Pânico
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4,2
1769 notas

85 Críticas do usuário

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Gabriel Buzanello 2 (perdi minha conta original)
Gabriel Buzanello 2 (perdi minha conta original)

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4,5
Enviada em 1 de novembro de 2021
É um filme excelente
Quando esse filme foi lançado (em 1996) ele fez o subgênero slasher praticamente renascer, o filme faz referência a vários filmes dos anos 70 e 80, o início do filme é muito bom, ele já mostra nos primeiros 10 minutos o que ele vai ser nos outros 100 minutos (1:40 hora), o final do filme é muito bom também, o filme tem cenas muito engraçadas, aliás é um filme de terror com comédia, esses conceitos q foram criados no filme, como spoiler: o Ghost face (assassino) ligar pra pessoa antes de matar e ter mais de um assassino,
são excelentes.

No geral um clássico q criou conceitos muito interessantes e fez um subgênero q tinha sido desgastado praticamente renascer. Nota 9,0
Billy Joy
Billy Joy

4 seguidores 51 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 25 de outubro de 2021
Pânico, filme tão dotado de referências e de uma autoconsciência perante as "regras" narrativas do cinema de gênero, é uma daquelas obras na qual a revisão nos permite observar aspectos mais sutis articulados por Wes Craven.

O que me chamou atenção nessa revisão foi o modo como Craven conseguiu abordar um espírito da época dos anos 90, de adolescentes que cresceram na era do vídeo e dos slashers, tornando-se, assim, pouco sensíveis à violência explícita.

Mas o diretor consegue ir muito além dessa ideia que, aos olhos contemporâneos, pode parecer óbvia, ou até mesmo moralista. Existe no filme uma prevalência da imagem como um todo. A imagem de vídeo, a imagem de fácil acesso num televisor, e como essa revolução midiática moldou a atitude das pessoas. Não há, somente, um gosto pelos assassinatos violentos que se vê em vídeo nos filmes, mas também uma conexão íntima disso com o fascínio pelas repercussões, especialmente na figura dos programas sensacionalistas atrelados à isso.

PÂNICO, O HOMEM E A IMAGEM
A história da arte nos relata muito bem a perpétua relação do homem com a imagem. Desde o período paleolítico, o homem das cavernas se utilizava da imagem, naquilo que ficou conhecido como "magia propiciatória", de modo a atrair para si o animal desejado através da caça. Com o passar dos milênios, e a progressiva sofisticação das artes visuais, outros aspectos da existência humana foram abordados através da construção imagética.

Independentemente do meio utilizado, a imagem sempre serviu ao homem e suas diferentes intenções. Pode-se afirmar que uma grande obra de arte é aquela que gratifica nossa inteligência e sensibilidade artística. Visualizamos uma pintura, uma escultura num museu, buscando uma espécie de gratificação estética.

Contudo, o surgimento da sétima arte e, sobretudo, a sua progressiva portabilidade, simbolizada especialmente pelo advento do vídeo como possibilitador de criações caseiras e, nos tempos atuais, do digital presente na palma da mão de um usuário/criador, configura-se como perturbadora dessa relação histórica entre homem e imagem. A imagem deixa de nos servir, para que nós passemos a servi-la.

Pânico aborda isso de modo muito significativo. Quando, no último ato, Craven alterna planos do personagem cinéfilo conversando com o filme de terror na televisão, com o mesmo ato sendo replicado pelos personagens dentro da van, fica muito evidente como o filme aborda uma mistura entre ficção e realidade, causada pela tirania que a imagem exerce nas pessoas. É muito sintomático o fato de Sidney gritar por socorro na janela e isso ter nenhum resultado, pois tanto dentro da casa quanto na van os personagens estão muito ocupados com o que se passa em tela.

É como se, na possibilidade de registro e visualização quase instantâneos que o home-video apresenta, o que foge dos limites da tela perdesse a importância, e as fronteiras entre o real e o virtual fossem eliminadas, em favorecimento à inação completa perante a tirania da imagem. Se isso fica muito evidente em Pânico e no espírito da época do filme, não está menos presente na vida contemporânea. Diariamente, somos bombardeados pelos mais variados registros amadores feitos por câmeras de smartphone. É a ação violenta do policial, a briga de trânsito, o linchamento, o grito por socorro perante uma ação abusiva. Para que a imagem que vemos seja possível, é necessário um humano em posição passiva de registrador do que se sucede. Sua submissão ao registro, à imagem produzida em tela, parece eliminar sua possibilidade de intervenção real. O homem nos tempos de imagem portátil torna-se voyeur da tragédia evitável.

