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Quebras súbitas de linearidade com flashbacks sem efeitos de vinheta, "fade" ou similares são geniais (ou dignos do grande Sean Penn, se você, assim como eu, o admira). A história, além de ter o melhor argumento possível para um enredo de cinema (ser real, de fato), é comovente e bem construída levando o espectador à melhor forma de imersão - a atenção e a análise filosofico-psicologica do protagonista que, nas duas horas e meia de filme, se desenvolve de forma insultiva ao consenso geral desafiando o espectador sendo solene na conquista da sua admiração. Enfim, podem ser levantados vários pontos contra o próprio personagem, mas a cinematografia junta à história não encontra melhor casamento do que que nesta obra.
Filme muito bom. Retrata diversos conceitos importantes a respeito da vida e características marcantes do existencialismo podem ser observadas. Vale a pena ser visto.
Filme incrivel, faz repensar alguns valores! Vale a pena assistir...
Exelente filme, trilha sonora perfeita, o melhor filme de Drama que ja vi, um show de interpretacao do Emile.
Sem dúvida um dos mais belos filmes que tive a honra de assistir. É uma história linda, a trilha do filme é na medida certa e as imagens é um show a parte.
Na real, o Melhor que filme que já vi!!! a trilha sonora entao…..
Assisti o filme junto com minha filha que, na época tinha 14 anos! Maravilhosa experiência. Filme de ótima direção, fotografia, edição e trilha sonora. Baseado em história real, deveria ser assistido por todos.
“Na natureza selvagem” é um daqueles filmes que dá a quem assiste vontade de viver. Traz uma reflexão sobre o materialismo, o convívio social, a busca pela felicidade e por um sentido na vida, uma discussão ao mesmo tempo complexa e simples de entender – mas um pouco difícil de praticar. Somadas à densidade do filme estão as excelentes atuações – com destaque, claro, para o protagonista, Emile Hirsch, que interpreta Christopher McCandless/Alexander Supertramp – e a notável trilha sonora. Além disso, com inspiração principalmente dos livros de Tolstoi, as palavras usadas são empregadas de um modo espetacular, desde os primeiros segundos. Sem dúvidas, um trabalho muito bem-sucedido de Sean Penn como diretor.
Christopher McCandless é um jovem que não se encaixa na sociedade de consumo norte-americana. Recém-formado, não quer um carro novo, não quer estudar Direito em Harvard (apesar de ter notas para isso) e despreza relações sociais baseadas em status, dinheiro, carreira ou bens. Para ele a vida moderna é toda baseada em mentiras e maldades. Decide, então, abrir mão de absolutamente tudo e partir em busca de uma vida simples e próxima à natureza, onde deseja encontrar a verdade. Abandona sua família sem deixar rastros.
"Mais que amor, dinheiro, fé, fama e equidade, dê me a verdade", é uma das várias frases que cita de memória dos livros que carrega consigo, os únicos bens dos quais não abre mão. A filosofia e os poemas de Thoreau, naturalista norte-americano nascido em 1817, radical crítico das ideias desenvolvimentistas e autor da frase, o inspira a ir em frente. Outro escritor que acompanha Chris é Liev Tolstói, escritor nascido em 1828 que, também influenciado por Thoreau, foi um conhecido pacifista e naturalista russo. Alexander Supertramp, nome que o jovem Chris passa a usar, mergulha assim numa vida de liberdade, sem documentos, vivendo um dia após o outro no interior do oeste norte-americano sem nenhum outro plano futuro exceto viver sozinho algum tempo na natureza selvagem do Alasca. O nome adotado por Chris lembra o conjunto de rock Supertramp, mas é uma referência ao estilo de vida que passara a adotar: se tornou um "super-andarilho".
Em dois anos de caminhada e aventuras conhece diferentes pessoas que, cada uma a seu modo, vivem de modo simples suas vidas. Em alguns casos poderia ter fincado raízes, mas não se deixa prender por nada que o impeça de seguir sua aventura solitária. "Há um tal prazer nos bosques inexplorados / Há uma tal beleza na solitária praia / Há uma sociedade que ninguém invade / Perto do mar profundo e da música do seu bramir / Não que ame menos o homem / Mas amo mais a Natureza" é a citação de Lord Byron que abre o filme e define a vontade de Chris de se afastar da sociedade e conhecer a vida selvagem do Alasca. Lá encontra um ônibus abandonado numa planície e resolve estabelecer moradia. Serão, então, pouco mais de 100 dias de vida solitária na natureza selvagem.
Na Natureza Selvagem ("Into The Wild") é um filme de 2007 com roteiro e direção de Sean Penn, baseado na história verídica de Christopher McCandless (foto superior). Emile Hirsch (foto inferior) vive o jovem Supertramp com uma interpretação que envolve, mas é Hal Holbrook, indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por esse trabalho, que traz emoção ao filme no papel de Ron Franz. A direção de Sean Penn é competente, mas o ponto alto da obra está na fotografia, com paisagens maravilhosas, e na edição de Jay Cassidy, que recebeu a outra indicação do filme ao Oscar.
