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Renato Fernandes
1 crítica
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2,0
Enviada em 24 de julho de 2026
Mais batido que caipirinha em quiosque de beira de praia: Perseguição >>> ET existe >>> perseguição >>> nossa, temos brinquedinhos dos ET’s >>> perseguição >>> telepatia >>> perseguição >>> telepatia >>> perseguição >>> mundo, ETs existem mesmo, olha um aqui e os vídeos de férias deles >>> FIM.
Dia D é um filme de ficção científica que contou com a direção de Steven Spielberg e roteiro de David Koepp. Diante do caos de uma possível 3 guerra mundial, acompanhamos Daniel (Josh O'Connor), um especialista em segurança cibernética, que rouba da empresa em que trabalha (Wardex Corporation) que é o braço direito do governo americano arquivos confidenciais e tecnologia alienígena. Um dos líderes da empresa Noah (Colin Firth) mobiliza todos os seus recursos para conseguir os arquivos e a tecnologia de volta antes que o joven a divulgue. Paralelo a isso, temos a reporte do tempo Margaret (Emily Blunt), que passa a se comportar de maneira estranha e falar idiomas que nunca estudou, e passa a procurar Daniel para ajuda-lo. Diferente de outras de suas obras voltadas para alienígenas, Spielberg prefere apostar numa paranoia, colapso de informações e desconfiança institucional. Nao espere grandes feitos aventureiros ou de ação envolvendo et que nao vai ter. Claro, que a premissa parte do básico: o extraordinário invadindo a vida cotidiana, quando Margaret tem a sua vida mudada radicalmente com um situação banal; um pássaro invadindo seu apartamento e observa rapidamente ela. Cena trás um carga expressiva muito boa, uma virada de chave que Spielberg sabe fazer. A narrativa se apoia diante de un possível colapso de uma nova guerra mundial, por isso os personagens que aparecem soam vigilantes e desconfiados sobre o que vai acontecer ( vemos cenas de corre e corre de pessoas dentro do supermercado e os bastidores do jornal em que Margaret trabalha pegando fogo). Spielberg parte dessa narrativa para apostar no outro, mas com base na fé ( algo puramente genuíno). Tanto que uma das personagens, que é "namorada " de Daniel, a Jane (Eve Hewson), que já tentou se freira, se vê preocupada sobre a revelação da existência de vida fora da Terra. Será que oa humanos nao perderia de vez a fé em Deus? Ela coloca uma ideia filosófica muito interessante, dentro de uma perspectiva fora da religião: sabendo ou entendendo que Deus nao existe, os et estarão acima de Deus e as pessoas podem perder a fé nele e para nao criar um vazio, colocar os ets no lugar. Lembra muito a ideia de que Deus está morto de Nietzsche. Mas nao temos um desenvolvimento maduro aqui. Existe um rápido diálogo sobre isso. Pois bem, temos a narrariva dividida em 2 histórias no início do filme: uma de Margaret, que é casada, é repórter do tempo, mas quer crescer na carreira e quer ser âncora do jornal e Daniel que roubou arquivos secretos sobre ets e quer divulgar. Ambas as histórias se cruzam depois que Margaret passa a procurar Daniel e ajuda a proteger os dados. Temos aqui um personagem importante que é Hugo (Colman Domingos), um funcionário da mesma empresa de Daniel, ajuda tbm com a fuga com meios tecnológicos mais sofisticados. En resumo, temos o vilao por parte de Noah, que faz de tudo pra ter esses dados de volta. Mas chega a irritar o desenvolvimento que Spielberg faz dele e de sua trupe. Deixando os seus oficiais como idiotas e nao consegue de forma nenhuma pegar Daniel. Tudo bem que isso seria bem previsível, mas tem cenas que chegam a ser irritante, pois os seus soldados sao feitos de idiotas o tempo todo ( como nao conseguiram perceber isso?). Fora as cenas que eles poderiam matar facilmente Daniel e Margaret Tudo vai ficando pra Noah que por meio de um dispositivo alienígena (poucos explicado) consegue ficar a frente da pessoa desejada bastando olhar uma foto. Outro problema é o descarte de Jane que é praticamente descartada na metade da trama e só volta a aparecer na última cena. A sua personagem poderia render mais. A narrativa sofre por querer explicar demais coisas demais e parece se perder naquilo que se quer revelar. Talvez o mistério funcionasse melhor no último ato e olhe que nao estou reclamando da obviedade da revelação que iria ocorrer nas últimas cenas. O filme funciona melhor quase flutua na subjetividade de Margaret. Trilha sonora ruim demais, mas visualmente o filme é bonito. As luzes da atmosfera de revelação que empolga. No mais, é um filme sobre humanidade e nao sobre et. No sentido que a humanidade precisa mais ouvir o outro do que a si mesmo.