Sidney, personagem de notável e progressiva força ao longo do filme, é essencialmente a única do núcleo principal que não possui uma cena de submissão à imagem. Não por acaso, sua relação com a violência real é a mais efetiva nos desdobramentos da trama.

Funcionando de modo totalmente oposto a isso, os assassinos morrem pelas suas completas subordinações à tela. Billy, no meio de uma perseguição, é curiosamente distraído por Halloween na televisão, e com isso é surpreendido por Sidney. O desfecho de Stu é ainda mais frontal com relação à isso, morrendo literalmente através da televisão.

Com isso, filme de Craven é verdadeiramente um marco no cinema de gênero. Não somente pela abordagem autoconsciente que propõe, e que seria exaustivamente replicada em outras obras até os tempos atuais, mas também por abordar aspectos emergentes da relação humana com os novos dispositivos de imagem. Algo que também é explorado até hoje em diferentes aspectos, seja no desktop horror ou nas distopias de Black Mirror, mas é na mãos de Wes Craven que, de fato, assume um caráter de obra-prima atemporal.
Felyppe Medeiros
Felyppe Medeiros

11 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de outubro de 2021
Esse filme é sensacional!!! O que mais chama atenção é o suspense. É bem criativa, a história é ótima. Vale muito assistir esse filme.
Tiaguinhomg80
Tiaguinhomg80

11 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de outubro de 2021
Apesar de muitas pessoa não acharem scream uma obra prima, a verdade é que ele e uma sem sombra de duvidas.
Scream veio revitalizar um género slasher pois por mais que me custe dizer isto Michel Myers tinha sido um fracasso em Halloween 6-A última vingança, Freddy Krugger cada vez mais entediante com as suas ideias desprovidas e jason a continuar a sua matança louca sem nenhum motivo e que já estava a cansar o espectador.
Quando vi scream pensei que ia ver mais do mesmo, mas surpreendi-me pela positiva.
As interpretações estavam incrivelmente bem feitas e não como negar que Sidney prescot é a Laurie Strode de Halloween.
O papel de Cox como gale também estava incrível.
As mortes bastantes cativantes e o melhor de tudo é que não havia pistas de quem era o serial killer, deixando o espetador o filme inteiro a pensar quem poderia ser pois ,qualquer personagem podia ser o assassino.
Luiz
Luiz

4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de agosto de 2021
Literalmente uma das maiores obras de todos os tempos, metalinguagem impecável, é a melhor saga dos filmes de terror, chego a dizer que é o melhor filme slashers que tem, a cena do telefone é um marco audiovisual
Rita Barbosa
Rita Barbosa

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de julho de 2021
Eu amooo esse filme esse é um dos melhores filmes que eu já vi amoooo tem um roteiro maravilhoso o jeito que o filme brinca com os cliches da epoca só podia ser o Wes Craven mesmo
Willyanwallace990
Willyanwallace990

1 seguidor 12 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de fevereiro de 2021
É com certeza um dos melhores filmes de terror que existem. Personagens carismaticos, violencia e misterio fazem desse filme muito bom.
Jo "SPOILER CRÍTICO"  Alves
Jo "SPOILER CRÍTICO" Alves

