Apocalipse nos Trópicos
Média
3,8
184 notas

88 Críticas do usuário

5
50 críticas
4
12 críticas
3
1 crítica
2
6 críticas
1
5 críticas
0
14 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Dinha
Dinha

13 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de julho de 2025
Excelente documentário! Demonstra bem como a vinculação entre Estado e Religião pode ser perigosa, contrariando o princípio constitucional do Estado Laico!
Rodrigo Ferreirads
Rodrigo Ferreirads

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 16 de julho de 2025
Esdrúxulo .
Claramente a Netflix assumiu um lado nas eleições de 2026. Absolutamente propaganda da esquerda, alterando contextos. Da vergonha ouvir a narradora tentando fazer uma voz dramática para corroborar com seu viés sem embasamentos. Completo lixo, que vergonha Netflix.
Amanda Wanderley
Amanda Wanderley

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de julho de 2025
Sensacional, é tipo uma continuação, da mesma cinegrafista, do documentário “Democracia em vertigem”. Indico maratonar, ver primeiro “Democracia em vertigem” e seguidamente ver “Apocalipse nos trópicos”. Tem um livro, de um teólogo chamado André Daniel Reike, que se chama “Paixão por Israel: Judaização, Sionismo Cristão e outras Ambiguidades Evangélicas.”, foi sua tese de doutorado em teologia. Ele estuda religião e sociedade no Brasil.
Denise Motta
Denise Motta

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de julho de 2025
Um retrato cru de atrocidades. Um registro histórico da negligência e do deboche durante a pandemia. Muito triste, mas muito necessário.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 15 de julho de 2025
Petra Costa consolida em "Apocalipse nos Trópicos" (2024) uma assinatura cinematográfica distintamente marcada pela fusão do íntimo com o político. Se em "Elena" (2012) explorava o luto familiar e em "Democracia em Vertigem" (2019) vinculava a crise brasileira à sua própria biografia, aqui sua narração em off reconhece uma anterior ignorância sobre as escrituras bíblicas. Ao assumir-se como outsider decifrando os códigos do evangelicalismo, Costa posiciona-se como mediadora entre universos antagônicos. Contudo, revela certa miopia de classe ao expressar surpresa diante da "importância da religião no século XXI". Sua voz poética, outrora criticada como desconexa, transforma-se em dispositivo de estranhamento, convidando o público urbano e secularizado a adentrar um Brasil sistematicamente invisibilizado.

Anatomia de uma Teocracia: Malafaia como Estratégia

O cerne do documentário reside no acesso privilegiado a Silas Malafaia, retratado não como caricatura, mas como estrategista político-religioso cujos métodos ecoam o marketing neoliberal:

- Teologia da Prosperidade como Commodity: Malafaia comercializa bênçãos e vitórias eleitorais, atrelando fé ascensão material;
- Apocalipse como Instrumento de Controle: A retórica do "fim dos tempos" serve para justificar alianças com a bancada da bala e discursos autoritários ("precisamos de homens fortes");
- A Conquista dos Sete Montes: O projeto transnacional de dominar instituições-chave (política, mídia, educação) é exposto em sua vinculação com redes evangélicas norte-americanas.

Costa evita confrontos diretos, optando por uma exposição dialética: enquanto Malafaia defende armamento e ataques a minorias, imagens de corpos durante a pandemia desmentem sua retórica de "defesa da vida". Essa montagem construtivista constitui um acerto ético: a violência do projeto revela-se na contradição entre palavra e realidade.

Limites da Ambição Narrativa

Sob uma perspectiva agnóstica, o documentário expõe falhas estruturais relevantes:

1. A Ilusão da Neutralidade Científica:
Embora registre líderes evangélicos deslegitimando a ciência (como na promoção da cloroquina), o filme negligencia as raízes epistemológicas do anti-intelectualismo. A fé como resistência à secularização permanece tema ausente, reduzindo o fenômeno à "manipulação".

2. A Esquerda como Cúmplice Inconsciente:
Em cena reveladora, Lula admite: "O erro da esquerda foi negar a religião". Demonstra-se como o PT, ao secularizar seu discurso, alienou periferias religiosas, facilitando sua cooptação pelo neopentecostalismo – uma autocrítica velada à esquerda brasileira.

3. O Capitalismo Religioso Invisibilizado:
A simbiose entre mercado e fé é apenas tangenciada. Malafaia opera como estrategista à frente de um conglomerado midiático, mas fluxos financeiros e parcerias corporativas não são detalhados. Para uma análise realista, tal lacuna é significativa: as igrejas revelam-se antes empresas do que meros agentes políticos.