Mas não há como deixar de falar da trilha sonora do filme. Com músicas originais, tal como "Garanteed", que ganhou o Globo de Ouro de melhor tema musical original, Eddie Vedder deu um show a parte com cantando letras que traduzem o bem espírito do personagem principal. Aliás, Sean Penn não poderia ter escolhido melhor o compositor para sua trilha sonora, já que o compositor e vocalista da banda de Seattle Pearl Jam tem em sua discografia outro grande sucesso que bem poderia ter sido o tema do protagonista: "I am mine".
Na Natureza Selvagem é daqueles filmes que mexem com o espectador, ficando na cabeça por algum tempo. A maioria de nós se identificará com o jovem Christopher, se não por sua atitude impulsiva e até certo ponto inconsequente, ao menos com seu inconformismo diante das mentiras da sociedade moderna e seu sonho de uma vida mais simples e próxima à Natureza.
"Mais que amor, dinheiro, fé, fama e equidade, dê me a verdade", é uma das várias frases que cita de memória dos livros que carrega consigo, os únicos bens dos quais não abre mão. A filosofia e os poemas de Thoreau, naturalista norte-americano nascido em 1817, radical crítico das ideias desenvolvimentistas e autor da frase, o inspira a ir em frente. Outro escritor que acompanha Chris é Liev Tolstói, escritor nascido em 1828 que, também influenciado por Thoreau, foi um conhecido pacifista e naturalista russo. Alexander Supertramp, nome que o jovem Chris passa a usar, mergulha assim numa vida de liberdade, sem documentos, vivendo um dia após o outro no interior do oeste norte-americano sem nenhum outro plano futuro exceto viver sozinho algum tempo na natureza selvagem do Alasca. O nome adotado por Chris lembra o conjunto de rock Supertramp, mas é uma referência ao estilo de vida que passara a adotar: se tornou um "super-andarilho".
Em dois anos de caminhada e aventuras conhece diferentes pessoas que, cada uma a seu modo, vivem de modo simples suas vidas. Em alguns casos poderia ter fincado raízes, mas não se deixa prender por nada que o impeça de seguir sua aventura solitária. "Há um tal prazer nos bosques inexplorados / Há uma tal beleza na solitária praia / Há uma sociedade que ninguém invade / Perto do mar profundo e da música do seu bramir / Não que ame menos o homem / Mas amo mais a Natureza" é a citação de Lord Byron que abre o filme e define a vontade de Chris de se afastar da sociedade e conhecer a vida selvagem do Alasca. Lá encontra um ônibus abandonado numa planície e resolve estabelecer moradia. Serão, então, pouco mais de 100 dias de vida solitária na natureza selvagem.
Na Natureza Selvagem ("Into The Wild") é um filme de 2007 com roteiro e direção de Sean Penn, baseado na história verídica de Christopher McCandless (foto superior). Emile Hirsch (foto inferior) vive o jovem Supertramp com uma interpretação que envolve, mas é Hal Holbrook, indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por esse trabalho, que traz emoção ao filme no papel de Ron Franz. A direção de Sean Penn é competente, mas o ponto alto da obra está na fotografia, com paisagens maravilhosas, e na edição de Jay Cassidy, que recebeu a outra indicação do filme ao Oscar.
Mas não há como deixar de falar da trilha sonora do filme. Com músicas originais, tal como "Garanteed", que ganhou o Globo de Ouro de melhor tema musical original, Eddie Vedder deu um show a parte com cantando letras que traduzem o bem espírito do personagem principal. Aliás, Sean Penn não poderia ter escolhido melhor o compositor para sua trilha sonora, já que o compositor e vocalista da banda de Seattle Pearl Jam tem em sua discografia outro grande sucesso que bem poderia ter sido o tema do protagonista: "I am mine".
Na Natureza Selvagem é daqueles filmes que mexem com o espectador, ficando na cabeça por algum tempo. A maioria de nós se identificará com o jovem Christopher, se não por sua atitude impulsiva e até certo ponto inconsequente, ao menos com seu inconformismo diante das mentiras da sociedade moderna e seu sonho de uma vida mais simples e próxima à Natureza.
O personagem principal é o reflexo de tantos gênios-prodígio que se sentem deslocados de si mesmos em meio à distrações e mentiras, como a citada "cegueira".
Tecnicamente é um filme mais do que bem construído, a fotografia capta exatamente o necessário das belezas naturais do solo norte-americano, o que encanta ainda mais. A trilha sonora é algo à parte, Eddie Vedder realizou um trabalho sensacional do início ao fim.
Como já foi dito, é um filme para ser sentido, não interpretado.
Tecnicamente é um filme mais do que bem construído, a fotografia capta exatamente o necessário das belezas naturais do solo norte-americano, o que encanta ainda mais. A trilha sonora é algo à parte, Eddie Vedder realizou um trabalho sensacional do início ao fim.
Como já foi dito, é um filme para ser sentido, não interpretado.
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