Já vi a 3ª temporada de A Casa do Dragão e me lembrei do último bom momento antes de estragarem Game of Thrones
Criada no palco, sempre foi movida pela arte. Defensora ferrenha de Crepúsculo e Ricardo Darín, fala pelos cotovelos sobre as histórias que vemos nas telas e nos bastidores.

A 3ª temporada de House of the Dragon terá episódios semanais a partir deste domingo, 21 de junho, na HBO Max e HBO.

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A terceira temporada de House of the Dragon estreia neste domingo, 21 de junho, carregada de expectativas mistas. Ao mesmo tempo que os novos episódios prometem o ápice mais violento da Dança dos Dragões, muitos fãs estão com um pé atrás pois creem que isso não será cumprido e que a situação “chove e não molha” da segunda temporada irá se repetir. Eu já assisti e acabei ficando bem mais otimista do que imaginava antes de apertar o play!

No começo de junho, o AdoroCinema foi convidado para participar de um dia de entrevistas virtuais de A Casa do Dragão, e, dias antes de conversar com Olivia Cooke, Tom Glynn-Carney e outros membros do elenco, a HBO Max me enviou um screener antecipado com os dois primeiros episódios. E, ao fim deles, percebi que fazia muito tempo desde a última vez que me vi animada com o universo Game of Thrones.

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Confesso que eu mesma fui me cansando progressivamente à cada semana durante a exibição da 2ª temporada, em 2024. Para mim, ficou evidente que o showrunner Ryan Condal tentou sustentar a antecipação para a guerra civil em Westeros, mas, ao invés disso, acabou pecando em lugares muito parecidos que David Benioff e D.B. Weiss erraram em Game of Thrones. Isto é, ao meu ver, descaracterizar os próprios protagonistas em nome de arcos dramáticos prolongados demais — vide o tempo que Daemon (Matt Smith) passou delirando em Harrenhal, por exemplo.

Neste ano, pelas minhas primeiras impressões, sinto que a abordagem do roteiro deve ser mais objetiva. Logo no piloto, os 72 minutos de duração são bem aproveitados ao situar o espectador o contexto onde cada uma das figuras principais se encontram, mas ainda assim entrando de cabeça na ação que os fãs tanto ansiavam. Tanto que a tão aguardada Batalha da Goela me remeteu a alguns dos conflitos mais marcantes da série original, como a Batalha de Blackwater, na 2ª temporada.

Quando comecei o segundo episódio, me surpreendi que os efeitos desse momento tão decisivo de Fogo & Sangue não foi apenas sentido, como as decisões subsequentes à ele foram tomadas logo. Isso fez com que, ao final do capítulo, eu soubesse que o grande momento que o encerra teria potencial de provocar uma reação em cadeia excitante, tal qual, ao meu ver, o último bom momento de Game of Thrones: o season finale da 6ª temporada, quando Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) parte rumo à Westeros para conquistar o Trono de Ferro.

Claro, é muito cedo para dar qualquer avaliação concreta, até porque tenho meus próprios pés atrás e ressalvas a pontuar. Então, por enquanto, só me resta esperar que o spin-off não deixe a peteca cair justo quando de recuperá-la.

O primeiro episódio da 3ª temporada de House of the Dragon estreia neste domingo, 21 de junho, na HBO Max e HBO.

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