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Assuero Breckinridge
1 seguidor
28 críticas
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5,0
Enviada em 27 de setembro de 2025
Em um mundo onde as pessoas perseguem ganhos materiais desenfreadamente, dois jovens apaixonados pode parecer banal e trivial, algo que não é digno de nossa atenção e consideração. Quando quem quer ser um milionário saiu em 2008, a ideia da paixão juvenil em meio a um mundo cruel conquistou o público. Uma sociedade onde pessoas querem ser miliónarias não reserva espaço para a paixão doce, tolhendo as possibilidades de busca de um encontro. Em uma sociedade assim, é natural que as pessoas queiram enriquecer à todo custo. É basicamente uma ideia econômica. O que é legal em Quem quer ser um milionário é a jornada dos protagonistas, sua representação, suas ações em um mundo pobre devastador. A maneira como eles evoluem enquanto enfrentam obstáculos e enquanto um deles vai a público a fim de achar sua namorada. O cenário também é muito bem descrito. E o ritmo da história, um pouco frenético e ao mesmo tempo cadenciado, é o grande trunfo. Claro, a academia não poderia deixar de recepcionar o filme. É relevante demais para não ser devidamente condecorado. É uma daquelas decisões da academia que não podemos nos recusar em concordar. O filme é esplêndido e se configura como um questionamento poderoso aos valores e comportamentos de uma sociedade defeituosa baseada na ganância (Quem quer ser um milionário saiu pouco antes da crise financeira internacional que colapsou o sistema). Sem dinheiro não há como se sustentar. Mas aqui vemos uma abordagem mais ousada e mais incisiva que nos impacta em cheio: a verdadeira paixão vale mais do que ser milionário. Sendo assim, a academia reconhecer o filme pelo seu brilhantismo inusitado nada mais é do que mostrar que há uma utilidade artística que muitos não notaram. Do que adianta ser milionário, seguir a onda social de tentar enriquecer indefinidamente, se você não pode viver com seu par almejado? Ficar com quem você quer é preferível do que virar milionário. E essa mensagem brilhante ainda ecoa pelas décadas, se entrelaçando com a vida social.
Filme denso, triste, com ritmo bem elaborado pela direção. Para quem não conhece nada do país, além dos pontos turísticos, é realmente chocante. Impossível não torcer por Jamal e o mais atraente é conhecer a "fonte" de seus conhecimentos. Ótima fotografia. Excelente.
Me surpreendeu! Que trama bem desenrolada e conectada, e por ser um filme indiano, da uma atmosfera bem mais realista, vou assitir de novo com certeza.
Uma novela mal filmada. A cosmética da fome vai à Índia, uma esmola hollywoodiana para o dito terceiro mundo e para sua prima Bollywood. Uma história de superação rasteira, ordinária, que apela o máximo que pode e um diretor totalmente incapaz de captar o mínimo que seja da realidade que tenta desvendar. Vale como mera sessão de entretenimento, se o ritmo irregular e o tom novelesco não acabarem irritando você. De resto, é esquemático, previsível, dirigido de forma grosseira, com planos feios e câmera lenta de mau gosto.
Filme superestimado MUITO superestimado não vi nada de tão bom assim e o final então muito hollywoodiano muito forçado tão forçado que não faz sentido a unica coisa que eu gostei no filme foi a Freida Selena e a trilha sonora só
Jamal (Patel) se encontra em vias de se tornar o maior fenômeno de um programa televisivo de perguntas e respostas, após uma vida acidentada que incluiu uma infância miserável (Khedekar), onde presenciou com o irmão Salim (Ismail), o massacre dos moradores de sua comunidade, incluindo sua mãe. Os dois acolhem uma garota também órfã, Latika (Pinto). como fazer uma loja virtual.
Mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2020/05/filme-do-dia-quem-quer-ser-um.html
Um filme espetacular. Sem todos os efeitos visuais e catástrofes civis para prender o público. Já começa com sua fotografia impecável juntamente com o seu gancho, que prende facilmente ao filme. E quando achamos que o foco do filme é o programa que Jamal está participando, ele nos surpreende com uma história cheia de emoções e reviravoltas sem fugir nem um pouco de um cenário totalmente factível. A violência explícita, mas sem apelas para prender o público, sem excesso de heroísmo, aqui a violência sempre vem do mal ou de extrema necessidade. Maravilhosa escolha de paleta de cores, do azul ao amarelo fortes que acabam por simbolizar uma inocência e vida num cenário tão caótico. Voltando as fotografias, o filme consegue extrair emoção em tudo, desde o momento em que o mais jovem Jamal está coberto de fezes, enquanto o seu irmão o observa com o nojo e desprezo, ao que ambos estão caminhando em cima do trem unidos em busca da sobrevivência. Romance em dose certa, que frustra o público de pouco em pouco até aliviar todo o stress com aquela cena maravilhosa. Um filme que facilmente estimula a empatia, com todo o carisma de cada personagem. Nota mil.
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