A Pele que Habito
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4,1
1567 notas

138 Críticas do usuário

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Tiago Luiz Bubniak
Tiago Luiz Bubniak

14 seguidores 16 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de julho de 2012
Fidelidade ao conjunto da obra

Em seu mais novo filme, A Pele que Habito, Pedro Almodóvar mantém forte os traços que sempre o destacaram na sétima arte

“Cientista maluco” cria uma pele mais resistente que a humana para sua amada. Muitos seguiram nessa linha para se referir ao novo filme de Pedro Almodóvar, A Pele que Habito. Mas tratando-se do diretor espanhol, nada é tão superficial assim e as metáforas afloram em todo momento. Com o título desta obra não é diferente. Afinal, é preciso levar em consideração quem – ou o que – está no interior da pele do personagem criado por Almodóvar. Convém citar o que consta no site oficial do filme: “A pele é a fronteira que nos separa dos demais, determina a raça a que pertencemos, reflete nossas raízes, sejam elas biológicas ou geográficas. Muitas vezes reflete os estados da alma, mas a pele não é a alma”. Falar mais a respeito é estragar surpresas e simplesmente comprometer a experiência fantástica que é entrar em contato com esse longa do cineasta espanhol, baseado no livro Tarântula, de Thierry Jonquet.
Antonio Banderas está para Pedro Almodóvar assim como Johnny Depp está para Tim Burton. Novamente Banderas figura entre os destaques de uma obra do diretor de filmes como Labirinto de Paixões (1982), Matador (1986), A Lei do Desejo (1987), Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988), Ata-me (1990), Tudo Sobre Minha Mãe (1999), Fale com Ela (2002), Volver (2006) e Abraços Partidos (2009). Banderas esteve presente nos cinco primeiros títulos. Desta vez o ator interpreta o cirurgião plástico Robert Ledgard. Com a finalidade de realizar experiências científicas, Ledgard mantém em cativeiro a bela Vera, vivida por Elena Anaya. Vera é, simultaneamente, cobaia e objeto de desejo do médico.
Fiel à sua filmografia, Almodóvar promove verdadeiras “viagens” na tela e abre espaço para múltiplas interpretações: motiva verdadeiras “viagens” também do lado de cá da tela grande. No cerne de tudo está um poderoso conflito entre essência e aparência suscitado à revelia de quem o vive. Sempre coerente com o conjunto de sua obra, o diretor espanhol trata da obsessão, dos relacionamentos complicados com a experiência da morte. Não falta tragicomédia. O exagero está lá e a policromia também. Cores intensas e variadas enchem os quadros. Reflexões sobre a relação masculino/feminino também estão presentes, um tema já fortemente trabalhado por Almodóvar em Fale com Ela.
É pesado o traço de sua assinatura nesta obra. Pedaços de vestidos estraçalhados, espalhados pelo chão e sugados por um aspirador não apenas colaboram para abrir entrelinhas. Compõem uma cena que remete às artes plásticas: parece um quadro cuidadosa e poeticamente elaborado. Os fragmentos dos vestidos são sugados pelo aspirador, mas o resultado final da ideia permanece, gruda na memória. É aquele tipo de cena com a qual você se depara e diz, sem hesitação: “sim, isto é Almodóvar”.
Não faltam referências ao Brasil em A Pele que Habito. É o caso, por exemplo, do quadro de Tarsila do Amaral, do nome Gal dado a uma das personagens (homenagem do diretor à cantora Gal Costa) e de uma citação da Bahia. Toda a história é mostrada com muitas reviravoltas, regressos no tempo e, portanto, surpresas variadas para quem assiste.
Se você não teve a oportunidade de acompanhar no cinema mais perto, assista quando chegar às locadoras. Este 19º longa metragem do cineasta espanhol não permite apenas uma experiência de sentimentos à flor da pele. É visceral.

