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Giselle Leigh
15 seguidores
90 críticas
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0,5
Enviada em 23 de julho de 2026
O filme é muito ruim, arrastado e deturpa a história original. QUem quiser ver um filme que conta a história da Odisséia mais proximo da história original de Homero recomendo o filme Ulusses de 19854 com o grande Kirk Douglas, Silvana Mangano e Anthony Queen . Essa versão é muito superior ao filme atual que é completamente vazio e que descaracteriza os personagens principais e a história do célebre poema épico Onde já se viu uma Deusa Athena negra e uma Helena de Tróia negra e feia ? Ridículo.
A Odisseia é Nolan em sua fase mais grandiosa, transformando Homero em uma experiência física, sensorial e feita para a maior tela possível. Não é uma adaptação preocupada em seguir cada detalhe da obra original, mas uma leitura moderna sobre culpa, retorno e pertencimento, com um Odisseu menos astuto e mais assombrado pelo peso da guerra.
O que mais impressiona é como o filme faz a jornada parecer concreta: o mar, os barcos, as criaturas, o som da madeira, o desgaste dos corpos e a escala das paisagens criam uma imersão rara. Algumas passagens são apressadas, e Nolan ainda enfraquece personagens femininas que mereciam mais espaço, principalmente Penélope.
Mesmo assim, é difícil não se render à força do conjunto. Não acho uma das melhores obras do diretor, mas é certamente o seu maior projeto em escala e dimensão.
Confesso que fui assistir ao filme com preconceito pelas avaliações e comentários de outros usuários e influenciadores. Não gosto de envolver política nas minhas avaliações, mas quando uma obra é descaracterizada com o fim de torná-la politicamente adequada ao que um diretor acredita quase sempre perde a essência e junto com isso todas as outras coisas tendem a ficar ruim. Não é o caso de A Odisseia. A nova leitura de Nolan pode ser criticada por diversos motivos, mas o filme me agradou. Por mais que a obra possa parecer arrastada em alguns momentos, ela é instigante. Se estão na dúvida entre assistir o filme ou não ir, recomendo que assistam. É um bom filme!
Não entendo a onda de hate em torno deste filme. Percebi que a grande maioria das avaliações negativas se apoia em críticas ao elenco ou em discursos superficiais sobre "cultura woke". Esse público usa a ideologia para boicotar a obra, apegando-se a detalhes irrelevantes que não impactam a narrativa — revelando mais sobre os próprios preconceitos de quem assiste do que sobre o filme em si. A verdade é que o longa é um espetáculo cinematográfico e, para mim, uma das obras mais maduras e bem-feitas da carreira de Nolan. A experiência de assisti-lo no cinema é incrível. Se você busca uma adaptação moderna e grandiosa inspirada na Odisseia, vale cada minuto. Agora, se a presença de um ou dois atores que fogem das suas expectativas ideológicas te incomoda em uma ficção baseada em um texto de há mais de 2 mil anos, o problema definitivamente está em você, e não na obra.
ESTÉTICA SEM COMPROMISSO COM O CONTEÚDO Nolan faz aqui o mesmo que fez em "Interestelar", se aproveita de um tema ou conceito que obviamente vai atrair público, e adapta às telas conforme sua visão deturpada, negligente ou displicente. A diferença é que no primeiro trata-se de uma teoria fundamentada no meio científico sobre uma singularidade astrofísica, no segundo trata-se de um "rascunho bíblico ocidental" repleto de metáforas morais. Quanto ao filtro de Nolan, novamente, o que se vê parece mais um grande trailer de mais de 2hs de duração onde se preocupa muito com cenas e imagens para encher os olhos, mas com personagens rasos, roteiros preguiçosos ou, nesse caso, sem a indispensável fidelidade à obra referenciada, que foi utilizada apenas como isca para atrair público.