6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de março de 2021
Pânico (1996) foi um divisor de águas para o cinema de terror. Após o sucesso de filmes como Halloween, Sexta Feira 13 e A Hora do Pesadelo (do mesmo produtor de Pânico), os filmes de terror entraram em decadência, pois o conteúdo era sempre o mesmo: um assassino imortal; cenas clichês e adolescentes transados até a morte (que é uma cena clichê). Isso não vendia mais. Neste cenário, surge Scream, ou no Brasil, Pânico. Um filme que tinha o objetivo de satirizar todos os clichês do terror, com bastante humor, mas sem perder de vista o terror que o filme se propôs a entregar.
spoiler: A história do filme é sobre um assassino mascarado que telefona para suas vítimas e começa a perguntar sobre filmes de terror. Conforme a conversa torna-se tensa, o assassino, aqui chamado Ghostface, começa a ameaçar a vítima, dizendo que caso não acerte a pergunta que ele fará, o resultado será a morte. A primeira cena do filme já nos presenteia com uma morte amedrontadora. Casey Becker, uma jovem, atende o telefone e começa o diálogo macabro com Ghost, só que de repente ele a ameaça, dizendo que se errar a pergunta sobre o filme Halloween, então o namorado dela, que está amarrado em sua varanda, morre. Quando ela acerta a pergunta, o assassino faz outra, sobre Sexta feira 13, e a garota acaba errando, resultando na morte do garoto. Após isso, ela desliga o telefone e tenta fugir, porém, sem êxito. O assassino a persegue e desfere uma série de facadas, além de pendurar o cadáver no jardim da casa. Os pais da garota chegam logo depois e se deparam com o corpo ensanguentado e exposto da sua filha. Impossível não se empolgar com esse início. Temos mortes, violência, enredo e humor. Sem contar na pegada totalmente diferente do filme: o assassino brinca com a vítima, corre desesperado atrás (o que é incomum em filmes de seriais killers) e até se machuca em meio a perseguição. Muito diferente (para bom) do que se acostumou no terror. No outro dia, o assassino tenta mais uma vítima, a protagonista Sidney Prescott - Neve Campbell -, mas ela desliga o telefone na cara dele. Com isso, Ghost invade sua casa e tenta matá-la, mas sem sucesso, pois a garota despista ele e liga para a polícia. Após a fuga, o namorado de Sidney, Billy - Skeet Ulrich -, entra na casa para ver se está tudo bem e os dois se abraçam. No abraço, Billy deixa cair um telefone do seu bolso (não era comum as pessoas saírem com telefones para a rua naquela época). Isso fez com que Sidney desconfiasse do próprio namorado, resultando na sua prisão. Mesmo com Billy preso, as ligações e mortes não param, o que ocasiona na soltura do jovem, já que não era ele o assassino. Nesse momento a trama começa a apresentar e envolver os amigos de Sidney. Cada personagem tem uma característica marcante: o Xerife Dewey é um idiota por completo e também irmão da melhor amiga de Sidney; a repórter Gale - Courteney Cox - é obsessiva pelo sucesso e produziu uma matéria sobre a morte da mãe de Sidney; Randy é o garoto especialista em filmes de terror o melhor personagem); entre outros. Com as mortes acontecendo e a fantasia de Ghostface sendo acessível à todos da escola de Woodsbore, o diretor acaba suspendendo as aulas. Nisso, outro personagem, o Stuart, que fica com Riley, melhor amiga de Sidney, irá promover uma festa para comemorar a suspenção das aulas. É na festa (mais uma social) que o show de horrores continua.

O filme Pânico trabalha com quebras de expectativas, pois faz com que os personagens nos revelem acontecimentos que nós achávamos que provavelmente iriam acontecer, mas a sacada é que os personagens também sabem que determinada situação ocorre em filmes do gênero terror, zombando do clichê.
spoiler: Ghost, ao chegar na festa, trata de eliminar Riley, primeira vítima dentro da casa. Após a morte dela, o filme aborda mais a festa em si, onde é possível visualizar cenas memoráveis. Na sala, Randy e Stuart colocam na televisão o clássico Halloween para as pessoas assistirem, enquanto a produção utiliza da música de suspense do filme para criar o próprio suspense, à medida que Ghostface vai fazendo suas vítimas. Outro ponto relevante da cena é o diálogo de Randy sobre as regras do terror, que seria, mais ou menos, o que podem e o que não podem fazer num filme de terror (onde eles estão). Chega um momento que Randy diz para em hipótese alguma falarem que vão ali e já voltam, pois nunca voltam, e nesse momento Stuart se levanta para buscar uma cerveja e diz "vou ali e já volto", resultando numa excelente quebra de expectativa. Após todos esses acontecimentos, o filme caminha para o seu desfecho, quando Billy acaba sendo morto pelo assassino e Randy trava uma briga do lado de fora da casa com Stuart, pois um deles é o assassino, mas Sidney não sabe quem. Lembrando que as outras pessoas foram embora porque alguém ligou avisando que o diretor havia sido assassinado e exposto. De repente, aparece Billy rolando às escadas. Na verdade ele não estava morto, só havia se ferido. Ele abre a porta e os meninos entram, porém, nesse momento o Billy se revela o Ghostface e ataca Randy. Quando Sidney pede ajuda à Stuart, ele também se revela o Ghostface (MEU DEUSSS). Eles atacam a protagonista, até que Gale aparece armada na casa, só que com a arma travada, e logo é rendida. O filme soube trabalhar com o mistério acerca de quem poderia ser o vilão. Os pontos positivos foram que ninguém conseguiu identificar o vilão, muito menos que seria mais de um. Foram dois plot twits de vez, um para cada assassino. Stuart leva algumas facadas de Billy, para parecer que ele era um sobrevivente e não o assassino, mas nisso Sidney acaba fugindo e reaparece como Ghostface, matando Stuart, ao jogar uma televisão em sua cabeça. Logo após, Billy tenta atacar Sidney, mas Gale, agora com a arma destravada, acerta um tiro em Billy. Quando todos achavam que havia acabado, Billy "ressuscita" como todos os assassinos de filme de terror para uma última vingança, mas leva um tiro de Sidney na cabeça, finalmente o mantando. Os sobreviventes, ao final, são: Sidney, Gale, Randy e Dewey. Por fim, Gale produz uma matéria sobre o caso Ghostface, encerrando o filme.

