Quando foi anunciada uma sequência do icônico filme “O Diabo Veste Prada”, vários fãs foram à loucura. Esse sucesso de Hollywood foi um marco na história da moda. Com o trabalho muito bem feito de Meryl Streep, é a sensação de “friozinho na barriga”. Sua personagem Miranda Priestly tem a personalidade forte, insensível, poderosa e ameaçadora, mas ainda assim profissional, embora sua persona ganhe uma nova face sentimental, mantendo a essência de seu papel.
O filme aborda vários temas importantes,
debatidos várias vezes durante sua duração e associados à geração atual, como por exemplo o uso de inteligência artificial que é apontada como uma ameaça à revista e ao mundo da moda. Além disso, o lançamento também nos traz o tratamento das mulheres na indústria tanto na primeira quanto na segunda obra cinematográfica, pressão no trabalho etc. Anne Hathaway, como Andy Sachs, está espetacular. A essência da personagem, aliada ao seu crescimento, impressiona ao longo da narrativa. Seu retorno à revista acontece por meio de uma ligação inesperada do dono. Mais tarde descobrimos que a mesma se deve ao fato de uma indicação de Nigel, interpretado por Stanley Tucci, estilista da Runway e grande aliado de Andy.
Ainda, a revelação de que a antiga assistente de Miranda, Emily Charlton, interpretada por Emily Blunt, deseja comprar a Runway para si e promover mudanças é uma jogada de mestre, claro que fãs mais antigos podem ficar chocados ou chateados com esse ponto do filme, em compensação temos várias referências ao primeiro filme de 2006. Também temos a icônica aparição de Lady Gaga e uma incrível performance durante o desfile da revista em Milão. Em resumo, “O Diabo Veste Prada 2” é um filme nostálgico, que explora um lado mais humano e sentimental de Miranda, nos traz uma Andy mais amadurecida e que ainda sabe dar o famoso “pulo do gato” para conseguir surpreender a todos, também mostra momentos de reflexão, autocrítica e debate sobre assuntos atuais e relevantes, o longa nos entrega uma continuação adaptada para o presente, sem perder a emoção do clássico.