A Odisseia
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4,1
545 notas

226 Críticas do usuário

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Marcelo Nannini
Marcelo Nannini

8 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 31 de agosto de 2026
Para compreender essa superprodução que dura 3 horas, é preciso chegar à figura do diretor Christopher Nolan. Ele não é o herói grego da telona, mas seu interesse e ambição por histórias épicas é antigo.
O flerte dele com a Mitologia Grega e com o poeta Homero remonta a 2004, quando seu nome foi mencionado para dirigir a Ilíada. Mesmo com o fracasso da expectativa, Nolan esperou pacientemente por mais de 20 anos. O troféu vai para o vencedor como as competições esportivas da Grécia mandavam.
Ele encampou a ideia de um projeto bem audacioso. E não quis decepcionar no que apresenta aos espectadores em relação à qualidade de imagem. “A Odisseia” é rodado com tecnologia IMAX. Um atrativo de última geração para dar suporte à duração do filme. Também se trata de um desafio cerebral para os cinéfilos, pois com tantas horas, vale a pena assistir?
A empreitada de Nolan prossegue com as locações: filmado em vários países como Marrocos, Islândia, Grécia e Itália, o diretor prefere descartar efeitos especiais ou os recursos tecnológicos.
Toda essa sofisticação ambiciosa pode ser equiparada ao que foi escrito por Homero bem antes de Cristo. Afinal, as duas obras de Homero estão entre as mais importantes e influentes da civilização ocidental. Então, a responsabilidade pesa na hora de equalizar produção, direção, enredo, locações e personagens.
Há quem desaprove a escolha dos atores como Anne Hathaway e Matt Damon. Vivendo os protagonistas Odisseu (ou Ulisses) e Penélope, os dois se saem bem e não prejudicam a composição e o desenvolvimento da película. Na realidade, é dispensável mostrar tantos músculos (como era pedido no herói “Aquiles” da Ilíada), pois Ulisses está centrado na liderança, persistência e coragem, qualidades contidas noutros heróis gregos. Por sua vez, as mulheres gregas se notabilizam pela paciência, abnegação e aflição interior – desnecessária a musculatura física ou a beleza estonteante.
Aliás, Christopher Nolan prefere misturar certos episódios da Ilíada em sua “A Odisseia”. Não é raro que a história de Troia, seu cavalo e o sucesso final do qual o próprio Ulisses participou apareçam em flashes. Essa mistura não chega a prejudicar a trama.
O fato é que contar uma história fascinante, resistente por séculos e séculos, ter fidelidade a ela e ao texto original faz com que a curiosidade seja despertada no público. A narração da jornada de Odisseu por tantos lugares até chegar a Ítaca, onde sua esposa Penélope está acuada e de mãos atadas em relação ao casamento arranjado com Antínoo (vivido por Robert Pattinson), desperta, alucina e encanta não só pelas aventuras como pelo dinamismo dos acontecimentos.
Os mitos, obstáculos, traições, abandonos, reconciliações e até conversa com os mortos vindo do Inferno tornam o filme insólito, mágico, exótico, divino. As aparições de Atena, Calíope e Circe são suficientes para tudo isso. Mesmo não encarnados, Zeus, Febo e Poseidon (o deus inimigo na “Odisseia”) trazem tempero e emoção.
Monstros, feitiços, seres e fenômenos marítimos ilustram o antagonismo entre forças. “A Odisseia” é um grande marco de tudo aquilo que já nos acostumamos a ouvir ou a ler na mitologia grega: o recheio permeado de ambições, ilusões, mortes, superação, interferências humanas e/ou divinas, competição, lados opostos, paixão e luta pelo poder.
Christoplher Nolan teve uma visão original para os intérpretes, buscando abraçar a diversidade: colocou atores importantes e de múltiplas descendências. Lupita Nyong´o (de origem mexicana e queniana) trabalha duplamente em “A Odisseia”, fazendo os papeis de Helena de Troia e de Clitemnestra. O acolhimento dessa diversidade também vale para o colombiano John Leguizamo, que interpreta muito bem o pastor cego Eumeu, amigo de Odisseu.
Não faltará emoção no filme, a exemplo do dilema vivido por Telêmaco (papel de Tom Holland), filho de Penélope e Ulisses, que sofre por notícias ou pela suposta morte do pai. Igualmente no começo da película, quando a tropa dos gregos invade a caverna do gigante Polifemo, filho de Poseidon.
A despeito de algumas polêmicas e ressalvas vindas de alguns espectadores e críticos, “A Odisseia” figura e se iguala ao poema épico de Homero. Em sua proporção, envergadura e amplidão. É muito consistente. E toda a fase de produção é sólida.
Quanto aos comentários desfavoráveis, a maior prova vem do público que frequenta as salas de cinema: os mais “maduros” se encantam e ficam inebriados porque conhecem a epopeia; os mais jovens ficam despertos em sua curiosidade, identificando-se com tudo o que a cultura ocidental herdou dos épicos, visionários e inovadores gregos.
Lucas Nascimento
Lucas Nascimento

