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Bruno Costa
1 crítica
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5,0
Enviada em 20 de setembro de 2025
Com este documentário pude reviver uns dos dias mais felizes da minha vida. Que foi a grande vitória do nosso presidente Lula. E relembrar das atrocidades e aprofundar muito em episódios que não lembrava e nao tinha visto. Nota 10!
Documentário esquerdista tendencioso, minimiza os estragos que a corrupção do PT causou no país. Eles têm que entender que a religiosidade também tem que ter sua representatividade na política.
Sinopse: O papel do movimento evangélico na ascensão de Jair Bolsonaro à presidência é explorado com comentários de figuras importantes em todo o espectro político brasileiro, incluindo o antecessor e sucessor de esquerda de Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o televangelista Silas Malafaia, um associado próximo de Bolsonaro.
Crítica: "Apocalipse nos Trópicos" se destaca como uma obra provocativa que mergulha nas complexidades da interseção entre religião e política no Brasil contemporâneo. Dirigido por Petra Costa, o documentário analisa como o movimento evangélico não apenas influenciou, mas catalisou a ascensão de Jair Bolsonaro à presidência, levantando questões alarmantes sobre a presença de uma teocracia em potencial no país.
Ao longo do filme, a diretora utiliza uma narrativa envolvente, recheada de entrevistas com figuras-chave do cenário político brasileiro. O contraste entre personalidades como Luiz Inácio Lula da Silva e Silas Malafaia enriquece a análise, fornecendo uma visão abrangente das tensões e alianças que permearam esse discurso. A habilidade de Petra em costurar esse argumento com elementos pessoais e sociais torna a temática acessível e relevante, mesmo para aqueles que não são familiarizados com a política brasileira.
Um dos pontos mais contundentes do documentário é a exploração do papel das igrejas evangélicas na manipulação do voto e na construção de uma base sólida de apoio a Bolsonaro. A filmagem ilustra como esses grupos religiosos se tornaram uma força formidável na política, potencializando ideais conservadores e, ao mesmo tempo, desafiando noções democráticas essenciais.
Entretanto, apesar da força de sua abordagem e da relevância do tema, o documentário poderia ter se beneficiado de uma exploração mais profunda das consequências sociais da ascensão do evangelho na política. As narrativas apresentadas, embora impactantes, por vezes carecem de um desenvolvimento mais amplo que considere a diversidade de opiniões dentro do próprio movimento evangélico e as repercussões sobre as populações menos favorecidas. Essa falta de nuance pode deixar o espectador com uma visão um tanto unilateral, que não abrange totalmente a complexidade do tema.
Ademais, alguns momentos em que as emoções se sobrepõem à análise crítica podem enfraquecer o argumento. Embora a urgência do tema justifique um tom alarmante, é fundamental que a narrativa mantenha um equilíbrio entre a emoção e a análise crítica para que o espectador consiga formar uma opinião fundamentada.
Em suma, "Apocalipse nos Trópicos" é um documentário que suscita reflexões essenciais sobre o futuro da democracia no Brasil à luz da crescente influência evangélica. Com uma produção envolvente e um tema de grande relevância, ele instiga um debate necessário, mas, para ser verdadeiramente impactante, poderia ter aprofundado algumas de suas temáticas e ampliado a perspectiva apresentada. Essa análise nos lembra que o diálogo aberto e a pluralidade de vozes são essenciais em momentos tão decisivos na história política de um país.
Assisti para analisar o que seria abordado e achei muito tendencioso, com falas preconceituosas, estereotipadas e parciais. O documentário não é uma análise isenta e adota frases, mesmo que sutis, que deixam isso claro. Por exemplo, quando contrapõe o conhecimento intelectual ao bíblico, generalizando, como se os evangélicos fossem uma massa de manobra carente de instrução e de conhecimento acadêmico, que se apoiassem na religião como subterfúgio e consolo para seus problemas pessoais e sociais; quando alega que buscar a paz na Terra não seria mais uma solução visada pelos cristãos (o que não é verdade); ou quando utiliza adjetivos ruins e sarcasmo para se referir ao presidente da direita, apenas. Vale assistir tendo essa questão em mente, de que os fatos não são expostos de forma isenta.
Excelente. Muito bom conhecer com mais profundidade o perigo que estava e ainda está à espreita quando o fundamentalismo, seja de direita seja de esquerda, tenta se infiltrar na política e nas principais decisões políticas de um país.
Não gostei nem um pouco de DEMOCRACIA EM VERTIGEM, de Petra Costa. Na verdade, acredito que era muito mais um tipo de "diário sentimental" ou "inventário de emoções" (nem sempre organizadas de maneira clara ou linear) passando ao largo de um momento histórico que supostamente se estava documentando, do que um documentário propriamente dito. Foi com preconceito (ou seja, conceito prévio) que comecei a assistir APOCALIPSE NOS TRÓPICOS da mesma cineasta. Me surpreendi positivamente. Desta vez ela deixou o próprio umbigo um pouco de lado e conseguiu transpor os seus próprios paradigmas para documentar, à partir do lado de dentro, a ascensão do Fundamentalismo Evangélico Neopentecostal na política brasileira e a tomada de poder pela Teologia do Domínio. Há cenas na casa e até no carro de Silas Malafaia, o que para mim foi surpreendente e por vários motivos. Em primeiro lugar, porque quebrou com vários de meus próprios preconceitos e ideias pré concebidas, ao mostrar o quanto a esposa de Malafaia é simpática, sorridente, acolhedora e espontânea e o quanto o próprio pastor, apesar de jamais deixar de ser truculento, pode demonstrar um lado mais humano e mais "comum", no sentido da vida de uma pessoa normal, que tem suas opiniões (com as quais eu posso até não concordar, mas poderia perfeitamente discutir) e as expressa com uma banalidade absoluta, como qualquer um de nós. spoiler: Malafaia fala, por exemplo, que a esposa é bonita e conta que herdou o cargo de pastor da sua igreja do sogro. É estranho ver uma pessoa que sempre fui acostumado a ver gritando de maneira histriônica, com uma voz afetada e aguda, quase um falsete, conversar normalmente com a cineasta e contar passagens da sua vida. Estranho também vê-lo ao volante, xingando o motoqueiro, exatamente como muitos de nós fariam!
Deixando de lado o anedotário, desta vez a cineasta conseguiu superar as próprias vulnerabilidades e produziu verdadeiramente um documentário. Mais do que isto, um documentário MUITO BOM e extremamente COMPETENTE que, de fato, elabora a fotografia do fenômeno que deseja abordar.
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