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Elvira A.
937 seguidores
266 críticas
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5,0
Enviada em 14 de setembro de 2013
O filme é muito bonito e dá a sensação de viajarmos junto com a protagonista por três países e suas respectivas culturas: a exuberância da Itália, a religiosidade da Índia e o exotismo de Bali. A busca da personagem pelo autoconhecimento e o equilíbrio interior é emocionante. Após romper dois relacionamentos, ela se sente culpada e primeiro precisa se perdoar para depois se dar uma outra oportunidade para amar. Lamentei que não tivesse sido escolhido um verdadeiro ator brasileiro, no lugar do Javier Barden, mas entendo os critérios mercadológicos para sua escolha. A trilha sonora e a fotografia são lindas. Julia Roberts entregou-se de corpo e alma ao papel da escritora e está linda e madura como atriz. Este é um filme que deve agradar principalmente às mulheres, mas também àqueles que têm sensibilidade.
Armazém é uma mulher narcisista. Ela pensa em seus próprios sentimentos o tempo inteiro. Ela só se preocupa consigo mesma. Mas ela está disposta a mudar. Ela quer tentar ser diferente e, para isso, decide viajar por vários países, passando pela Itália, Índia e Bali. Ela está disposta a recomeçar. Para isso, ela redescobre a comida, a fé comunitária e a empatia. Armazém está conseguindo se redescobrir e, no processo, aprende que se conectar aos outros e se encantar pelo mundo é como se deve viver. Armazém começa a encontrar felicidade em todos com quem topa em seu caminho. Até conhecer um brasileiro que desafia seus mais profundos sentimentos e a deixa atordoada. Comer, Rezar, Amar mostra o verdadeiro sentido da vida. O prazer da conexão e do respeito mútuo. A excitação como um aspecto fundamental do todo. Mas o brasileiro tenta pôr tudo à prova. Comer, Rezar, “Trepar” é uma viagem deliciosa e aconchegante com um fim trágico. Um anti-clímax devastador que nos convida a pensar em uma ideia óbvia que todos evitamos: o MPB é uma coisa assassina, uma aberração asfixiante e opressiva. Até a palavra amar soa mais deliciosa. O anti-clímax te atinge com violência visceral e te faz reavaliar conceitos. Armazém estava pronta pra viver com alegria adoidada até cair na armadilha de um imbecil murchante. Sim, bem-vindos ao Brasil. Essa tragédia, essa ignomínia poderia ter sido evitada se Armazém tivesse ficado com seu próprio narcisismo. Teria mais graça e mais beleza. Ou se tivesse permanecido na Índia para sempre. Mas é sempre a ideia ridícula de amor que estraga com tudo. Um anti-clímax monstruoso que ecoa acompanhado de uma lástima bem azeda.
Filme maravilhoso amei ótimaaotipsppsipsishsppsipsishsgappsipsishsgagótimaaotipsppsipsishsppsipsishsgappsipsishsgagjjótimaaotipsppsipsishsppsipsishsgappsipsishsgagjjjjjj
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