Mais uma vez, a propaganda e a especulação em cima de um filme fazem a grande maioria das pessoas ter a ideia de que a obra realmente é espetacular, mas, novamente, somos frustrados quando o assistimos. Por mais que eu não tenha gostado nada do filme, quero primeiramente ressaltar o que vale a pena: a ambientação é muito boa. Tenho que reconhecer que este é, para mim, o ponto alto, deixando nítida a época em que a história se passa. Outro ponto positivo é a atuação de Wagner Moura; apesar de ser bem aquém de outros trabalhos dele, ele desempenha muito bem o papel, mesmo que outros fatores não ajudem em nada a sua atuação.
Agora, vamos à realidade nua e crua: a história deste filme é muito fraca e o enredo péssimo. As atuações dos outros atores são, no mínimo, cômico-trágicas, carregadas de cenas típicas de filmes brasileiros antigos, onde a máxima era a devassidão desnecessária. Bem, para não me estender mais, reforço: para quem deixa de lado o fanatismo, ideologias, bairrismo e qualquer outra posição que não seja neutra — com o fim único de uma análise sincera de quem gosta de um bom filme, com história bem contada e atuações exemplares —, este filme é, no mínimo, bem fraco.