1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 29 de agosto de 2026
Não entra no top five, da carreira do Nolan.
Claudio Muller Pires
Claudio Muller Pires

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de agosto de 2026
Impactante, enredo inteligente. Prendeu totalmente minha atenção, Profundo, experiência indescritível
Rubem Alves
Rubem Alves

9 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de agosto de 2026
3 horas de deleite cinematográfico. Uma obra prima incontestável. Nolan no seu melhor estilo, perfeição 
LUIZ HENRIQUE
LUIZ HENRIQUE

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de agosto de 2026
No domingo passado assisti ao filme *A ODISSEIA*, que tem como pano de fundo a obra de *Homero*. O filme é lindo e nos leva a questionamentos profundos sobre a própria existência.
*Quem somos e o que somos? Vale a pena lutar? Quantas lutas são em vão? Qual é, afinal, a luta que vale a pena?*
O filme trata dos limites do poder e, também, dos limites daqueles que têm mais poder do que nós — inclusive os deuses. Fala da *finitude e da infinitude*, do destino, das escolhas e de estarmos ou não preparados para exercer o papel que nos cabe.
E fala da *memória de uma forma impressionante*. Afinal, *sem a memória, quem somos?* O que resta de nós quando nossas lembranças desaparecem? Quanto da nossa identidade é construída por aquilo que vivemos, lembramos e também por aquilo que escolhemos esquecer?
Fala ainda do *amor, da fidelidade e das traições*. Dos vínculos que resistem ao tempo e à distância, das promessas que fazemos e das tentações que colocam essas promessas à prova. Do amor como espera, como resistência e, também, como razão para continuar uma jornada.
Trata da magia, do imaginário e daquilo que consideramos real. E provoca outras perguntas: *Quem são os nossos líderes? E quem são os líderes dos nossos líderes? Até onde vai o poder de quem parece estar acima de todos?*
É de tirar o fôlego. E o mais interessante é que, em vários momentos, o filme também segue na contramão da própria obra de *Homero*, construindo uma interpretação própria.
São *batalhas sangrentas sem precisar mostrar sangue; violência sem fazer da violência um espetáculo*. Muito do impacto está justamente naquilo que o filme não mostra, mas nos faz imaginar.
*Simplesmente imperdível!*
Com certeza será um dos grandes filmes do *Oscar 2027*. Aposto em muitas estatuetas.
Anderson  G.
Anderson G.

1.372 seguidores 409 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de agosto de 2026
“Odisseia” é o filme do ano, disso não restam dúvidas. Sua grandeza e seu valor de produção são gigantescos, com recordes de público e sucesso de crítica, colocando Nolan, de fato, entre os grandes nomes da história da indústria.

Seu novo longa, adaptando o clássico poema de Homero — ao que tudo indica —, é uma jornada completa, com efeitos práticos e especiais (sim, apesar de poucos, eles existem) impecáveis, uma edição magnífica, fotografia e direção brilhantes, sem medo de esconder nada: planos abertos, câmeras na mão, fotografia volátil, escura, triste, feliz, sóbria, alucinante, além de ótimas atuações.