Este filme é uma jornada e tanto, daquelas que realmente te fazem pensar, mas não é para todo mundo. Em uma época em que as pessoas são mais ansiosas e buscam respostas rápidas, ou até pulam cenas para chegar ao final, este filme pode não agradar. Ele não é o tipo de ficção científica que a gente está acostumado; ele mergulha fundo em ideias e teorias, quase como se estivéssemos lendo um livro complexo e instigante. É interessante como ele nos leva a refletir sobre as reações das pessoas e, no fim, a nossa própria, diante de situações desafiadoras. É uma experiência bem particular, que cada um vai absorver de um jeito único, e ser diferente do usual não significa necessariamente que eu tenha gostado, mas sim que é algo que foge do comum.
Filme sensacional de Spielberg. Talvez em alguns momentos no começo mais arrastado, mas uma estória muito interessante, e a partir da metade muito boa e o final é fantástico. Um filmaço, para quem gosta do tema. Emily Blunt está sensacional no filme.
Gostei bastante!Enrola um pouco, mas o final é fantástico!! Atuações muito boas, espetacular como todo filme do Spielberg. Vale muito a pena ver e tirar suas próprias conclusões.
Filme arrastado misturado com alienígena, religião e sempre o órgão secreto malvadão. Em vários pontos do filme achei que estava assistindo Jogador número 1. Um bla bla bla num estória pouco amarrada e sem pé né cabeça. O que salva só é a atuação da Emilly Blunt. E eu achando que iria assistir algo do nível de Contato ou Interestelar. Lamentável
Dia D é um daqueles casos em que a campanha de marketing supera, com folga, a obra que pretende vender. O trailer concentra praticamente todos os momentos de impacto, criando a expectativa de um thriller de ficção científica tenso e envolvente. O filme, porém, entrega uma narrativa irregular, repleta de personagens pouco inspirados e diálogos que frequentemente beiram o caricatural.
Algumas atuações, em especial a do marido da jornalista, soam artificiais e destoam completamente do tom que a história tenta estabelecer, lembrando produções televisivas de baixo orçamento. Isso torna ainda mais surpreendente ver o nome de Steven Spielberg associado ao projeto.
Os problemas se agravam nas sequências de ação. A suspensão da descrença é levada ao limite em cenas como a perseguição em que um homem comum escapa com extrema facilidade de um dos serviços secretos mais preparados do mundo, graças a uma simples manobra de ré e a obstáculos irrisórios. Da mesma forma, a incapacidade dos agentes de localizar personagens escondidos atrás de uma pedra evidencia falhas de roteiro difíceis de ignorar.
Como se não bastasse, o desenvolvimento é excessivamente lento. O filme passa boa parte da duração sem oferecer a tensão prometida, enquanto os alienígenas — principal atrativo da trama — aparecem apenas nos cerca de 20 minutos finais. Ironicamente, esses momentos finais são, em sua maioria, exatamente aqueles já revelados no trailer.
O resultado é uma produção que desperdiça uma premissa interessante e entrega uma experiência decepcionante. Quem optou por esperar o lançamento fora dos cinemas provavelmente fez um bom negócio; para muitos espectadores, pagar ingresso por essa obra significaria investir tempo e dinheiro em um filme que promete muito mais do que efetivamente entrega.
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