Armazém é uma mulher narcisista. Ela pensa em seus próprios sentimentos o tempo inteiro. Ela só se preocupa consigo mesma. Mas ela está disposta a mudar. Ela quer tentar ser diferente e, para isso, decide viajar por vários países, passando pela Itália, Índia e Bali. Ela está disposta a recomeçar. Para isso, ela redescobre a comida, a fé comunitária e a empatia. Armazém está conseguindo se redescobrir e, no processo, aprende que se conectar aos outros e se encantar pelo mundo é como se deve viver. Armazém começa a encontrar felicidade em todos com quem topa em seu caminho. Até conhecer um brasileiro que desafia seus mais profundos sentimentos e a deixa atordoada. Comer, Rezar, Amar mostra o verdadeiro sentido da vida. O prazer da conexão e do respeito mútuo. A excitação como um aspecto fundamental do todo. Mas o brasileiro tenta pôr tudo à prova. Comer, Rezar, “Trepar” é uma viagem deliciosa e aconchegante com um fim trágico. Um anti-clímax devastador que nos convida a pensar em uma ideia óbvia que todos evitamos: o MPB é uma coisa assassina, uma aberração asfixiante e opressiva. Até a palavra amar soa mais deliciosa. O anti-clímax te atinge com violência visceral e te faz reavaliar conceitos. Armazém estava pronta pra viver com alegria adoidada até cair na armadilha de um imbecil murchante. Sim, bem-vindos ao Brasil. Essa tragédia, essa ignomínia poderia ter sido evitada se Armazém tivesse ficado com seu próprio narcisismo. Teria mais graça e mais beleza. Ou se tivesse permanecido na Índia para sempre. Mas é sempre a ideia ridícula de amor que estraga com tudo. Um anti-clímax monstruoso que ecoa acompanhado de uma lástima bem azeda.
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