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Diogo Codiceira
26 seguidores
952 críticas
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3,5
Enviada em 2 de agosto de 2026
O diabo veste prada 2 aconteceu 20 anos após o primeiro filme e a direção seguiu com David Frankel e roteiro Aline Brosh McKenna, Lauren Weisberger. A trama segue após 20 anos, e acompanhamos Andrea (Anne Hathaway), que acaba sofrendo uma demissão em massa da sua equipe de jornalismo. Em meio ao desemprego, Andrea recebe novo convite para trabalhar novamente na antiga revista de moda, para publicar artigos para Internet. Porém, com o falecimento do dono da revista, todos começam a temer os rumos em que isso pode afetar, principalmente Miranda ( Meryl Streep) que segue como revisora chefe. Com grande risco de ser apenas uma volta nostalgia com interesses comerciais, pois bem sabemos que o mundo editorial de 2006 para cá mundou bastante; além do risco das atitudes de Miranda se tornarem anacrônica diante das novas realidades do direito do trabalho no mundo. Porém, a produção tomou o máximo de cuidado para isso, lógico que temos vários momentos que nos faz relembrar o primeiro filme e isso gera um grande nostalgia, mas o filme nao só fica nisso. Sabemos o risco, o roteiro procurou realizar algumas atualizações, a primeira e obvia foi mostrar que a revista física ainda existe, mas com poucos assinante e que se resume a publicações em redes sociais e a caça a like, cliques e divulgação. É perceptível que tanto Miranda quanto Nigel (Stanley Tucci) lamentam que a informação seja consumida de forma simples e rapida, desprezando todo o cuidado e preparo que o corpo editorial tem. O outro é o jeitao de Miranda, dessa vez mais ponderado, diante dos vazamentos e denúncias sobre o seu comportamento enquanto chefe. Isso fez frear o seu modo, mas a essência dela estava lá ainda, sendo que controlado. Além da crise que se instaurou na revista (nao apenas pela denúncias de assédio de Miranda), que fez a empresa adotar cortes de gastos, e Miranda viu os seus seus luxos diminuírem. Porém, o filme mostra uma Andrea mais experiente profissionalmente, mas ainda com seus medos ( mesmo nao trabalhando tao diretamente para Miranda). Nesse aspecto, Miranda ainda funciona como um razão fria e Andrea com emoção. Mas creio que a personagem de Andrea foi desenvolvida com alguns problemas, entre eles, a questão amorosa, quando decidem colocar como solteira no começo do filme (ok aí ) e do nada inserem um personagem, que pouco tenmm aprofundamento ou química (ate mesmo com a história em geral) e no final acabam se dando certo, com base de uma cobrança zero un do outro. Parece que quiseram atualizar até os relacionamentos amorosos. O outro é sobre os rumos exatos de Andrea: se vai escrever um livro sobre as maldades de Miranda há 20 anos atrás, se fica apenas por um tempo na revista de moda ( e isso fica repetitivo). Ao menos, o roteiro seguiu sabendo aproveitar o personagem Nigel, com seu humor afiado e estava ali para ser um braço direito de Andrea. Gostei tbm da volta de Emily ( Emily Blunt) que seguiu carreira diferente, mas que estava casada com um ricao. Inclusive o lado "antagonista" veio dela ao tentar comprar a revista e demitir Miranda. O filme tbm ganha bons contornos ao adentrar no drama, quando coloca a ideia de que todos estamos sujeitos a falhas, que isso e humano e é o que nos torna fascinantes. Por curiosidade , o filme segue trazendo alguma celebridade, dessa vez foi Lady Gaga. No mais, a sequência foi interessante e necessária pois atualizou as dinâmicas da moda e editoriais, além do mundo corporativo. Ainda soube dosar bem o lado nostálgico, mas nao deixou de ser bem humorado e dramático quando foi necessário.
Sinceramente eu esperava muito mais. O filme prometeu muito no marketing e entregou um filme de Sessão da Tarde sem nenhum impacto forte.
Se passaram 20 anos, mas a personagem da Anne Hathaway parece que não amadureceu em nada. A Andy continua a mesma trouxa que viraria o mundo pela Miranda, até parece que aprendeu nada no primeiro filme nem no decorrer desses 20 anos.
A Miranda é a personagem que dá título ao filme, mas nesta vez o título ficou até desconexo. A personagem ficou boba. spoiler: Se ela queria tanto ser a chefe, onde está a ganância? É algo que eu esperava dela, mas ela não a demonstrou em momento nenhum. Como podemos chamar este filme de continuação se nem o título cabe mais?
A Emily foi a única personagem que mudou um pouquinho, mas mesmo assim não me agradou. Podiam ter feito ela mais excêntrica e arrogante para tomar o trono e ser O NOVO DIABO QUE VESTE PRADA, mas nem tentaram.
Eu entendi que a intenção do filme era spoiler: mostrar como os jornais e revistas de modas tiveram que se adaptar à geração da internet, mas isso foi demonstrado de uma maneira tão superficial e pouco impactante que nem dá para sentir que foi um arco com começo, meio e fim.
