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Carlos Taiti
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3,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2026
No Vale das Sombras (In the Valley of Elah) – 2007 | 2h01min
Dirigido por Paul Haggis, o filme reúne uma verdadeira constelação de talentos: Tommy Lee Jones como Hank Deerfield, Charlize Theron como a detetive Emily Sanders, James Franco como Sargento Carnelli, Josh Brolin como Chefe Buchwald, além de Wes Chatham, Patrick Muldoon e Susan Sarandon como Joan Deerfield. Um drama investigativo que caminha entre o suspense policial e o drama de guerra psicológico, sem depender da guerra em si para mostrar suas cicatrizes.
Sem continuações, a obra conversa diretamente com filmes como Filha do General, Jack Reacher: O Último Tiro e Violação de Conduta, mas aqui o mistério é apenas a superfície — o verdadeiro campo de batalha está dentro do ser humano.
里 Enredo & Estória
A busca de Hank pelo filho desaparecido é mais do que uma investigação — é o colapso de uma vida inteira construída sobre honra, disciplina e patriotismo. Quando o corpo esquartejado é encontrado, o filme deixa claro que não estamos diante de um crime comum, mas de uma geração destruída por uma guerra que continuou mesmo depois do retorno para casa.
A dor de uma família que já havia perdido um filho em combate ganha um peso quase insuportável, especialmente na figura silenciosa de Joan. O que começa como uma procura por justiça se transforma em uma jornada de desconstrução: Hank descobre que o filho que ele idealizava não era o herói que imaginava — e essa é a facada mais profunda do filme.
Atuações
Tommy Lee Jones entrega uma atuação devastadora pela contenção. Seu olhar carrega a incredulidade de um homem que percebe que tudo aquilo em que acreditou não é mais sólido. É uma interpretação que não grita — ela corrói por dentro.
Charlize Theron constrói uma detetive desacreditada dentro do próprio departamento, mas que encontra na parceria com Hank uma forma de provar seu valor. Sua atuação é humana, imperfeita e essencial para o equilíbrio emocional da narrativa.
Susan Sarandon, mesmo com menos tempo de tela, representa o luto absoluto — o tipo de dor que não precisa de palavras.
Produção, Fotografia & Ritmo
A direção aposta em um ritmo lento e contemplativo — quase “no tempo da terceira idade”, como você mencionou — mas isso não é um defeito: é uma escolha narrativa para que o espectador sinta o peso da investigação e da verdade sendo revelada camada por camada.
A fotografia é fria, desbotada e realista, refletindo o vazio emocional dos personagens. Não há espetáculo visual — apenas a aridez moral de uma América pós-guerra.
Efeitos Especiais
Praticamente inexistentes — e isso é proposital. Aqui, o impacto é psicológico. O horror não está nas imagens explícitas, mas no que elas representam.
易 Temas & Impacto
O filme fala sobre:
a falência do mito do soldado invencível
o trauma invisível da guerra
a verdade por trás do patriotismo
a dor de um pai que perde o filho duas vezes: primeiro na guerra, depois na realidade
A revelação de que o crime veio dos próprios companheiros é a metáfora final: o inimigo não estava do outro lado do mundo.
⭐ Avaliação Final – Vale a pena assistir?
Não é um filme para quem busca ação ou ritmo acelerado. É um drama investigativo pesado, reflexivo e incômodo. Mas assistir Tommy Lee Jones nesse papel já é motivo suficiente.
Filme baseado em fatos reais que prende do início ao fim com o destaque para o talentoso Tommy Lee Jones fazendo o papel do pai desesperado em saber o que realmente aconteceu com seu filho. Susan Sarandon aparece pouco, mas sua participação fica pra lá de especial nas poucas cenas da mãe. RECOMENDO a todos.
Um libelo antimilitarista incrivelmente bem feito. Uma obra-prima. Um elenco fabuloso e impecável. Nada neste filme pode ser apontado como falha, pois a direção casa bem com o roteiro que casa bem com as atrizes e os atores. Sem falar que Tommy Lee Jones, Susan Sarandon e Charlize Teron são absolutamente perfeitos.
Um filme espetacular, não entendo porque não é tão falado, lembro de ter assistido no Megafilmes na parte de filmografia, depois de onde os fracos não tem vez e fiquei impressionado com o filme.
Q filme meus amigos! Q filme. Assisti agora em 2020. Tenho q dizer q a produção é uma raridade. Nada de partidarismo político (direita ou esquerda) como todos os filmes que envolvem temática militar fazem atualmente. Relata bem como a mente humana pode e é afetada pela guerra, e como os laços familiares são importantes. Tommy Lee Jones interpreta muito bem o papel do pai atrás da explicação do sumiço do filho q desaparece loga após voltar da guerra do Iraque. A policial q o ajuda tb tem sua conduta muito bem humanizada. O filme não é de ação, é mais um drama investigativo, mas vale cada minuto do seu tempo. Recomendo muito
Confesso que esperava um pouco mais do filme. Mas o resultado é satisfatório, com atuações muito boas, principalmente de Tommy. O diretor Paul Haggis é mestre, talvez esse não seja o seu melhor projeto, mas ainda continua sendo um dos melhores diretores.
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