Filme horrível, lacração atrás de outra,Lupita querendo lacrar dizendo que se pudesse falar com Homero iria dizer "como se sente com maior presença de tela nas mulheres" com esse papo woke que devia ter mais mulheres no filme,sendo que a obra de inspiração é uma história patriarcada,de um tempo patriarcado, então é puro mimi com tentativa patética de empoderamento feminino e além do mais, não podiam pelos ter colocado uma mulher mais bonita pra fazer a Helena de Tróia,pq a Lupita é bonita,mais não a ponto de começarem uma guerra por ela
A Odisseia, de Homero, muito bem retratada no filme, oferece uma profunda reflexão sobre as consequências da guerra.
Ao contrário da Ilíada, que exalta o combate e a glória militar, este poema foca no trauma após as brutalidades decorrentes das guerras e no doloroso custo humano dos sobreviventes.
A longa jornada de vinte anos de Odisseu simboliza que o conflito não termina com a guerra, estendendo-se na alma do guerreiro.
O herói enfrenta uma crise de identidade, carregando a culpa pelas mortes e destruição que causou em Troia.
A narrativa desmistifica a glória heroica ao evidenciar que a violência corrompe a própria humanidade dos vencedores.
O verdadeiro desejo do protagonista deixa de ser a conquista territorial para se tornar a busca pela paz e pelo lar.
Assim, o retorno a Ítaca vira uma metáfora sobre a reconstrução da vida e a cura psicológica de quem foi marcado pela violência.
Homero mostra que os impactos invisíveis das batalhas ecoam para sempre na mente humana.
Achei o filme bem fraco como adaptação da Odisseia. Cortaram muitas das cenas mais marcantes, apressaram a história e, principalmente, tiraram aquilo que faz a obra ser única: os deuses, a magia e o fantástico. A Odisseia não é só a jornada de Odisseu de volta para casa; ela é uma epopeia em que os deuses interferem o tempo todo e o sobrenatural faz parte da narrativa. No filme, tudo parece reduzido a uma leitura psicológica da mente do Odisseu. Pode funcionar como proposta do Nolan, mas, para mim, perdeu a essência da obra de Homero.
Um filme muito diverso do original de Homero e quase adaptado ao mundo atual, com muita licença para devaneios. Aqui os Deuses não agem direta e pessoalmente nos acontecimentos. Calipso arma uma prisão psicológica. Odisseu vive um trauma sobre a conquista de Tróia e no final parte de Itaca novamente. Enfim, não fala com o original e cria uma adaptação muito distorcida. Imagens pouco realistas, parecendo um filme digital apenas. Destaque para a feiticeira Circe (Samantha Morton) e Eumeu (John Leguizano) que dão vida e força ao roteiro. Mulheres frágeis e distantes do original complementam a adaptação.
Não quero entrar nos aspectos técnicos e visuais. Pesquisei sobre como essa obra foi feita, com seus grandiosos efeitos práticos e o desafio de lidar com uma câmera gigante e barulhenta, e sei que tudo isso é muito genial. Inclusive, o resultado final é, de fato, um espetáculo visual.
O que me pega em A Odisseia é o roteiro e aquilo que o filme quer nos transmitir.
Para funcionar como um épico nos moldes da produção de 1997, faltaram ação e aventura suficientes para nos fazer mergulhar na história.
Por isso, é natural pensar que talvez Nolan quisesse explorar mais o drama da narrativa. No entanto, faltam emoção e desenvolvimento dos personagens para que realmente nos importemos com eles (detalhe aparentemente secundário quando se tem uma câmera IMAX à disposição).
Também percebi pouca exploração do lado filosófico e intelectual da obra original.
No fim, o que realmente permanece na memória são os impactos visuais: o Cavalo de Troia entregue e enterrado no mar, a incrível cena do Polifemo, a transformação dos porcos...
Concluo, portanto, que A Odisseia, de Nolan, é um épico exercício de cinema que entrega pouca substância. Tecnicamente monumental, narrativamente menos interessado em fazer a viagem conosco.
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