Diretora de Matrix pede boicote à nova série de Harry Potter e faz duras críticas a J.K. Rowling: "Se você apoia Harry Potter, está apoiando o genocídio trans"

26 anos após revolucionar o cinema, mente por trás de obra-prima da ficção científica ataca autora de Harry Potter e nova série baseada no fenômeno infanto-juvenil.

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Por Luiza Zauza

A série de Harry Potter pode até ser uma das produções mais esperadas do ano, ao mesmo tempo, porém, é impossível se desvencilhar das inúmeras polêmicas envolvendo a nova adaptação. Especialmente, as controvérsias ligadas à autora J.K Rowling. Dessa vez, quem criticou a escritora, que tem sido alvo de diferentes críticas por seus posicionamentos abertamente transfóbicos, foi a diretora do clássico Matrix, Lilly Wachowski, uma das cineastas mais influentes de Hollywood.

Influente cineasta de Matrix quebra o silêncio e critica J.K Rowling por comentários transfóbicos

Numa entrevista dada à Variety, Lilly foi enfática em suas afirmações sobre não apenas o comportamento de J.K Rowling, mas também as decisões da indústria televisiva de revitalizar a saga de fantasia da autora depois dos seus diversos comentários e ações preconceituosos.

"Ela está financiando o genocídio contra pessoas trans. J.K. Rowling financia o genocídio contra pessoas trans, ponto final. Portanto, se você apoia Harry Potter, está apoiando o genocídio contra pessoas trans", declarou ela. "O dinheiro que você gasta para desfrutar desses produtos, uma parte desse dinheiro vai para J.K. Rowling, e esse dinheiro é usado por ela para financiar legislação antitrans em todo o mundo. (...) Portanto, o fato de você gostar desses programas e continuar apoiando-os está contribuindo para a minha eliminação", concluiu a cineasta trans.

J.K Rowling responde a acusações feitas por diretora de Matrix

Além de J.K Rowling, Lilly foi perguntada sobre o posicionamento condenável de Elon Musk, que também é conhecido por suas falas transfóbicas. "Quero dizer… essas pessoas são nazistas. São nazistas de verdade", comentou a diretora. Após a repercusão dessa sua entrevista, inclusive, uma representante de J.K Rowling divulgou um comunicado respondendo às alegações de Lilly sobre o impacto da escritora britânica na comunidade trans.

A declaração diz: "A liberdade de expressão é um princípio que todos devemos valorizar. O que importa é que as opiniões de J.K. Rowling, assim como as de qualquer outra pessoa, sejam representadas de forma precisa, justa e respeitosa, e que a opinião individual não diminua o valor dessas visões.

Para corrigir Lilly Wachowski, por meio do Fundo das Mulheres de J.K. Rowling, J.K. Rowling apoia as mulheres que movem ações judiciais no Reino Unido para preservar seus direitos já estabelecidos pela Lei da Igualdade de 2010, que muitas vezes são ignorados ou ameaçados. Ela não apoia ações judiciais que visem prejudicar pessoas trans nem esforços para limitar os direitos trans.

As pessoas têm liberdade para discordar de suas opiniões, mas alegações gravemente difamatórias dessa natureza — mesmo aquelas que invocam de forma ultrajante os nazistas e o genocídio que cometeram — nunca devem ser apresentadas como fatos quando são claramente inventadas e não se baseiam em nenhuma evidência."

A série de Harry Potter estreia dia 25 de dezembro de 2025.

Jornalista em formação dividida entre a paixão pelo cinema e pela música. Como coração é grande, cabe desde comédias românticas até documentários musicais. Sempre em busca de encaixar sua devoção por Jorge Ben Jor e John Carpenter em alguma conversa.
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