentários.....no decorrer do mesmo ele prende a nossa atençao, bastante suspense....porém, no final, no desenrolar da trama não achei muito interessante...seria um final mais impactante se o Leonardo DiCaprio desvendasse realmente os mistérios que ele achava q tinha na ilha...
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Um filme magnífico, clássico e nostálgico. Mais um excelente trabalho da dupla DiCaprio/Scorsese. Um filme de época realizado com todo o glamour da época trazido perfeitamente por Scorsese. Um suspense fantástico muitíssimo bem construído progressivamente pelo mestre. Filmagens espetaculares com show de movimentação das cãmeras ao melhor estilo Scorsese que deixa o espectador grudado na história. Um elenco coeso e super talentoso, figurino e uma fotografia e direção de arte incríveis também marcam esse grande filme, mas a grande sacada é a envolvente, angustiante e arrebatadora trilha sonora que complementa todo o resto da produção e é o que de fato remete o espectador aos anos 50. Uma trilha bem ao estilo dos filmes de época (anos 50,60 e 70), como O Exorcista e O Iluminado. A história é muito boa, o suspense vai crescendo cada vez mais e têm um grande final, surpreendente, revelador e não óbvio, o que o deixa na descrição de clássicos perfeitamente. Importante também ressaltar o roteiro competentemente adaptado por Laeta Kalogridis.
Para quem gosta de uma boa produção, uma boa história, bons atores não deve perder mais uma maravilha dirigida por Scorsese. Cinema de qualidade e pipoca ao mesmo tempo. Imperdível!
Fabrizio
Fabrizio

17 seguidores 80 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Espetacular, suspense de primeira qualidade, atuações contundentes, no decorrer do filme vc desconfia de tudo e todos, intrigante, inteligente, recomendo com certeza...
ótimo
LEANDRO E MARCIA
LEANDRO E MARCIA

4 seguidores 21 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Ótimo suspense!!!
Tássia Bastos
Tássia Bastos

1 seguidor 19 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Fantásticooo!!
Natinha
Natinha

7 seguidores 48 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de março de 2014
Show de bola esse filme, belo suspense, recomendo!
Dyggoh
Dyggoh

1 seguidor 5 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Na minha opinião, o filme é muito bom, e tem uma história original e realista. Martin pecou em alguns aspectos, porém o resultado final é um filme que prende o espectador, que fica curioso pra saber o final. Durante o filme, você fica confuso várias vezes, pq ele dá a impressão de uma coisa quando na realidade é outra totalmente diferente, e isso você só descobre no final. Gostei dessa ideia do Martin! Enfim, esse é o típico filme que não dá pra descrever com palavras, vc precisa assistir e entender tudo o que o diretor quis passar, pq só assim vc irá achar o filme bom!
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