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O filme é famoso por ter uma grande surpresa na história. E se é o que espera, consegue. O filme tem uma das maiores reviravoltas do cinema. Fora isso, não apresenta grandes motivos para você se interessar pela história. É um filme comum, talvez fraco, com uma grande surpresa.
Um filme de tirar o fôlego, no começo parece louco e sem nenhum nexo, mas ao desenrolar do roteiro ele traz um plot twist incrível. Vale muito a pena ver.
Quando assisto Almodôvar sempre espero por "algo", espero ser surpreendida de alguma forma, mas confesso não estava preparada para esse filme, conforme o enredo foi tomando corpo, meu pensamento ia em um crescente de - não...não é isso...não pode ser isso... o que é isso? estava com amigos no cinema, saímos em silêncio.
O filme é incrivelmente bem elaborado. Do início até a metade é um tanto quanto "parado", mas da metade pro final é sensacional! Uma loucura genial demais!
Que bela obra de Almodovar, que sou do tipo que adora ser surpreendido, odeio coisas previsíveis que se consegue imaginar com poucos detalhes, esse filme é o oposto disso. É totalmente imprevisível, desperta a curiosidade de uma forma absurda sobre o que está havendo, te faz traçar tantas teorias na cabeça. Simplesmente esplendido, um dos melhores filmes que já assisti. Recomendo sem duvida.
É fascinante acompanhar a carreira de um diretor habilidoso como Almodóvar. Ele possui aquela flexibilidade rara que permite que entre em qualquer projeto mantendo a sua marca, mas ao mesmo tempo contribuindo positivamente para a narrativa, sem torná-la autoral. Ou pelo menos tenta.
Um dos melhores filmes que já assisti, final surpreendente, não tirei os olhos por nenhum segundo. recomendo
As experiências de Pedro Almodóvar sobre a subjetividade humana
Vingança, juízo de valor e paternalismo. Temas frequentes na obra de Almodóvar tornam a figurar em A Pele que Habito (2011). A produção espanhola foge do gênero habitual do cineasta, contudo reforça algumas das suas suas marcas e agrada a maioria dos fãs que o autor conquistou em tantos anos de cinema dramático, romântico e crítico.
A trama que tem como base o romance Tarântula, de Thierry Jonquet, é uma enxurrada de referências, que vão desde a obra de Franz Kafka passando pela história de Kaspar Hauser e cercando Frankenstein, e são anexadas em um enredo atual e transpassadas aos olhos do espectador por um belíssimo elenco e atuações minimalistas.
Robert (Antonio Banderas) é um cirurgião plástico que sofre de diversos traumas, desde uma criação atribulada, com os pais ausentes, até à trágica morte da esposa, que acabou cometendo suicídio após ter o corpo inteiramente queimado em um acidente de carro. A filha do casal, Norma (Blanca Suárez) presencia o ato e desenvolve uma série de problemas psicológicos, enquanto Robert torna-se obcecado em estudar o tecido epitelial humano, tentando reconstituí-lo por completo, justamente para que a história de sua esposa não se repita.
A partir deste ponto, cada vez mais a insanidade domina Robert, que acaba não medindo a intensidade dos seus atos. E nesse contexto é que Almodóvar apresenta Vera (Elena Anaya) ao espectador. Uma mulher calma e aparentemente complacente com a situação de ser mantida em cárcere privado dentro da casa do cirurgião.
Sobrecarregado de informações, porém com narrativa de fácil compreensão e um ótimo andamento, A Pele que Habito é um ensaio sobre as relações humanas, as máscaras sociais, a essência do ser, a liberdade individual e os limites da crueldade intraespecífica.
Vingança, juízo de valor e paternalismo. Temas frequentes na obra de Almodóvar tornam a figurar em A Pele que Habito (2011). A produção espanhola foge do gênero habitual do cineasta, contudo reforça algumas das suas suas marcas e agrada a maioria dos fãs que o autor conquistou em tantos anos de cinema dramático, romântico e crítico.
A trama que tem como base o romance Tarântula, de Thierry Jonquet, é uma enxurrada de referências, que vão desde a obra de Franz Kafka passando pela história de Kaspar Hauser e cercando Frankenstein, e são anexadas em um enredo atual e transpassadas aos olhos do espectador por um belíssimo elenco e atuações minimalistas.
Robert (Antonio Banderas) é um cirurgião plástico que sofre de diversos traumas, desde uma criação atribulada, com os pais ausentes, até à trágica morte da esposa, que acabou cometendo suicídio após ter o corpo inteiramente queimado em um acidente de carro. A filha do casal, Norma (Blanca Suárez) presencia o ato e desenvolve uma série de problemas psicológicos, enquanto Robert torna-se obcecado em estudar o tecido epitelial humano, tentando reconstituí-lo por completo, justamente para que a história de sua esposa não se repita.
A partir deste ponto, cada vez mais a insanidade domina Robert, que acaba não medindo a intensidade dos seus atos. E nesse contexto é que Almodóvar apresenta Vera (Elena Anaya) ao espectador. Uma mulher calma e aparentemente complacente com a situação de ser mantida em cárcere privado dentro da casa do cirurgião.
Sobrecarregado de informações, porém com narrativa de fácil compreensão e um ótimo andamento, A Pele que Habito é um ensaio sobre as relações humanas, as máscaras sociais, a essência do ser, a liberdade individual e os limites da crueldade intraespecífica.
filme muito bom! ainda que uma estrutura de filmagem e cenográfica altamente bem feitas, posso afirmar que foge dos padrões generalizados do business de Hollywood. o que é bem bacana para aqueles que querem variar um pouco. a temática é sem dúvida o maior ponto forte, uma história central bem interessante (e bizarra) com apêndices secundários muito inteligentes. ao contrário de outros filmes do Almodovar, as histórias paralelas possuem importâncias quase que equivalentes. mas neste filme, noto que todas elas servem para enriquecer o formidável papel de Antigo Banderas e seu dilema de criador e criatura.
Não precisava ser tão horrível pra passar a mensagem. Não é qualquer um que vai entender. Não assistiria novamente.
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