Assim como Halloween, filme que inspirou Pânico, ambos tiveram sucesso de bilheteria e nas críticas. Esse filme produzido por Wes Craven é um marco para os filmes do gênero e só não é o meu preferido por um detalhe. Pânico é o tipo de filme que deve ser assistido uma vez por ano, no mínimo. Pode ser assistido no Halloween, nas sextas-feiras 13 ou numa social com amigos. Super recomendável.

Nota geral do filme: 100%
* Atuações - 20/20
* Enredo - 20/20
* Efeitos - 15/15
* Atratividade - 10/10
* Trilha Sonora - 5/5
* Desfecho - 20/20
* Gosto Pessoal - 10/10
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de novembro de 2020
"Pânico" veio para ressuscitar um gênero que já estava perto do seu fim, os filmes slasher, um gênero que arrastou multidões para o cinema nos 80 porém que cada vez mais estava caindo no ostracismo, "Pânico" não apenas trouxe os holofotes novamente pra cima do gênero, ele inovou em sua linguagem, narrativa e visual e conseguiu emplacar um dos mais bem sucedidos serial killers do cinema.

O longa de 1996 é dirigido pelo brilhante Wes Caven, um entusiasta do gênero de terror e completamente apaixonado por filmes Slashers, que em 1984 já havia dado uma super contribuição ao gênero quando dirigiu o primeiro "A hora do pesadelo" personificando um dos personagens mais assustadores do cinema, 12 anos depois o cineasta americano volta a reinventar o gênero criando um serial killer completamente inovador, sem aspectos sobrenatural ou de um assassino imbatível, pânico inova, em primeiro lugar por se tratar de um perseguidor humano, que comete vários erros e é completamente atrapalhado.

As atuações do filme todas são boas, principalmente pelo clichê, temos muitas atuações performáticas e estereotipadas que funcionam em relação ao clima do filme, além disso, a direção é ótima, com mérito ao já citado bom roteiro e a um gore, que é contido, mas muito eficaz, com uma fotografia cinza, típica de filmes de terror dos anos 90 e uma edição primorosa, sem deixar barrigas ou lacunas, a condução é rápida, a história se desenvolve bem e prende o telespectador a todo instante, misturando um humor ácido a um suspense que funciona bem considerando o clima terror cômico do longa, "Pânico" é uma sátira levada a serio que funciona muito bem.

(SPOILER) Um dos maiores méritos do diretor Wes Caven é reconstruir o assassino em um molde que o importante não é quem está atrás da máscara, e sim a mascara em si, pois o pânico não é um vilão único, visto que até no primeiro filme esse papel é compartilhado entre dois assassinos, isso é brilhante pois dá uma iconografia única ao filme. Outro ponto legal é saber brincar também com quem veste a máscara, pois o assassino é sempre um fã de filmes de terror, alguém que cresceu assistindo os grandes clássicos e por isso decide copiar, mais uma ótima alegoria de Caven. (FIM DO SPOILER)

Wes Caven faz de "Pânico" uma carta de amor ao gênero de terror slasher, conduzindo sua obra como uma homenagem a todos os grandes filmes que marcaram o gênero, com diversas referências, seja diretamente -como um zelador com camisa verde e vermelha chamado Fred-, ou até nós nos detalhes -Como a personagem da primeira cena estar comendo uma pipoca- fazendo uma referência a Halloween, até com os clichês o diretor brinca, "Pânico" é uma metalinguagem perfeita, inteligente, instigante e apaixonada. Wes prova toda sua nerdice de terror através do roteiro, seja no brilhante quiz da cena inicial ou até nos enquadramentos homenageando os grandes clássicos de uma era. "Sexta-Feira 13", "Halloween", "A hora do pesadelo”, “Massacre da serra elétrica" entre outros, todos tem sua homenagem aqui. 7,5/10
Luccas Goulart
Luccas Goulart

51 seguidores 133 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 31 de outubro de 2021
Não tem como não gostar desse clássico da década de 90 e classificar como revolucionário e inesquecível!!
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