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    A Casa das Coelhinhas
    Críticas AdoroCinema
    1,0
    Muito ruim
    A Casa das Coelhinhas

    Pura brincadeira ... de gosto duvidoso

    por Roberto Cunha

    Com um título sugestivo como esse e estrelado por Anna Faris, ícone de adolescentes e marmanjos, era de se esperar uma comédia, no mínimo, com alto teor sensual. Mas, seguindo na mesma linha do reality "The Girls Next Door", igualmente estrelado pelo milionário Hugh Hefner (criador da Playboy) e suas playmates, A Casa das Coelhinhas é uma grande brincadeira sem o menor compromisso com a "sensu-realidade". É aquilo: pegaram leve para passar pela censura e acabaram fazendo um "filme de pelúcia".

    Faris (Minha Super Ex-Namorada), mais conhecida aqui como a Cindy de Todo Mundo em Pânico, fez seu debut como produtora executiva, além de mostrar um pouquinho do seu "corpitcho" para o filme acontecer. A história começa como um conto de fadas e você conhece uma pobre menina rejeitada chamada Shelley que, por força do destino e outras coisas mais, vai morar na Mansão da Playboy. O gancho para o filme se vender seria esse e, no começo, dá para se ter uma idéia do "mundinho" com muita festa, mordomias, coreografias, muita carne e pouco cérebro. Mas a história começa mesmo quando ela acaba expulsa porque estava velha demais para continuar lá. Veja você. Arrasada por perder "sua família", ela cai na vida (não que não estivesse), vai presa por "gostar de ter a boca preenchida" (palavras dela) e acaba indo parar numa irmandade típica das instituições de ensino americano.

    O mais non-sense é a licença do roteiro que a transforma em diretora da irmandade sem ser estudante?! Como se vê, nem só a Mansão da Playboy é uma zona. Daí em diante é aquela coisa de rivalidade entre patricinhas e não patricinhas já vista em outros filmes juvenis. Com todo o ritual clichê de transformação de garotas caretas e feiosas em descoladas e desejadas. E com trilha moderninha teen com o hit "Girlfriend", de Avril Lavigne, e mais The PussyCat Dolls, The Tings Tings, Muse, Rihanna etc. As meninas, lógico, são de categorias politicamente corretas (loira, negra, morena, latina, etc) e tem uma ruiva, provável candidata a nova Lindsay Lohan. E como Shelley demora para aprender a falar a palavra "filantropia" (fizeram piada com isso?!?) quem esperava ver algo mais de Faris vai ter que se contentar com uma pequena caridade: um pedaço do derrière da moça.

    O mais interessante foi o fato de Anna Faris não querer fugir do estereótipo da piranha-loira-burra. Seu personagem extrapola com frases de efeito moral totalmente sem sentido e piadas rasteiras como "os olhos são os mamilos do rosto". As citações são muitas como Madonna, Marilyn Monroe, Forrest Gump entre outras. Tem também um merchandising doce, porém escancarado do sorvete Häagen-Dazs. Para não dizer que o filme não tem mensagem, a ex-coelhinha se vê diante de um dilema: mansão ou casa. E toma-lhe discurso emocionante, conversão de alguns vilões em bonzinhos e blábláblá. No elenco, alguns rostos conhecidos como Monet Mazur (Recém-Casados), Beverly D'Angelo, imortalizada no clássico Férias Frustradas (1983) ao lado do impagável Chevy Chase, e Christopher McDonald, o Mr. Stifler, pai de Seann William Scott em American Pie.

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