Sua condução é impecável. É longo o suficiente para adaptar uma história que cunhou o termo “odisseia”, mas não enjoa, não tem barriga e não sentimos o tempo passar.

Outro detalhe técnico que salta aos olhos — talvez o mais evidente — é a edição e mixagem de som, que são extraordinárias e assustadoras. Sentimos a cadeira tremer, ficamos molhados nas ondas do Mediterrâneo, e o grito do Ciclope é assustador. Esses detalhes são excelentes.

A trilha sonora também merece destaque, sempre surgindo em um misto de sentimentos: a calma que tranquiliza, mas que, no final, nos levanta e emociona. Ela guia o filme como uma vírgula sonora.

O elenco, em geral, parece não conversar entre si. Falta química entre alguns personagens, como se não tivesse havido testes de elenco. Individualmente, porém, todos estão bem, principalmente Matt Damon, que entrega uma de suas atuações mais maduras.

É preciso de uma lupa para apontar os defeitos. Apesar de eles existirem, como no ato final, por exemplo, que é o único trecho demasiadamente estendido e um pouco ilógico, nada disso é suficiente para nos fazer sequer olhar o relógio do celular no cinema — principalmente para quem assistiu em IMAX.

9,5/10
JvJv
JvJv

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 21 de agosto de 2026
filme foda, experiência unica, nunca vivi isso no cinema, assisti em IMAX e acredito que fez total diferença, quando tiverem a oportunidade de assistir no mesmo, vá, garanto que valerá a pena.
Sobre o filme, é tudo o que falam mesmo, acredito que pra alguem que goste de cinema e filme bom de verdade, vai gostar muito. Filme bem produzido, com ótimas atuações, e o unico ponto que acredito que divida opiniões é o fato de não ser "exatamente" como é o conto, porém, nao vi ninguem dizer que seria. O filme como espetáculo é bom demais, todo mundo ficando impressionado na sala que eu estava, dava pra ouvir e ver as reações que foram genuínas e espontâneas. Sou um cara que dificilmente se emociona com filmes na questão de chorar, mas acabou escorrendo uma lágrima sim, minha esposa chorou mesmo, mais que eu. Filme de emocional pesado, muito realista o fato de não ficar explicito os acontecimentos mais "absurdos", que eu valorizo como espectador, ja assisti uma quantidade considerável de filme e clássico, pra mim é nota máxima pela minha experiência/conjunto da obra!
Taylan Branco Meurer
Taylan Branco Meurer

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 20 de agosto de 2026
Não assisti, mas é importante ressaltar algo: se o filme é baseado em evento contemporấneo, narro segundo costumes e tradições contemporâneas. Se o filme é histórico, de uma sociedade grega antiga, de mais de 2000 anos, então eu preciso respeitar os costumes, tradições, cores, construções, falas, pensamentos, ações da época. Colocar o contemporâneo no antigo pode ser um recurso artístico, uma decisão agradável para muitos, mas é usar os olhos do presente para ler o passado, desta forma naturalmente errar na leitura e na apresentação. Todo erro de leitura deve ser secundário ao benefício em nome da boa ética e dos ensinamentos cristãos, jamais ao contrário, ou seja, errar em benefício de visão materialista e antinatural é grande erro e má decisão.
Alencar F
Alencar F

11 seguidores 12 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de agosto de 2026
Filme maravilhoso, Nolan foi tão genial que até os atores "mal escolhidos" foram colocados em lugares compatíveis. Muito bom mesmo inclusive o final que eu já ia ficando triste...
Jack Campello
Jack Campello

3 seguidores 168 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 17 de agosto de 2026
Um elenco grandioso para descaracterizar uma história. Qual a necessidade de deturpar algo já existente ao invés de se criar uma nova narrativa? É a tal da lacração. Nota zero para o filme. Vale salientar que a maior parte das pessoas que comungam dessa lacração é sem ter o que fazer e vive na Internet. Mas eles sequer vão aos cinemas e se limitam aos “gatos net”.
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