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cgarrets
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5,0
Enviada em 16 de julho de 2025
O documentário é um soco no estômago, mostra como a religião foi usada como ferramenta de poder e manipulação no Brasil, principalmente nos últimos anos. Sem apelar, ele expõe verdades difíceis, mistura cenas reais com uma narrativa forte e nos faz pensar sobre até onde a fé pode ser usada pra justificar o autoritarismo. É incômodo, necessário e muito bem feito. Recomendo demais.
Excelente documentário! Demonstra bem como a vinculação entre Estado e Religião pode ser perigosa, contrariando o princípio constitucional do Estado Laico!
Esdrúxulo . Claramente a Netflix assumiu um lado nas eleições de 2026. Absolutamente propaganda da esquerda, alterando contextos. Da vergonha ouvir a narradora tentando fazer uma voz dramática para corroborar com seu viés sem embasamentos. Completo lixo, que vergonha Netflix.
Sensacional, é tipo uma continuação, da mesma cinegrafista, do documentário “Democracia em vertigem”. Indico maratonar, ver primeiro “Democracia em vertigem” e seguidamente ver “Apocalipse nos trópicos”. Tem um livro, de um teólogo chamado André Daniel Reike, que se chama “Paixão por Israel: Judaização, Sionismo Cristão e outras Ambiguidades Evangélicas.”, foi sua tese de doutorado em teologia. Ele estuda religião e sociedade no Brasil.
Petra Costa consolida em "Apocalipse nos Trópicos" (2024) uma assinatura cinematográfica distintamente marcada pela fusão do íntimo com o político. Se em "Elena" (2012) explorava o luto familiar e em "Democracia em Vertigem" (2019) vinculava a crise brasileira à sua própria biografia, aqui sua narração em off reconhece uma anterior ignorância sobre as escrituras bíblicas. Ao assumir-se como outsider decifrando os códigos do evangelicalismo, Costa posiciona-se como mediadora entre universos antagônicos. Contudo, revela certa miopia de classe ao expressar surpresa diante da "importância da religião no século XXI". Sua voz poética, outrora criticada como desconexa, transforma-se em dispositivo de estranhamento, convidando o público urbano e secularizado a adentrar um Brasil sistematicamente invisibilizado.
Anatomia de uma Teocracia: Malafaia como Estratégia
O cerne do documentário reside no acesso privilegiado a Silas Malafaia, retratado não como caricatura, mas como estrategista político-religioso cujos métodos ecoam o marketing neoliberal:
- Teologia da Prosperidade como Commodity: Malafaia comercializa bênçãos e vitórias eleitorais, atrelando fé ascensão material; - Apocalipse como Instrumento de Controle: A retórica do "fim dos tempos" serve para justificar alianças com a bancada da bala e discursos autoritários ("precisamos de homens fortes"); - A Conquista dos Sete Montes: O projeto transnacional de dominar instituições-chave (política, mídia, educação) é exposto em sua vinculação com redes evangélicas norte-americanas.
Costa evita confrontos diretos, optando por uma exposição dialética: enquanto Malafaia defende armamento e ataques a minorias, imagens de corpos durante a pandemia desmentem sua retórica de "defesa da vida". Essa montagem construtivista constitui um acerto ético: a violência do projeto revela-se na contradição entre palavra e realidade.
Limites da Ambição Narrativa
Sob uma perspectiva agnóstica, o documentário expõe falhas estruturais relevantes:
1. A Ilusão da Neutralidade Científica: Embora registre líderes evangélicos deslegitimando a ciência (como na promoção da cloroquina), o filme negligencia as raízes epistemológicas do anti-intelectualismo. A fé como resistência à secularização permanece tema ausente, reduzindo o fenômeno à "manipulação".
2. A Esquerda como Cúmplice Inconsciente: Em cena reveladora, Lula admite: "O erro da esquerda foi negar a religião". Demonstra-se como o PT, ao secularizar seu discurso, alienou periferias religiosas, facilitando sua cooptação pelo neopentecostalismo – uma autocrítica velada à esquerda brasileira.