Lições para Tempos de Vertigem

Para espectadores céticos, o filme oferece reflexões incisivas:
- Fé como Tecnologia de Poder: Narrativas bíblicas (como o Apocalipse) são descontextualizadas para servir agendas terrenas. A religião transforma-se menos em "ópio do povo" que em software de controle;
- Vulnerabilidade como Combustível: Fiéis são humanizados não como "idiotas", mas como vítimas de um projeto que explora carências materiais e afetivas. A lição é contundente: o desamparo estatal alimenta messianismos;
- Democracia como Farsa: Ao expor pastores e políticos articulando acordos em jatinhos, Costa sugere que a vontade popular é sequestrada por elites teocráticas. O voto perde sentido quando o púlpito dita escolhas.

Alerta Imperfeito, Porém Necessário

"Apocalipse nos Trópicos" não é isento: reproduz assimetrias (Lula questionado; Bolsonaro apenas exposto) e padece de certa superficialidade pela amplitude excessiva. Seu valor primordial, contudo, reside em documentar a erosão democrática a partir de sua engrenagem mais insidiosa: a sacralização da política. Para o espectador cético, a obra serve de antídoto contra análises simplistas. Ao recusar o maniqueísmo, Costa demonstra que o perigo maior não reside na fé, mas em sua instrumentalização por projetos autoritários.

Como registro histórico, o filme atesta a evolução de Petra Costa: do "cinema-resumo" (como criticado em 2019) para o "cinema-interrogação". Se as respostas permanecem incompletas, as perguntas ecoam como alerta urgente: num país onde religião e Estado se confundem, o apocalipse não é profecia – é projeto de poder em execução.
Julia Pereira
Julia Pereira

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de julho de 2025
Documentário simplesmente sensacional! Mostra como os políticos usam a região e Deus pra manipular as massas, manipular o povo, e até mesmo suas opiniões políticas. Mostra como as igrejas e os pastores são usados pra moldar a opinião política da sociedade, e principalmente dos evangélicos. Novamente, esse documentário é sensacional!
Carlos Eduardo B.
Carlos Eduardo B.

4 seguidores 4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de julho de 2025
Essencial, mostra como a mescla de religião e política criou e alimento a seita bolsonarista até a tentativa de golpe de estado em 2022. Viva a democracia, mesmo não sendo perfeito ainda é o melhor caminho.
Cleibsom Carlos
Cleibsom Carlos

18 seguidores 225 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 14 de julho de 2025
O documentário tem claro viés pseudo liberal e conta sua história da mesma forma que a Globo e a Folha de São Paulo contariam, o que de cara já depõe contra ele...Há uma supervalorização do "poder evangélico" nas eleições, mas a verdade é que o conservadorismo, independente da religião, sempre reinou na sociedade brasileira e as fake news foram bem mais importantes do que a bíblia para que Bolsonaro se elegesse.
Lincoln González
Lincoln González

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 15 de julho de 2025
O problema não é fazer um documentário que privilegia um espectro político, mas se pagar de imparcial ou deixar no ar que o documentário tem uma pegada imparcial, quando nada mais é que um documentário planfletário que favorece o lado da "esquerda" brasileira. Recomendo a diretora PETRA COSTA a deixar de lado a covardia e ter um pouco mais de coragem e dignidade: seja honesta com o público e deixe bem frisado que o documentário tem um vies logo nos primeiros minutos.

Observação: quem colocou a família Bolsonaro e os neopentecostais no poder, que tanto a PETRA critíca, foram os próprios políticos e os intelectuais de "esquerda" (aqui vale muitas aspas, pq de esquerda esse povo não tem nada, são tudo oportunistas, charlatões, que adoram enriquecer as custas das mazelas do povo e do esvaziamento de pautas importantes).

PIETRA deveria investigar os amiguinhos com os quais compartilha a trincheira contra o bolsonarismo, no final vai ver que ela (PIETRA), seus amiguinhos (politicos e intelectuais de "esquerda) e os bolsonaristas são tudo da mesma laia.
Cairo Santana
Cairo Santana

1 seguidor 3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de julho de 2025
Haja estômago para assistir esse documentário. A maior parte do doc é apenas as falas nuas e cruas dos "profetas" e do seu projeto medonho de alienação em massa. O evangelistão é real e em 2018 chegou ao posto máximo do executivo, agora almeja dominar o legislativo e judiciário. Capitalismo, onde tudo se vende, é a ideologia por trás do crescimento de certas religiões, se unindo em causa e consequência: quem tem dinheiro dita as regras, seja do mundo material, seja do espiritual. Deus me proteja dos religiosos.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa