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Birovisky
231 seguidores
196 críticas
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5,0
Enviada em 17 de novembro de 2017
Impossível não chorar confiram sem espaços em: h t t p s : / / rezenhando . wordpress . com /2017/11/17/rezenha-critica-tumulo-dos-vagalumes-1988/
Provavelmente você já ouviu falar de animações ou desenhos que não foram feitas para criança assistir, Túmulo dos Vagalumes é um exemplo a ser seguido religiosamente, tanto que já imaginando o que estava por vir procrastinei a sessão por muito tempo porque sabia que ia chorar a qualquer momento. Se você nunca ouviu falar desta obra prima precisa perder cinco minutos do seu tempo lendo esta “rezenha” crítica para descobrir o que está perdendo e assistir, a boa notícia é que tem no Youtube as versão Dublada e Legendada completas!
Já no primeiro minuto você sente a pegada que aquilo ali não é feito para crianças mesmo, o jogo de cores saturado com sombras, mais o encontro fúnebre do espírito do protagonista com seu corpo falecido dói na alma, seco e direto. Ali a obre te prende não tem jeito.
Túmulo dos Vagalumes narra a trágica história sobre dois irmãos – Setsuko e Seita – que vivem no Japão durante a época da guerra que, após tornarem-se órfãos por causa do conflito (sua mãe morreu e seu pai está desaparecido), vão parar na casa de parentes. As coisas pioram quando acabam tendo que ir viver em um abrigo no meio do mato. Toda a história é narrada pelo irmão mais velho Seita após sua morte. Uma história angustiante, triste e dolorosa que, apesar de relatar acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, está pouco interessada em relatar causas militares e sim em falar sobre as vítimas, muitas vezes silenciosas.
A estética da animação com a trilha sonora melancólica com arranjos em violino contribuem para a demasiada tristeza. Os 88 minutos de duração passam voando e são tão intensos quanto uma marretada na cara, você fica com a cara inchada.
Os japoneses conseguem nos fazer sentir na pele o que as pessoas daquela época sentiram, seja por racionamento de recursos, catástrofes, genocídios e pessoas tendo de viver em situações calamitosas, tudo isso é nos enfiado “guela à baixo” e é difícil de digerir porquê até em filmes ou vídeos reais o choque é menor, na verdade eles não enfeitam nada, e acho que vou guardar para sempre uma cena em especial da mãe dos irmãos toda queimada, aquilo não é fácil “desver”.
Os traços são conhecidos, pertencem ao Estúdio Ghibli, que já fez outras obras primas como A Viagem de Chihiro e Vidas ao Vento (crítica aqui) por exemplo.
Existem outros exemplos de animações que são conhecidas por terem sido feitas para adultos, além de Vidas ao Vento já citada e com “rezenha” crítica aqui no blog poderia também citar Mary e Max: Uma Amizade Diferente (crítica aqui) e Minha Vida de Abobrinha (crítica aqui), Akira e entre tantas outras, inclusive do Estúdio Ghibli que são especialistas em nos fazer chorar.
Se for assistir esteja preparado com lencinhos umedecidos e embarque no porão da guerra, aquilo que ninguém quase mostra.
Iria assistir de novo? Com certeza.
Minha nota é 5/5.
E você o que achou do filme? Conte-nos para saber sua experiência. O seu comentário é a alma do Blog.
Mais que uma obra prima, uma sensação de ter viajado a outro mundo e ter sofrido junto com a pequena Setsuko e o menino Seita, eles emocionaram o mundo com um sofrimento inacabável, a 2° guerra mundial e suas dores transmitem uma tristeza enorme. O tumulo dos Vaga-lumes tem um roteiro baseado em fatos reais e assim reflete seus feitos do inicio ao fim, coloco essa obra como uma das melhores animações de todos os tempos e entre os 100 melhores filmes da história. ainda estou em êxtase com essa história linda e ainda mais Triste.
Não há palavras para descrever essa obra prima,dps q vc assistir isso provavelmente vc ficará triste e depressivo ,filme lindo épico e etc já está na minha lista de melhores filmes de todos os tempos!!!
“Túmulo dos Vagalumes” é um filme poderoso, indescritivelmente tocante, que retrata os efeitos devastadores da 2a Guerra Mundial sobre o Japão, narrados sob a perspectiva de Seita, um jovem órfão que recebe o encargo de cuidar de Setsuko, sua irmã mais nova.
Já na primeira cena sabemos que Seita não consegue sobreviver. Por meio da narrativa de trás para frente, o filme parece advertir o expectador: não nutra esperanças, trata-se de uma tragédia. Somos apresentados, então, a uma contraditória sociedade japonesa, extremamente individualista, incapaz de demonstrar empatia e compaixão justamente no momento em que o país mais necessitava de um grande esforço de união e altruísmo. Nesse ambiente extremo, Seita não admite ser humilhado e luta sozinho pela sobrevivência, contra tudo e contra todos. É possível associar o comportamento orgulhoso de Seita com o fato de seu pai ter sido militar.
São recorrentes, do início ao fim, temas delicados, como a fome, a doença e o terror da guerra, a qual serve, na verdade, como de pano de fundo para o desenrolar de uma singela e triste história de sobrevivência. Trata-se de uma bela e dolorosa jornada de amadurecimento de um menino obrigado a carregar um fardo demasiadamente pesado.
O filme recorre a diversos simbolismos, com destaque para a lata de balas de frutas. À medida que as balas, maior prazer de Setsuko, vão se esgotando, tudo indica que a vida não reservará qualquer alento para a sofrida vida da menina. Ela mesmo parece saber disso e as preserva, comendo uma por vez.