Tiago Luiz Bubniak
frgil
frgil

11 seguidores 19 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 16 de julho de 2012
Faz muitos anos que não paro de ver um filme na metade, mais este realmente não deu. Acho que Almadovar esta perdendo o estilo e se Antonio Banderas esperou tanto para voltar a trabalhar com ele deveria ter escolhido melhor . Lamentavel !
Alex C.
Alex C.

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de maio de 2012
Com toque intimista, marcante e porque não dizer almodoviano este fime é sensacional, as cenas possuem em alguns momentos situações tensas e intrigantes, sem dúvida um bom filme.
Paula Previato
Paula Previato

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de fevereiro de 2012
O filme é magnífico, surpreende a cada momento e proporciona diversas reflexões ao final do filme. Fiquei boquiaberta com o filme, fale muito a pena assisti-lo.
danicarreis
danicarreis

46 seguidores 71 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de fevereiro de 2013
Inteligente, surpreendente, excelente... Bem Almodóvar! AMEI!!!!!
marc gogh
marc gogh

1 seguidor 13 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Realmente o Almódovar é suis generis. O filme é impressionante. Mostra a vivência de um cirurgião plástico e sua história familiar bastante conturbada (esposa, filha e o próprio). Ele culpa um rapaz que estuprou (???) sua filha que sofre de problemas psiquiátricos e ela entra em nova crise. Sequestra o rapaz levando-o para Toledo, na Espanha (uma linda cidadezinha do século XII, regada de história por todos os lados... É linda), mas numa situação meio macabra... Culpa-o pela situação e sem dar chances ao rapaz de se explicar, vai transformando-o em mulher, utilizando-o (a) como cobaia para suas experiências transgênicas... E o mais terrível... Apaixona-se por ela (ele). No final a cobaia consegue dar o pulo do gato e consegue seduzir o médico, finalizando com a morte dele. Agora Vera (antigo Vicente) está livre daquele que a construiu (a gente até se lembra do Frankenstein... Credo) e ao mesmo tempo perdida com a nova identidade...

O que o poder médico pode fazer em mãos erradas, heim! A gente sai do cinema achando que o mundo está cheio de gente assim: sem escrúpulos; com abuso de autoridade por deter poder; pessoas acima da lei por sede de vingança e o pior de tudo - sem dar chances da pessoa se defender. O que, ainda bem, não é a verdade. A gente sai do cinema até meio paranóica, achando que qualquer transeunte ... A qualquer instante... É uma sensação muito tenebrosa.

Apesar do filme instigar reflexão a respeito, traz para nós a sensação de fragilidade do homem frente a uma realidade (o ódio, a vingança, a violência, o mal)... Ainda bem que a "índole do bem" impera... Eu prefiro acreditar no homem (mulher), na sua capacidade e vontade para uma civilização com regras saudáveis e que há esperança...
Wallisson
Wallisson

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
... muito bom o filme! tanto é que foi eleito como um dos melhores de 2011
leninharjbr
leninharjbr

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
...Um dos filmes que me surpreendeu por diversas vezes. Enquanto viajava num tema, era surpreendida por outro não esperado. Gostei demais e recomendo.
Priscila B.
Priscila B.

8 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Um filme bem original, mas que não prendeu minha atenção, no começo quase dormia. Do meio em diante foi que consegui prender a atenção, por ter um roteiro inusitado, mas no fim achei bem clichê. Bom filme, mas acho que por ser original valorizam mais do que o necessário.
Elsden
Elsden

1 seguidor 10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
ASSISTAM AGORA!!! NÃO PERCAM TEMPO!!! BAITA FILME, O MELHOR DE 2011 E PROVAVELMENTE SERÁ O MELHOR DA DÉCADA. VAI DEMORAR MUITO PRA APARECER UM TÃO BOM QUANTO. SÓ UMA DICA: NA MINHA OPINIÃO AQUI ESTÁ A MELHOR PUNIÇÃO PRA UM ESTUPRADOR...
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