O filme trás a nostalgia e demonstra bem a mudança da revista e do modo de ler e consumir conteúás reflexões sobre mudanças e tradições, como por exemplo também as revistas físicas para as digitais. Algumas coisas são tratadas de forma um pouco mais corrida sem se aprofundarem muito, como por exemplo a entrevista que a Andy consegue. Filme ótimo para assistir no fim de tarde em um fim de semana com a familia
Retornar a um clássico é sempre arriscado, e "O Diabo Veste Prada 2" acaba tropeçando ao tentar equilibrar o conforto da nostalgia dos anos 2000 com a urgência de debater a crise da mídia impressa. O que se vê na tela é um filme com crise de identidade, conduzido por uma direção burocrática que parece mais preocupada em cumprir metas de engajamento do que em apresentar uma visão ousada. Esse receio de arriscar se reflete imediatamente no visual da continuação: a textura e a energia caótica de Nova York do longa original dão lugar a uma fotografia digital polida, estéril e sem vida, transformando os luxuosos e opressores corredores da Runway em cenários inofensivos, genéricos e pasteurizados.
No roteiro, o problema se aprofunda com uma estrutura de "soft reboot" que recicla os exatos mesmos conflitos do passado, ignorando que as personagens estão em momentos de vida diferentes. A promissora premissa sobre o colapso do mercado editorial na era digital, envolvendo inteligência artificial e redes sociais, é tratada de forma superficial e quase caricata, esvaziando a crítica. Além disso, o ritmo do filme sofre uma queda brusca no segundo ato, quando a necessária tensão corporativa cede espaço para negociações contratuais enfadonhas e subtramas românticas sem química, culminando em resoluções convenientes demais. A obra parece não saber que tom adotar, flutuando desajeitadamente entre a comédia ácida e o drama melancólico.
O maior desperdício, no entanto, está no uso do seu elenco estelar. A eletricidade inegável entre Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt desapareceu, substituída por interações que soam ensaiadas e frias. O roteiro cometeu um erro grave ao tentar humanizar Miranda Priestly, reduzindo a editora implacável e aterrorizante a uma executiva exausta, o que tira todo o peso de sua autoridade. De forma semelhante, o enorme talento de Emily Blunt é subutilizado em uma personagem que parou no tempo, repetindo as mesmas queixas amarguradas de vinte anos atrás como puro alívio cômico reciclado. Como os novos rostos da revista também não trazem carisma, fica evidente que a química brilhante ficou restrita ao passado.
No fim das contas, a continuação se revela uma vítima de sua própria herança, preferindo a segurança comercial de reciclar dinâmicas antigas a entregar uma visão analítica sobre o jornalismo contemporâneo. Ainda assim, a relação do espectador com grandes marcos da cultura pop é muito particular. Apesar de todos os defeitos estruturais e do roteiro indeciso, a obra pode funcionar perfeitamente para quem busca apenas o abraço reconfortante da nostalgia e o reencontro com rostos queridos. Relevar essas falhas é possível, e vale a pena conferir o filme para tirar as suas próprias conclusões.
Legal rever os personagens juntos novamente, com participação de muitas celebridades. Anne Hathaway é como o vinho, está mais linda que no primeiro filme. Valeu pela nostalgia, mas a verdade é que o filme pouco tem a acrescentar fazendo uma análise do roteiro. Se tiver um novo, iriei assistir, mas espero que parem kkk
Como análise de uma sequência, esse filme falha muito. Os personagens são praticamente os mesmos, com exceção da Miranda, que mudou para pior. Miranda não parece ter qualquer relevância, assim como tem pouco impacto na trama. Os demais, mudam muito pouco, principalmente a Andy, que parece ainda uma secretária em início de carreira, não uma editora chefe.
O plot é ainda pior. Andy volta para a revista após 20 anos diante de uma revelação muito forçada que não convém citar. Rapidamente acaba com uma crise de imagem e cria uma matéria praticamente impossível dado o cenário que foi posto e de como ela agiu. O romance parece que foi escrito por um jovem de 12 anos, de tão superficial que foi. As discussões relativas ao mundo da moda, jornalismo e redes sociais são muito superficiais. A "vilā" aparece em um cenário super forçado, onde um magnata sem qualquer noção do negócio iria proporcionar tudo. A saída da situação... Ainda mais forçada.
Como sempre, Andy está envolvida em tudo, sendo que ela é uma editora, não a salvadora da revista. O pior que mesmo diante de tudo, Miranda quase não faz nada e se deixa levar em todas as tramas praticamente.
Resumindo, uma completa perda de tempo. Se você se interessar só por figurinos e cenários bonitos, até pode gostar do filme. Se você quiser ver um filme com um plot redondo ou até mesmo "divertido", diria que é mais fácil encontrar na sessão da tarde. As atuações são ok, mas diante dos nomes que o filme possui, daria para esperar mais, muito possivelmente em razão de uma direção e um roteiro muito aquém do esperado.
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