O “túmulo dos vaga-lumes” é uma metáfora que cabe interpretação conforme a experiência individual. É plausível que seja uma referência à vida curta dos irmãos, assim como a dos vagalumes, que brilham por apenas um verão. Além disso, o túmulo cavado desoladamente por Setsuko para enterrar os insetos pode ser visto como uma vala coletiva, em referência à forma com que são tratados os mortos na estação, lugar para onde vai o corpo de Seita.
Observa-se, ainda, que, apesar de Seita e Setsuko terem sido enterrados em locais diferentes – que poderíamos chamar de “cemitérios de vagalumes” –, os irmãos se reencontram após a morte, o que proporciona leve sopro de otimismo em meio à tristeza, que é a tônica do filme.
A animação é graficamente irretocável, extremamente realista e emocionante. A duração é na medida certa, suficiente para causar empatia e envolvimento. E os personagens bem elaborados e marcantes. O obstinado Seita, com seu amor incondicional pela irmã, e a doce Setsuko, sempre confiante e devota ao irmão, certamente acompanharão o expectador para o resto da vida.
Certamente Túmulo dos Vaga-lumes é um dos melhores filmes/animações que eu já vi na vida. No quesito emoção acredito que seja o número um. Belo, sensível e trágico são só alguns adjetivos que podemos aplicar a obra.
Esse certamente é um daqueles filmes que deve ser visto apenas uma vez. Não por ser ruim, pelo contrário, por ser intenso demais. Mas engana-se quem pensa que não irá se emocionar em uma segunda tentativa, este que vos fala assistiu de novo e chorou copiosamente por uns 10 minutos na sequência final.
Túmulo dos Vaga-lumes é sem sombra de dúvidas uma das maiores obras primas do Studio Ghibli e indispensável para os amantes de animação e cinema e porque não para todos aqueles que gostam de se emocionar. Mas fica o alerta, assista apenas uma vez. Definitivamente este não é um filme para os de "coração mole".
Lindo filme. Trata de uma tragédia de forma delicada e sensível. A técnica de mangá aplicada ao cinema não deixa de enternecer e comover profundamente a plateia. Uma verdadeira obra de arte. Diante de uma tragédia que se abate sobre o destino de duas crianças os autores elaboram uma poesia audiovisual que envolve a plateia com o intenso amor de dois irmãos. Subitamente órfãos, rejeitados pela família e perdidos por uma sociedade que está se decompondo ao final de uma guerra suicida seus últimos dias de vida são cheios de aventuras, cuidados e carinho mútuos. Os flashbacks e flash forwards dão ao assistente uma visão privilegiada de atemporalidade, mas que deixa um sabor de impotência por não poder proteger estes dois seres indefesos que caminham inexoravelmente para um fim trágico. Os fantasmas do passado são sempre revistos brevemente, dando ao menos um conforto compensatório de que afinal houve momentos e lampejos de felicidade ao longo das vidas destas duas crianças. Brilhantes são as imagens das brincadeiras da menina de 4 anos em seus momentos de espera solitária pelo irmão. Vale a pena rever, ressentir e repensar. Esta obra prima do Estudio Ghibli elaborada por Isao Takahata tem um estilo próprio, uma personalidade tão forte que tem dificultado o surgimento de seguidores. Mesmo assim é tão marcante, que vários cineastas estão fazendo releituras ricas e.g. Justin Leach, mamoru Hosoda, Makoto Shinkai, Hiromasa Yonebayashi, Keiichi Hara que prometem dar sequencia a uma interessante tradição em animação. Um mangá animado que explora a violência de uma maneira diferente e não trivial. O uso de imagens fantasmagóricas de ambos os protagonistas ao longo da película são de uma beleza plástica que eleva o espírito e aguça a sensibilidade e consegue emocionar 100% do público. Verdades nuas e cruas como a que foi enunciada pela tia de Setsuko e Seita marcam a dureza e insensibilidade que os homens podem exibir de maneira banal e descuidada: "Os soldados não são os únicos que sofrem". Em contraponto , os sentimentos simples que fazem nossa humanidade, fraternidade e solidariedade são apresentados sutilmente mas com força impressionante. O dia a dia de crianças em sua luta pela sobrevivência nos desperta o desejo de defendê-los. Um ponto de grande criatividade narrativa é o fechamento em que se retorna ao início do filme e que nos alerta para a monótona repetição dos grandes males inevitáveis da vida: o sofrimento, a doença, a pobreza e a morte. Esta identificação estreita com os personagens em sua fragilidade e desproteção provoca uma profunda reflexão sobre o sentido da vida. Triste? Sem dúvida, mas também realista, como os milhões de outros casos ao longo de toda a história humana de de que nem tomamos conhecimento
é o tipo de filme que você tem que assistir preparado pra tudo! rs Deixa o anti depressivo do lado e aperta o play. Lindo, muito emocionante, não me lembro de ter chorado tanto na vida, nossa, tristeza de verdade.
Realmente um dos melhores filmes que vi, não me recordo de me emocionar tanto em um filme quanto neste, incrível como ele consegue transmitir o que os personagens sente sem forçar a barra, com tanta naturalidade, passamos a compreende-los, a sentir o que eles estão passando, com coisas simples como a comida de de pedra e barro da setsuko, ou o aparente descaso de seita com as perdas que permanece até saber que não conseguiu proteger sua irmã deles, que ela sabe de tudo e então desabar em lágrimas. E realmente assistir tudo e voltar na cena inicial da latinha é demais, mas assistir mais de uma vez é pra poucos pq aguentar tanto sofrimento kkk
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