3. O Capitalismo Religioso Invisibilizado: A simbiose entre mercado e fé é apenas tangenciada. Malafaia opera como estrategista à frente de um conglomerado midiático, mas fluxos financeiros e parcerias corporativas não são detalhados. Para uma análise realista, tal lacuna é significativa: as igrejas revelam-se antes empresas do que meros agentes políticos.
Lições para Tempos de Vertigem
Para espectadores céticos, o filme oferece reflexões incisivas: - Fé como Tecnologia de Poder: Narrativas bíblicas (como o Apocalipse) são descontextualizadas para servir agendas terrenas. A religião transforma-se menos em "ópio do povo" que em software de controle; - Vulnerabilidade como Combustível: Fiéis são humanizados não como "idiotas", mas como vítimas de um projeto que explora carências materiais e afetivas. A lição é contundente: o desamparo estatal alimenta messianismos; - Democracia como Farsa: Ao expor pastores e políticos articulando acordos em jatinhos, Costa sugere que a vontade popular é sequestrada por elites teocráticas. O voto perde sentido quando o púlpito dita escolhas.
Alerta Imperfeito, Porém Necessário
"Apocalipse nos Trópicos" não é isento: reproduz assimetrias (Lula questionado; Bolsonaro apenas exposto) e padece de certa superficialidade pela amplitude excessiva. Seu valor primordial, contudo, reside em documentar a erosão democrática a partir de sua engrenagem mais insidiosa: a sacralização da política. Para o espectador cético, a obra serve de antídoto contra análises simplistas. Ao recusar o maniqueísmo, Costa demonstra que o perigo maior não reside na fé, mas em sua instrumentalização por projetos autoritários.
Como registro histórico, o filme atesta a evolução de Petra Costa: do "cinema-resumo" (como criticado em 2019) para o "cinema-interrogação". Se as respostas permanecem incompletas, as perguntas ecoam como alerta urgente: num país onde religião e Estado se confundem, o apocalipse não é profecia – é projeto de poder em execução.
Documentário simplesmente sensacional! Mostra como os políticos usam a região e Deus pra manipular as massas, manipular o povo, e até mesmo suas opiniões políticas. Mostra como as igrejas e os pastores são usados pra moldar a opinião política da sociedade, e principalmente dos evangélicos. Novamente, esse documentário é sensacional!
Essencial, mostra como a mescla de religião e política criou e alimento a seita bolsonarista até a tentativa de golpe de estado em 2022. Viva a democracia, mesmo não sendo perfeito ainda é o melhor caminho.
O documentário tem claro viés pseudo liberal e conta sua história da mesma forma que a Globo e a Folha de São Paulo contariam, o que de cara já depõe contra ele...Há uma supervalorização do "poder evangélico" nas eleições, mas a verdade é que o conservadorismo, independente da religião, sempre reinou na sociedade brasileira e as fake news foram bem mais importantes do que a bíblia para que Bolsonaro se elegesse.
O problema não é fazer um documentário que privilegia um espectro político, mas se pagar de imparcial ou deixar no ar que o documentário tem uma pegada imparcial, quando nada mais é que um documentário planfletário que favorece o lado da "esquerda" brasileira. Recomendo a diretora PETRA COSTA a deixar de lado a covardia e ter um pouco mais de coragem e dignidade: seja honesta com o público e deixe bem frisado que o documentário tem um vies logo nos primeiros minutos.
Observação: quem colocou a família Bolsonaro e os neopentecostais no poder, que tanto a PETRA critíca, foram os próprios políticos e os intelectuais de "esquerda" (aqui vale muitas aspas, pq de esquerda esse povo não tem nada, são tudo oportunistas, charlatões, que adoram enriquecer as custas das mazelas do povo e do esvaziamento de pautas importantes).
PIETRA deveria investigar os amiguinhos com os quais compartilha a trincheira contra o bolsonarismo, no final vai ver que ela (PIETRA), seus amiguinhos (politicos e intelectuais de "esquerda) e os bolsonaristas são tudo da mesma laia.
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